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Soja fecha semana em queda com pressão do USDA e tensão tarifária de Trump

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O mercado da soja encerrou esta sexta-feira (11.07) sob forte pressão, refletindo não apenas os números divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), mas também a instabilidade provocada pela guerra comercial decretada pelo presidente norte-americano Donald Trump.

O relatório mensal do USDA, que costuma ser um termômetro para os preços globais da oleaginosa, desta vez trouxe dados considerados negativos para o mercado.

Além de revisar levemente para baixo a produção americana de soja para a temporada 2025/26, o órgão elevou a projeção de estoques finais, o que foi interpretado como sinal de oferta confortável. O documento estimou uma produção de 117,98 milhões de toneladas e estoques de 8,44 milhões — acima do esperado.

Ao mesmo tempo, a tensão geopolítica cresceu com a imposição de novas tarifas comerciais por parte do presidente dos EUA, em uma estratégia vista por analistas como eleitoreira. A medida trouxe insegurança ao mercado internacional, especialmente para commodities com forte participação no comércio exterior, como é o caso da soja.

No Brasil, os preços caíram ou ficaram estáveis, com negócios limitados ao longo do dia. A insegurança do mercado internacional contaminou os compradores e produtores, que preferiram aguardar definições. Em Passo Fundo (RS), a saca ficou em R$ 130; em Rondonópolis (MT), caiu para R$ 118. No Porto de Paranaguá (PR), recuou para R$ 135.

Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros acumularam perdas ao longo da semana. A soja para agosto fechou a US$ 10,04¼ por bushel, queda de 0,81% no dia. O contrato de novembro recuou para US$ 10,07¼, baixa de 0,64%.

Ainda segundo o USDA, a estimativa para a safra global de 2025/26 subiu para 427,68 milhões de toneladas, com destaque para o Brasil, que deve produzir 175 milhões — um novo recorde, caso se confirme. A Argentina também teve leve alta na projeção, com 48,5 milhões de toneladas.

Para o ciclo atual, 2024/25, a produção brasileira foi mantida em 169 milhões, enquanto a área plantada para a próxima safra deve avançar 1,2%, alcançando mais de 48 milhões de hectares. A produtividade também deve subir, o que impulsionaria a produção nacional para quase 180 milhões de toneladas.

Apesar desse cenário positivo no campo, a combinação de excesso de oferta, tensão política e um mercado internacional travado impediu avanços nos preços internos. Os produtores seguem cautelosos, e as indústrias relatam margens pressionadas diante do recuo nas cotações e da resistência nas negociações.

Fonte: Pensar Agro

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Semana do Aviador começa com debates sobre segurança e tecnologia no campo

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A 2ª Semana do Aviador começou nesta sexta-feira (11), em Lucas do Rio Verde, com uma programação voltada ao mercado, à segurança operacional e à legislação da aviação agrícola. O evento segue até sábado (12), na pista do Show Safra, reunindo pilotos, empresas, produtores rurais, especialistas e representantes do poder público.

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A abertura contou com a presença de Joci Piccini, presidente da Fundação Rio Verde, e de Rodrigo, diretor-executivo da entidade. Também participaram Cláudio Júnior Oliveira, diretor do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), e Omar, representante do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), produtores e autoriaades.

Realizada pela Fundação Rio Verde, a Semana do Aviador combina conteúdo técnico com demonstrações de aeronaves, equipamentos embarcados, acrobacias aéreas e voos panorâmicos. A proposta é aproximar profissionais, produtores e comunidade de uma atividade que ocupa posição estratégica no agronegócio brasileiro.

Na abertura, os debates trataram dos desafios enfrentados pelo setor, principalmente na formação dos profissionais, no cumprimento das normas e na adoção de procedimentos capazes de reduzir riscos durante as operações.

A aviação agrícola permite realizar aplicações em grandes áreas e dentro de janelas cada vez mais curtas. Em culturas como soja, milho, algodão e cana-de-açúcar, o recurso pode ser decisivo para controlar pragas e doenças antes que provoquem perdas expressivas.

A velocidade, porém, precisa estar acompanhada de planejamento, qualificação e respeito às condições meteorológicas e ambientais. Erros na escolha do produto, na regulagem dos equipamentos ou no momento da aplicação podem reduzir a eficiência, elevar custos e atingir áreas que não fazem parte da operação.

O debate ganha relevância especial em Mato Grosso, maior produtor brasileiro de grãos e fibras e um dos principais mercados da aviação agrícola. O Brasil possui a segunda maior frota aeroagrícola do mundo, resultado da expansão da produção e da necessidade de atender propriedades de grande extensão.

Além do conteúdo profissional, a programação busca apresentar a atividade à população. Demonstrações aéreas e outras atrações permitem que estudantes e moradores conheçam de perto as aeronaves e a tecnologia utilizada nas lavouras.

O Pensar Agro está entre os apoiadores da Semana do Aviador, ao lado da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de Mato Grosso (Feagro-MT).

Serviço

2ª Semana do Aviador
Data: 11 e 12 de setembro
Local: pista do Show Safra, em Lucas do Rio Verde (MT)

Fonte: Pensar Agro

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