Cidades

Cuiabá fortalece rede de Saúde Mental: conheça os serviços oferecidos

Publicado em

Cidades


A saúde mental em Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), vem sendo estruturada por uma rede de serviços que visa oferecer atendimento integral. Entre os principais dispositivos estão os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e as Residências Terapêuticas, cada um com funções específicas dentro da linha de cuidado aos pacientes. Atualmente, a rede conta com três CAPS, unidades especializadas no atendimento a pessoas com transtornos mentais e problemas decorrentes do uso abusivo de álcool e drogas. Esses serviços de saúde mental são considerados de “portas abertas”. Em Cuiabá, existem diferentes modalidades de CAPS, cada uma atendendo perfis específicos:

O CAPS I e CAPS II são destinados ao atendimento de pessoas adultas com transtornos mentais graves e persistentes. Essas unidades oferecem acolhimento, terapias individuais e em grupo, busca ativa, visitas domiciliares, atividades terapêuticas e lúdicas, além de suporte às famílias.

O CAPS III, atualmente em reforma, está localizado na região do Verdão, onde funcionava a antiga Policlínica do Verdão. Essa unidade oferecerá assistência 24 horas aos pacientes já em acompanhamento no CAPS. O acolhimento ocorrerá durante toda a semana no período diurno e, caso a equipe multiprofissional avalie a necessidade de observação e acompanhamento do paciente, este poderá permanecer por um período inicial de até sete dias, podendo ser prorrogado por mais sete dias conforme a avaliação da equipe e o Projeto Terapêutico Singular do usuário. A Coordenadora Técnica de Saúde Mental, Darci Bezerra, destaca: “Estamos trabalhando para que o CAPS III possa oferecer uma assistência intensiva, com possibilidade de tratamento ininterrupto por até 14 dias, visando a completa estabilização dos pacientes”.

O CAPS Adolescer oferece atendimento a crianças e adolescentes de até 17 anos, 11 meses e 29 dias. A unidade proporciona suporte especializado ao público infantojuvenil, incluindo terapias individuais e em grupo, atividades lúdicas e educativas, além de acompanhamento familiar. Atualmente, está localizada temporariamente no bairro Shangrilá, mas sua sede oficial fica no bairro Jardim Europa, atrás da UNIC, e também está em processo de reforma. Segundo a coordenadora, a previsão de conclusão da obra é ainda este ano, o que proporcionará um espaço mais adequado e acolhedor para os pacientes.

Residências Terapêuticas

As Residências Terapêuticas são moradias destinadas a pessoas com transtornos mentais severos, egressas de hospitais psiquiátricos, que perderam os vínculos familiares ou não possuem condições de viver de forma independente e autônoma. Em Cuiabá, existem seis residências, cada uma com capacidade para até dez moradores, funcionando atualmente em sua capacidade máxima. Essas unidades oferecem um ambiente acolhedor, com quartos individuais, áreas comuns e uma equipe composta por cuidadores, técnicos de enfermagem e profissionais de apoio técnico, que auxiliam nas atividades diárias e promovem a reintegração social dos moradores, proporcionando um ambiente similar ao de um lar, conforme as diretrizes do serviço. Darci Bezerra ressalta a importância dessas unidades: “Proporcionamos uma moradia digna, para que os moradores se sintam em casa, com suporte para suas necessidades diárias e atividades que promovem seu bem-estar e autonomia”.

Reformas e Investimentos

Recentemente, o Ministério Público Estadual (MPE) destinou seis milhões de reais para melhorias na estrutura dos CAPS e das Residências Terapêuticas. Deste montante, dois milhões são especificamente para a reforma do CAPS-CPA, localizado no CPA-4. No entanto, as obras ainda não foram iniciadas. “Estamos em busca de um imóvel para transferir o serviço provisoriamente e dar início à reforma”, explica Darci. Além disso, a entrega do CAPS III na região do Verdão está prevista em breve, ampliando a capacidade de atendimento e oferecendo suporte intensivo aos pacientes, conforme preconizado na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).

A coordenadora também destaca a importância de parcerias e emendas parlamentares para viabilizar essas melhorias: “Foram feitas diversas negociações na Câmara Setorial Temática de Saúde Mental da Assembleia Legislativa, junto ao Ministério Público, para obter uma emenda destinada à reforma do CAPS-CPA e apoio para a reestruturação dos demais serviços de saúde mental no município”.

Desafios e Perspectivas

Apesar dos avanços, a saúde mental em Cuiabá enfrenta desafios, especialmente relacionados à estrutura física das unidades e à burocracia nos processos de reforma. “Precisamos melhorar a estrutura das unidades. Algumas obras precisam apenas ser finalizadas, mas enfrentamos questões burocráticas e problemas com empresas contratadas. No entanto, estamos buscando novas atas para adesões, a fim de concluir as reformas”, afirma Darci. A coordenadora reforça o compromisso da gestão em superar esses desafios e proporcionar um atendimento de qualidade aos usuários dos serviços de saúde mental no município.

Em resumo, a rede de serviços de saúde mental de Cuiabá busca a efetivação dos projetos para implantar os serviços da RAPS, atendendo às necessidades da população e promovendo a articulação entre as unidades e serviços da Rede de Atenção à Saúde. O objetivo é garantir a integralidade do cuidado, aprimorando as equipes e estruturas para oferecer um atendimento cada vez mais humanizado e eficiente à população usuária do SUS em Cuiabá.

#PraCegoVer

A imagem ilustra a entrada de um dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) de Cuiabá. Na entrada, é possível ver um banner azul que chama a atenção pelas figuras coloridas que contém.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT



COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Cuiabá

Professores da rede municipal vivenciam desafios da deficiência visual em formação inédita

Publicados

em

A Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá promoveu, nesta sexta-feira (11), o terceiro encontro de um ciclo de formação voltado aos professores do Atendimento Educacional Especializado (AEE) que atuam nas Salas de Recursos Multifuncionais (SRM) e atendem estudantes com deficiência visual na rede municipal de ensino. A iniciativa reúniu profissionais de 48 unidades educacionais, responsáveis pelo atendimento de 55 alunos com baixa visão ou cegueira e nove estudantes com visão monocular. A formação foi realizada em parceria com o Instituto dos Cegos, em Cuiabá.

Pela primeira vez, a formação aconteceu diretamente dentro de uma instituição especializada. A proposta é proporcionar aos professores uma experiência prática sobre os desafios, as possibilidades e os recursos necessários para garantir a aprendizagem e a autonomia dos estudantes com deficiência visual.

Promovida pela Diretoria de Ensino, por meio da Coordenadoria de Educação Especial, a formação conta com cinco encontros. Dois aconteceram em agosto, dois acontecem em setembro e o último será realizado em outubro, no Instituto dos Cegos. O objetivo é fortalecer a atuação dos profissionais das Salas de Recursos Multifuncionais e ampliar as estratégias pedagógicas utilizadas no atendimento aos estudantes.

“É a primeira vez que a SME realiza uma formação com essa magnitude e com uma imersão prática. É um cuidado desta gestão. Em outras gestões, foram promovidas palestras sobre deficiência visual no âmbito geral”, destacou a coordenadora de Educação Especial da SME, professora Neuraides Ribeiro.

As atividades são realizadas nos períodos matutino, das 7h30 às 11h, e vespertino, das 13h30 às 17h, respeitando o horário de hora-atividade dos profissionais. O Instituto dos Cegos possui estrutura adaptada e experiência no atendimento de pessoas com deficiência visual, desde a estimulação precoce e a Educação Infantil até as demais etapas da vida escolar e o atendimento de adultos.

Durante a formação, os professores conhecem recursos e situações presentes no cotidiano das pessoas com deficiência visual e aprendem como adaptações no ambiente, nos materiais e nas metodologias podem favorecer a autonomia e a independência.

“A proposta também busca provocar uma mudança de olhar sobre a deficiência visual. O fato de uma criança não enxergar não significa que ela tenha sua capacidade cognitiva comprometida. Quando não há uma deficiência intelectual associada, uma das principais barreiras para a aprendizagem pode estar justamente na forma como o conteúdo é apresentado”, ressaltou Neuraides.

Nesse contexto, os profissionais são orientados sobre o uso de materiais táteis, recursos concretos, relevo, Braille, tecnologias assistivas e outras estratégias pedagógicas. A formação também aborda orientação e mobilidade, incluindo o uso da bengala e sua importância para a autonomia.

“Ao levar os profissionais para dentro de um ambiente especializado, a Secretaria busca aproximá-los das experiências vivenciadas diariamente pelos estudantes. A intenção é que esse conhecimento seja levado posteriormente para as escolas da rede municipal, contribuindo para que os professores possam adaptar as atividades e materiais e até a organização dos espaços disponíveis nas unidades”, explicou o secretário municipal de Educação, Reginaldo Teixeira.

Cinco encontros

Nesta sexta-feira (11), o encontro aborda Alfabetização do Sistema Braille, Noções Gerais. No dia 25, será trabalhada Estimulação Precoce e Educação Infantil. O ciclo será encerrado em 2 de outubro, com oficinas práticas.

Os temas Orientação e Mobilidade, Vivência de Orientação e Mobilidade e Pré-Braille foram tratados nos dois primeiros encontros.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA