Agricultura
Palmas inaugura moderno espaço para leilões de gado de elite
Agricultura
Inaugurado neste sábado (08.11), o novo pavilhão de leilões de gado do Sindicato Rural de Palmas, capital do Tocantins. A estrutura, que recebeu investimento de mais de R$ 4 milhões, foi projetada para sediar grandes eventos de pecuária e simboliza a crescente profissionalização do setor no Estado.
O evento de inauguração reuniu produtores, lideranças rurais e autoridades, incluindo o governador do Tocantins, Laurez Moreira, que destacou o peso da agropecuária na economia local. Ele lembrou que o Tocantins é hoje o nono maior rebanho bovino do país, com cerca de 11,6 milhões de cabeças, número quase oito vezes superior à população do Estado. “O tatersal é um símbolo da força do produtor tocantinense e de um setor que sustenta a economia do Estado e gera milhares de empregos”, afirmou o governador durante a cerimônia.
O novo espaço foi concebido para abrigar leilões de gado de elite, exposições e eventos técnicos, com foco na valorização genética e na expansão dos negócios agropecuários. Além da pista de vendas, o tatersal conta com áreas para manejo, arquibancadas e estrutura de apoio para compradores e vendedores. A gestão dos leilões ficará a cargo da empresa Terra Próspera, parceira do Sindicato Rural de Palmas, responsável por organizar eventos de alto padrão e garantir transparência e agilidade nas negociações.
Especialistas avaliam que o novo ambiente consolida Palmas como polo regional de comercialização pecuária. A localização estratégica da capital, cortada por rodovias federais e próxima de corredores logísticos de exportação, facilita o escoamento de animais e produtos agropecuários para outros estados e para o mercado externo. O presidente do Sindicato Rural de Palmas, Antônio Jorge Godinho, ressaltou que o espaço “é resultado do esforço conjunto dos produtores e do apoio institucional que o agronegócio tem conquistado no Estado”.
A expectativa é que o espaço impulsione o número de leilões e o volume de negócios realizados na capital. Em eventos de referência nacional, animais de alto padrão genético já alcançaram valores acima de R$ 1 milhão por cabeça, refletindo a valorização crescente da pecuária de elite. Embora o Tocantins ainda não lidere o ranking nacional nesse segmento, especialistas apontam que o Estado tem potencial para se consolidar entre os principais centros de comercialização do país.
Fonte: Pensar Agro
Agricultura
Queda de 27,5% no suíno vivo aprofunda perdas do setor, diz Acrismat
A suinocultura brasileira enfrenta um início de 2026 marcado por forte compressão de margens, com queda nas cotações do animal vivo e custos ainda elevados. Em Mato Grosso, o movimento é mais intenso: o preço do quilo do suíno vivo recuou de R$ 8,00 em janeiro para R$ 5,80 nesta semana, retração de 27,5%, segundo levantamento da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat). A queda atinge diretamente a receita do produtor e já coloca a atividade no vermelho no estado.
O Brasil mantém uma das maiores cadeias de suinocultura do mundo, com produção anual próxima de 5 milhões de toneladas de carne suína e exportações que superaram 1,2 milhão de toneladas em 2025, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O setor segue sustentado pelo mercado externo e por um consumo interno que absorve cerca de 75% da produção, mas enfrenta, em 2026, um ambiente de margens mais apertadas, pressionadas pela combinação de custos elevados e ajustes nos preços ao produtor.
Nem mesmo o bom desemprenho nas exportações, tem ajudado os produtores. Em março, mês com a maior média diária embarcada, o país exportou 152,2 mil toneladas entre in natura e processados (tabela 1), 32,8% acima do embarcado em março/25. O volume ficou 1,4% superior ao até então recorde mensal, que havia sido atingido em setembro/25.
Nos principais estados produtores, o início do ano foi marcado por recuo nas cotações do suíno vivo, movimento associado ao aumento da oferta e à desaceleração sazonal da demanda no primeiro trimestre. Em polos consolidados como Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, a forte integração com a agroindústria e a maior participação nas exportações ajudam a amortecer esse ciclo de baixa, ainda que também haja compressão de margens. Nesses estados, a capacidade de direcionar produção ao mercado externo funciona como válvula de equilíbrio, reduzindo a exposição direta às oscilações do consumo doméstico.
Nesse contexto, Mato Grosso apresenta um quadro mais sensível. Além da queda acentuada nas cotações, o estado opera com custos ainda elevados, especialmente com alimentação, o que compromete diretamente a rentabilidade da atividade. O recuo para R$ 5,80 por quilo representa o menor patamar desde abril de 2024.
O descompasso na cadeia agrava o cenário. Apesar da queda expressiva no preço do animal vivo e da carcaça, os valores da carne suína ao consumidor final seguem elevados no varejo, impedindo o repasse da redução e limitando o potencial de estímulo ao consumo. Com isso, o ajuste de mercado não se completa e a pressão permanece concentrada na base produtiva.
Frederico Tannure Filho
Atualmente, o prejuízo médio no estado é estimado em cerca de R$ 60 por animal abatido, segundo a Acrismat. Para o presidente da entidade, Frederico Tannure Filho, é necessário reequilibrar a cadeia. “Estamos observando uma queda de aproximadamente 30% no preço do suíno vivo e também na carcaça, mas isso não está sendo repassado ao consumidor. É importante que o varejo acompanhe esse movimento, reduzindo os preços na ponta. Dessa forma, conseguimos estimular o consumo de carne suína e, ao mesmo tempo, amenizar os impactos enfrentados pelos produtores”, afirma.
A avaliação do setor é que, sem ajuste no varejo, a tendência é de continuidade da pressão sobre os produtores, especialmente em regiões menos integradas à exportação. Em um país que combina grande escala produtiva com forte dependência do mercado interno, o reequilíbrio entre preço ao produtor, custo de produção e preço ao consumidor será determinante para evitar a ampliação das perdas no campo ao longo de 2026.
Fonte: Pensar Agro
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