Agricultura
Governo busca novos mercados para compensar impactos da tarifaço
Agricultura
Com a entrada em vigor da tarifa de 50% aplicada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, o Governo do Tocantins tem intensificado esforços para minimizar os prejuízos que a medida impõe ao estado, que é um importante produtor nacional de carne bovina, soja e milho.
Em Brasília, o governador Wanderlei Barbosa participou de reuniões estratégicas para discutir alternativas de mercado e apoio federal. A carne bovina representa cerca de 60% das exportações do Tocantins para os EUA, totalizando aproximadamente US$ 25 milhões entre janeiro e junho de 2025.
No entanto, a nova alíquota americana compromete a viabilidade das vendas para o país norte-americano. O governador ressaltou a busca por alternativas para amenizar os efeitos da taxação: “Estamos em busca de novos mercados para compensar o que nosso estado vai perder com essa taxação. Buscamos soluções para auxiliar os nossos produtores rurais e pecuaristas e contamos com o apoio do Governo Federal nesta missão”.
O Ministério da Agricultura tem ampliado esforços para diversificar destinos das exportações brasileiras. O crescimento das vendas de carne para o México chamou atenção, passando de US$ 15,5 milhões em janeiro para US$ 89,3 milhões em junho de 2025. Além do México, países como Coreia do Sul, Vietnã, Turquia e Japão constituem mercados significativos, representando cerca de 30% das vendas de proteínas animais do Brasil.
Negociações estão em andamento para ampliar a lista de produtos brasileiros isentos da tarifa de 50%. Entre os itens que o governo brasileiro busca incluir estão carne bovina, pescado e café. A pressão interna nos Estados Unidos, motivada pelo impacto inflacionário da medida, é vista como um fator que pode favorecer a revisão das taxas.
Para fortalecer a competitividade dos produtores locais, o governo federal recomenda investimentos em rastreabilidade do rebanho. A exigência de mercados internacionais, especialmente europeus, por origem responsável e livre de desmatamento, torna essencial a implantação de tecnologias como o chip nos animais.
Representando o setor produtivo local, o Sindicato das Indústrias Frigoríficas de Carnes do Tocantins (Sindicarnes) enfatizou a importância da inclusão dos frigoríficos do estado nas novas parcerias comerciais e solicitou o estabelecimento de incentivos fiscais para garantir segurança aos produtores diante do atual cenário desafiador.
A mobilização conjunta do governo estadual, federal e entidades do setor visa garantir que o Tocantins mantenha sua posição no mercado internacional mesmo diante das barreiras tarifárias impostas, assegurando a continuidade da produção e a estabilidade econômica para os produtores rurais da região.
Fonte: Pensar Agro
Agricultura
Tempo seco no Centro-Oeste, frio no Sul e chuvas no Norte e Nordeste
Os próximos dias devem manter um cenário favorável para o avanço da colheita do milho safrinha em boa parte do Centro-Oeste, mas exigirão atenção dos produtores do Sul em razão da queda das temperaturas e do risco de formação de geadas localizadas nas áreas mais elevadas. Segundo prognósticos do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a semana entre os dias 8 e 14 de junho será caracterizada por chuvas concentradas no Norte do país e no litoral do Nordeste, enquanto a região central do Brasil seguirá sob influência do período seco.
No Centro-Oeste, principal polo produtor de grãos do país, a tendência é de tempo firme, baixa umidade relativa do ar e ausência de precipitações significativas em Mato Grosso, Goiás e grande parte de Mato Grosso do Sul. As condições favorecem os trabalhos de campo e a maturação das lavouras de segunda safra, mas aumentam a preocupação com o déficit hídrico em áreas que ainda dependem de umidade para o enchimento de grãos.
Na Região Sul, uma massa de ar frio mantém as temperaturas abaixo da média para o período, especialmente no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e sul do Paraná. Produtores devem monitorar possíveis ocorrências de geadas fracas em áreas serranas e regiões de maior altitude, que podem afetar hortaliças, fruticultura e pastagens de inverno. Para as lavouras de trigo, o frio tende a favorecer o desenvolvimento inicial da cultura.
O Sudeste terá predomínio de tempo seco, com chuvas fracas e isoladas apenas em áreas litorâneas. Em Minas Gerais e São Paulo, o cenário favorece as operações de colheita e o manejo das culturas de inverno, embora a redução da umidade do solo mereça atenção em regiões produtoras de café e hortifrúti.
Já no Norte, os maiores acumulados de chuva continuam concentrados em Amazonas, Pará, Amapá e Roraima, com volumes elevados em algumas localidades. No Nordeste, as precipitações mais significativas devem ocorrer na faixa litorânea, especialmente entre Maranhão, Rio Grande do Norte, Alagoas e Bahia. No interior nordestino, predomina a estiagem típica desta época do ano.
Para o agronegócio, a principal mensagem da semana é a continuidade do padrão climático típico do início do inverno: avanço da seca no Brasil Central, temperaturas mais baixas no Sul e manutenção das chuvas sobre a faixa norte do país. O cenário favorece a colheita e o escoamento da produção, mas reforça a necessidade de monitoramento das condições de umidade do solo nas regiões produtoras de milho safrinha e das áreas suscetíveis a geadas.
Fonte: Pensar Agro
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