Cuiabá
Hospitais de Cuiabá oferecem brinquedotecas para crianças internadas
Cuiabá
Crianças internadas na ala pediátrica do Hospital e Pronto-Socorro de Cuiabá e do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) contam com profissionais à disposição que as auxiliam na utilização de brinquedos e no desenvolvimento de atividades educacionais.
Os espaços de brinquedoteca estão disponíveis em ambas as unidades hospitalares. No Hospital e Pronto-Socorro de Cuiabá, há brinquedos de pelúcia, bonecos da Turma da Mônica, super-heróis, dados, dinossauros, casinhas de plástico, caminhões e outros.
A diretora da unidade, Marlucia de Souza Pereira Costa, explica que a brinquedoteca tem a função de promover o desenvolvimento psicossocial, reduzir o trauma da hospitalização e contribuir para a alegria e o conforto no ambiente hospitalar.
“É um espaço sinônimo de alegria, onde os pais interagem com seus filhos, sendo acolhidos por profissionais e famílias. A humanização aqui é diferenciada. Muitas unidades hospitalares do Brasil não dispõem dessa estrutura que oferecemos”, afirma.
Na ala pediátrica do Hospital e Pronto-Socorro de Cuiabá, atuam dois fisioterapeutas com pós-graduação em arteterapia e uma psicopedagoga. “Quando a criança está internada e não tem condições de sair da ala pediátrica, nós levamos os brinquedos até a sala de internação, promovendo um momento de bem-estar e descanso psicológico. É um trabalho muito satisfatório”, revela a fisioterapeuta Fernanda Hipólito.
No espaço da brinquedoteca do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), as crianças recebem o apoio da pedagoga hospitalar Elizangela Dias. Ela formula atividades educacionais para manter a aprendizagem escolar durante o período de internação.
“O primeiro passo é verificar a idade da criança. Por exemplo, no dia 21 de setembro foi o Dia da Árvore. Para as crianças menores, eu vou até a sala de internação com desenhos impressos de árvores, recomendo a pintura e explico a origem da data. Aqueles que têm alta médica podem vir até nosso espaço para sentar em bancos coloridos e brincar. Enquanto estão internadas, as crianças ficam fora da sala de aula, mas, graças ao nosso trabalho, seguem aprendendo”, explica.
No Hospital Municipal de Cuiabá, a brinquedoteca conta com bancos e cercas coloridas, paredes decoradas com desenhos de peixes e cavalos-marinhos de plástico e, também, espaços que incentivam a recuperação da saúde dos pequenos logo após a alta.
Cada criança que recebe alta médica registra, com tinta, a marca das mãos no “Mural dos Anjos”. Já as que deixam a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) recebem um “Certificado de Superação”, assinado e carimbado por toda a equipe médica.
“É um espaço de cuidado da saúde e acolhimento afetivo e psicológico. Quando uma criança está internada e o período coincide com a data de aniversário, nossa equipe prepara um bolo para a comemoração”, revela a coordenadora da ala pediátrica do HMC, Rosenil de França Magalhães.
Benefícios
A brinquedoteca proporciona um atendimento mais humanizado à criança e à sua família. Crianças em situação de internação ficam submetidas a sentimentos de estresse e confusão, podendo interpretar a hospitalização como uma forma de punição.
O brincar ameniza esses traumas, oferecendo à criança uma nova perspectiva do hospital e ajudando-a a se preparar para vivenciar situações com as quais não tem familiaridade. A brincadeira faz parte do processo de recuperação e modifica a rotina da criança.
#PraCegoVer
A foto mostra uma sala com brinquedos infantis em armários e também nas paredes. Há ainda mesas com decoração infantil, compondo a brinquedoteca do Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
Cuiabá
Professores da rede municipal vivenciam desafios da deficiência visual em formação inédita
A Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá promoveu, nesta sexta-feira (11), o terceiro encontro de um ciclo de formação voltado aos professores do Atendimento Educacional Especializado (AEE) que atuam nas Salas de Recursos Multifuncionais (SRM) e atendem estudantes com deficiência visual na rede municipal de ensino. A iniciativa reúniu profissionais de 48 unidades educacionais, responsáveis pelo atendimento de 55 alunos com baixa visão ou cegueira e nove estudantes com visão monocular. A formação foi realizada em parceria com o Instituto dos Cegos, em Cuiabá.
Pela primeira vez, a formação aconteceu diretamente dentro de uma instituição especializada. A proposta é proporcionar aos professores uma experiência prática sobre os desafios, as possibilidades e os recursos necessários para garantir a aprendizagem e a autonomia dos estudantes com deficiência visual.
Promovida pela Diretoria de Ensino, por meio da Coordenadoria de Educação Especial, a formação conta com cinco encontros. Dois aconteceram em agosto, dois acontecem em setembro e o último será realizado em outubro, no Instituto dos Cegos. O objetivo é fortalecer a atuação dos profissionais das Salas de Recursos Multifuncionais e ampliar as estratégias pedagógicas utilizadas no atendimento aos estudantes.
“É a primeira vez que a SME realiza uma formação com essa magnitude e com uma imersão prática. É um cuidado desta gestão. Em outras gestões, foram promovidas palestras sobre deficiência visual no âmbito geral”, destacou a coordenadora de Educação Especial da SME, professora Neuraides Ribeiro.
As atividades são realizadas nos períodos matutino, das 7h30 às 11h, e vespertino, das 13h30 às 17h, respeitando o horário de hora-atividade dos profissionais. O Instituto dos Cegos possui estrutura adaptada e experiência no atendimento de pessoas com deficiência visual, desde a estimulação precoce e a Educação Infantil até as demais etapas da vida escolar e o atendimento de adultos.
Durante a formação, os professores conhecem recursos e situações presentes no cotidiano das pessoas com deficiência visual e aprendem como adaptações no ambiente, nos materiais e nas metodologias podem favorecer a autonomia e a independência.
“A proposta também busca provocar uma mudança de olhar sobre a deficiência visual. O fato de uma criança não enxergar não significa que ela tenha sua capacidade cognitiva comprometida. Quando não há uma deficiência intelectual associada, uma das principais barreiras para a aprendizagem pode estar justamente na forma como o conteúdo é apresentado”, ressaltou Neuraides.
Nesse contexto, os profissionais são orientados sobre o uso de materiais táteis, recursos concretos, relevo, Braille, tecnologias assistivas e outras estratégias pedagógicas. A formação também aborda orientação e mobilidade, incluindo o uso da bengala e sua importância para a autonomia.
“Ao levar os profissionais para dentro de um ambiente especializado, a Secretaria busca aproximá-los das experiências vivenciadas diariamente pelos estudantes. A intenção é que esse conhecimento seja levado posteriormente para as escolas da rede municipal, contribuindo para que os professores possam adaptar as atividades e materiais e até a organização dos espaços disponíveis nas unidades”, explicou o secretário municipal de Educação, Reginaldo Teixeira.
Cinco encontros
Nesta sexta-feira (11), o encontro aborda Alfabetização do Sistema Braille, Noções Gerais. No dia 25, será trabalhada Estimulação Precoce e Educação Infantil. O ciclo será encerrado em 2 de outubro, com oficinas práticas.
Os temas Orientação e Mobilidade, Vivência de Orientação e Mobilidade e Pré-Braille foram tratados nos dois primeiros encontros.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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