LUCAS DO RIO VERDE
MEC publica portaria que oficializa criação do Campus da UFMT em Lucas do Rio Verde
LUCAS DO RIO VERDE
Na manhã desta quarta-feira (26), o Ministério da Educação (MEC) e a Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres) publicaram a Portaria nº 865 que oficializa a criação do Campus Fora de Sede da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) em Lucas do Rio Verde. O ato simboliza a concretização de um sonho da sociedade luverdense e da gestão municipal, que trabalhou de forma contínua para viabilizar a implantação do centro de formação, pesquisa, tecnologia e inovação no município.
“Hoje tivemos a publicação, pelo MEC, do credenciamento da UFMT em Lucas do Rio Verde. Este foi o último ato formal para a implementação definitiva do campus no município. Isso representa a concretização de um sonho da população luverdense e da gestão pública, que se empenhou por muitos anos para alcançá-la. Mais do que isso, é oferecer aos nossos jovens a oportunidade de cursar um Ensino Superior público e de qualidade em uma Universidade Federal sem precisarem sair da cidade. Dessa forma, os luverdenses encontrarão no nosso município todas as condições para construir um futuro promissor e contribuir com o desenvolvimento de Lucas”, ressaltou o prefeito, Miguel Vaz.
De acordo com o documento oficial, o Campus Fora de Sede será sediado na Escola Municipal Olavo Bilac, disponibilizado pela Prefeitura.
Inicialmente, serão ofertados quatro cursos de graduação: Engenharia de Software, Inteligência Artificial, Psicologia e Letras (Português e Inglês), escolhidos de forma estratégica para atender às demandas do mercado e às vocações econômicas da cidade e região.
“É um momento de muita alegria saber que nossos estudantes luverdenses poderão permanecer na cidade e cursar uma universidade pública. Agora, aguardamos os próximos procedimentos para que, em 2026, as aulas já possam acontecer no campus de Lucas”, destacou a secretária de Educação, Elaine Lovatel.
Conquista Histórica
Em 2025, a implementação do campus da UFMT em Lucas do Rio Verde avançou de forma significativa, impulsionada por uma sequência de ações articuladas pela gestão municipal, junto ao Ministério de Educação (MEC) e à Universidade.
Em abril, o Termo de Autorização para a criação do campus foi assinado em cerimônia realizada no município, com a presença de autoridades federais, estaduais e municipais.
No início de maio, o prefeito esteve em Brasília para reunião com a reitora da instituição, Marluce Souza e Silva, e o diretor da Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação (SESU/MEC), professor Marcus David, reafirmando o compromisso do município em garantir a infraestrutura necessária para o início das atividades acadêmicas em 2026, incluindo recursos para manutenção, água, energia, mobiliário e a cessão de seis técnicos, um para cada curso e um para a direção-geral.
Agora, com a criação do Campus Fora de Sede, oficializada pelo MEC, Lucas do Rio Verde se firma como um novo polo de Educação Superior pública em Mato Grosso. Mais do que um marco para a educação, a chegada da UFMT representa uma força transformadora para o município, impulsionando o desenvolvimento econômico e oferecendo aos luverdenses mais oportunidades de qualificação profissional.
Confira a Portaria SERES/MEC nº 865: https://www.in.gov.br/web/dou/-/portaria-seres/mec-n-865-de-25-de-novembro-de-2025-671043063
LUCAS DO RIO VERDE
Oficina Cultural de Teatro leva arte e conscientização sobre bullying a centenas de estudantes de Lucas
A Oficina Cultural de Teatro da Secretaria de Cultura e Turismo encerrou nesta quarta-feira (9) mais uma etapa do Projeto de Contação de Histórias, com uma apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra. A ação reuniu 166 alunos dos 2°, 4° e 5° anos do colégio.
Criado em 2025, o projeto usa o teatro para abordar o bullying de forma lúdica e acessível aos estudantes da rede municipal. Neste ano, a iniciativa ganhou força e já passou por três escolas. Na Cora Coralina, 100 alunos assistiram à encenação. Na Joice Martinelli Munhak, 530 estudantes da Educação Infantil e do Ensino Fundamental acompanharam a peça ao longo de quatro sessões. Com a apresentação na Marcelino Espíndola Dutra, o projeto já alcançou 796 alunos em 2026.
Apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
A coordenadora das Oficinas Culturais, Keila Fernandes, explica a escolha pela linguagem teatral no lugar de palestras tradicionais.
“Se eu chegasse aqui com uma palestra de 15 minutos eles não entenderiam nada. Então nós trouxemos pra cá, os alunos mesmos estão apresentando de uma forma simples na linguagem das crianças para que eles possam assimilar a mensagem de uma melhor forma”, afirma Keila.
Segundo ela, a ação também oferece aos alunos das oficinas uma vivência de palco em apresentações reais, fora do ambiente das aulas.
A coordenadora da Escola Marcelino Espíndola Dutra, Andréia Vitto, destaca que a apresentação reforça um trabalho que a escola já desenvolve.
“Uma ação de teatro com esse tema só vem a fortalecer e somar às ações que a escola já faz para evitar esse tipo de situação. Então foi muito bom. A gente quando recebeu a proposta prontamente aceitamos porque só vem a complementar”, diz Andréia.
Apresentação na Escola Municipal Cora Coralina (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
Para a estudante Emanuele Demzki, de nove anos, a peça deixou uma mensagem clara sobre os efeitos do bullying.
“Eu achei muito legal porque isso ensina as crianças que não é legal fazer isso, as pessoas ficam muito tristes, eu sei porque já passei por isso. Eu queria que eles fizessem em várias outras escolas para que todo mundo aprenda”, conta Emanuele.
(Foto: Na Cora Coralina)
O professor de teatro da Oficina Cultural, Pedro Moroz, conta que a peça nasceu a partir de casos reais registrados no município.
“A ideia de criar essa peça surgiu perante episódios de bullying que foram registrados aqui mesmo no município. Então trouxe esse senso de urgência e essa ideia veio para se somar às ações e juntos conscientizar as escolas sobre os riscos e os impactos dessa prática”, afirma Pedro.
O Projeto de Contação de Histórias segue com o objetivo de democratizar o acesso à cultura, levando apresentações teatrais para diferentes espaços da rede municipal de ensino. A previsão é passar por pelo menos mais duas escolas até o fim do ano, impactando cerca de mil estudantes.
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