LUCAS DO RIO VERDE
Infectologista da Prefeitura de Sinop explica o que é meningite, sintomas e forma de prevenção
LUCAS DO RIO VERDE
A meningite é uma inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, podendo ser causada por vírus, bactérias ou outros agentes infecciosos. Entre os tipos, a meningite bacteriana é considerada a forma mais grave da doença, com risco de complicações, sequelas e até óbito, especialmente quando não tratada de forma rápida.
De acordo com a médica infectologista Érica Moreira, a transmissão da meningite bacteriana exige contato próximo e prolongado com uma pessoa infectada. “O que consideramos contato próximo é uma distância inferior a um metro, geralmente por um período prolongado. Por isso, não há motivo para pânico, mas sim para cautela”, explica.
A especialista alerta que os sinais da doença podem surgir de forma repentina e evoluir rapidamente, principalmente em crianças. Entre os principais sintomas estão febre alta de início súbito, prostração e fraqueza intensa, náuseas e dor abdominal, dor de cabeça, sonolência excessiva ou irritabilidade e alteração no comportamento, como a criança ficar apática ou muito diferente do habitual.
“Uma criança que estava bem e, em poucas horas, passa a ficar muito debilitada, sonolenta ou irritada, precisa de avaliação médica imediata”, reforça a médica. A meningite atinge, principalmente, crianças, porém também pode acometer adultos.
Érica esclarece que a principal forma de prevenção da meningite é a vacinação. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece imunização gratuita conforme o calendário do Ministério da Saúde (MS) para crianças menores de 5 anos e adolescentes entre 11 e 13 anos. “A vacinação é extremamente segura, necessária e evita uma doença grave. Os pais devem conferir o cartão de vacina dos filhos e, em caso de atraso, procurar uma unidade de saúde”, orienta.
Outra medida que contribui para prevenir e conter a transmissão é evitar aglomerações em situações de risco, como em casos confirmados ou suspeitos, além de manter atenção aos sintomas.
Monitoramento e medidas de controle
Em Sinop, a situação mantém-se controlada e monitorada pela Vigilância Epidemiológica. Todas as pessoas que tiveram contato com a aluna de 5 anos da Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Tempo de Infância passaram por avaliação médica preventiva. Nenhum outro caso suspeito foi notificado.
Embora tenha sido constatado que a contaminação não ocorreu no ambiente escolar, mas sim no convívio familiar, a unidade passará por higienização, conforme orientação da vigilância, e as aulas permanecerão suspensas nesta quarta (22), quinta (23) e sexta-feira (24). “As famílias são orientadas sobre quais sinais observar, quando procurar reavaliação médica e quais medidas devem adotar. Isso é fundamental para evitar a propagação da doença”, explica a infectologista.
Situação em Sinop
Atualmente, o município de Sinop registra dois casos confirmados de meningite bacteriana, sendo um deles com evolução para óbito. As autoridades de saúde reforçam que os casos estão sendo monitorados pela Vigilância Epidemiológica, com adoção de todas as medidas de controle, e não há indicativo de surto no município.
LUCAS DO RIO VERDE
Oficina Cultural de Teatro leva arte e conscientização sobre bullying a centenas de estudantes de Lucas
A Oficina Cultural de Teatro da Secretaria de Cultura e Turismo encerrou nesta quarta-feira (9) mais uma etapa do Projeto de Contação de Histórias, com uma apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra. A ação reuniu 166 alunos dos 2°, 4° e 5° anos do colégio.
Criado em 2025, o projeto usa o teatro para abordar o bullying de forma lúdica e acessível aos estudantes da rede municipal. Neste ano, a iniciativa ganhou força e já passou por três escolas. Na Cora Coralina, 100 alunos assistiram à encenação. Na Joice Martinelli Munhak, 530 estudantes da Educação Infantil e do Ensino Fundamental acompanharam a peça ao longo de quatro sessões. Com a apresentação na Marcelino Espíndola Dutra, o projeto já alcançou 796 alunos em 2026.
Apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
A coordenadora das Oficinas Culturais, Keila Fernandes, explica a escolha pela linguagem teatral no lugar de palestras tradicionais.
“Se eu chegasse aqui com uma palestra de 15 minutos eles não entenderiam nada. Então nós trouxemos pra cá, os alunos mesmos estão apresentando de uma forma simples na linguagem das crianças para que eles possam assimilar a mensagem de uma melhor forma”, afirma Keila.
Segundo ela, a ação também oferece aos alunos das oficinas uma vivência de palco em apresentações reais, fora do ambiente das aulas.
A coordenadora da Escola Marcelino Espíndola Dutra, Andréia Vitto, destaca que a apresentação reforça um trabalho que a escola já desenvolve.
“Uma ação de teatro com esse tema só vem a fortalecer e somar às ações que a escola já faz para evitar esse tipo de situação. Então foi muito bom. A gente quando recebeu a proposta prontamente aceitamos porque só vem a complementar”, diz Andréia.
Apresentação na Escola Municipal Cora Coralina (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
Para a estudante Emanuele Demzki, de nove anos, a peça deixou uma mensagem clara sobre os efeitos do bullying.
“Eu achei muito legal porque isso ensina as crianças que não é legal fazer isso, as pessoas ficam muito tristes, eu sei porque já passei por isso. Eu queria que eles fizessem em várias outras escolas para que todo mundo aprenda”, conta Emanuele.
(Foto: Na Cora Coralina)
O professor de teatro da Oficina Cultural, Pedro Moroz, conta que a peça nasceu a partir de casos reais registrados no município.
“A ideia de criar essa peça surgiu perante episódios de bullying que foram registrados aqui mesmo no município. Então trouxe esse senso de urgência e essa ideia veio para se somar às ações e juntos conscientizar as escolas sobre os riscos e os impactos dessa prática”, afirma Pedro.
O Projeto de Contação de Histórias segue com o objetivo de democratizar o acesso à cultura, levando apresentações teatrais para diferentes espaços da rede municipal de ensino. A previsão é passar por pelo menos mais duas escolas até o fim do ano, impactando cerca de mil estudantes.
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