LUCAS DO RIO VERDE
Prefeitura de Sinop realiza mais de 330 atendimentos durante mutirão do Cadastro Único no CRAS Palmeiras
LUCAS DO RIO VERDE
A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Assistência Social, realizou 338 atendimentos durante o mutirão do Cadastro Único promovido no último sábado (23), no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) Palmeiras. A ação integrou a programação comemorativa pelos 25 anos do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal.
O mutirão reuniu diversos serviços gratuitos voltados às famílias atendidas pelos programas sociais federais. O objetivo principal foi atender pessoas com o Cadastro Único desatualizado há mais de 24 meses, para evitar bloqueios, suspensões ou prejuízos no acesso aos benefícios sociais.
Durante a programação, a população teve acesso à atualização cadastral do Cadastro Único, pesagem para beneficiários do Bolsa Família, vacinação, consultas médicas básicas, testes rápidos para Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), orientações do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e atendimento da Águas de Sinop para inclusão na tarifa social de água.
A secretária de Assistência Social, Sinéia Abreu, destacou que a realização dos mutirões aos sábados amplia o acesso da população aos serviços públicos. “Nós temos aqui a parceria da Saúde, que realiza a pesagem das famílias do Bolsa Família que estão cadastradas. Também contamos com vacinação, atualização do Cadastro Único e várias outras ações que acompanhamos durante todo o ano. Mas o mutirão, principalmente aos sábados, facilita para que as pessoas consigam vir até o CRAS e resolver tudo o que é necessário”, afirmou.
Sinéia Abreu também reforçou a importância da atualização cadastral para manutenção dos benefícios sociais. “A gente reforça que o Cadastro Único precisa estar sempre atualizado. As pessoas precisam entender que, se não fizerem essa atualização, correm o risco de perder o Bolsa Família, que é um benefício do Governo Federal. Cabe a nós cuidar para que essas famílias não tenham prejuízos no acesso aos programas sociais”, ressaltou.
A secretária destacou ainda a união entre diferentes órgãos e serviços durante o mutirão. “Aqui reunimos vários serviços em um único espaço. Temos parceria com a Secretaria de Saúde, INSS, Águas de Sinop e atendimento médico. Quando realizamos esses mutirões, a adesão da população aumenta e os atendimentos se tornam muito mais eficientes. Ao final, conseguimos alcançar um número muito grande de pessoas e isso é extremamente importante”, pontuou.
A moradora Fernanda Barros contou que aproveitou o mutirão para resolver várias demandas da família em um único atendimento. “Eu vi o mutirão pelas redes sociais e achei interessante participar, porque muitas vezes nós não temos tempo de vir até aqui durante a semana por causa da correria do dia a dia. Eu trouxe meus filhos para vacinar, fiz a pesagem e consegui adiantar bastante coisa. Esses mutirões ajudam muito a comunidade, principalmente as famílias que recebem Bolsa Família”, afirmou.
A moradora Vanilda dos Santos também elogiou a ação e destacou a praticidade do atendimento aos sábados. “É uma ação muito boa porque conseguimos aproveitar o sábado, quando estamos de folga. Eu fiz exames, encaminhamento para exame de vista, atualização do Cadastro Único e consegui resolver tudo o que precisava. Foi muito bom”, afirmou.
No próximo sábado (30), a Secretaria de Assistência Social realiza mais um mutirão, desta vez no Centro de Convivência Dona Zezé. O atendimento à população será das 8h às 13h.
LUCAS DO RIO VERDE
Oficina Cultural de Teatro leva arte e conscientização sobre bullying a centenas de estudantes de Lucas
A Oficina Cultural de Teatro da Secretaria de Cultura e Turismo encerrou nesta quarta-feira (9) mais uma etapa do Projeto de Contação de Histórias, com uma apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra. A ação reuniu 166 alunos dos 2°, 4° e 5° anos do colégio.
Criado em 2025, o projeto usa o teatro para abordar o bullying de forma lúdica e acessível aos estudantes da rede municipal. Neste ano, a iniciativa ganhou força e já passou por três escolas. Na Cora Coralina, 100 alunos assistiram à encenação. Na Joice Martinelli Munhak, 530 estudantes da Educação Infantil e do Ensino Fundamental acompanharam a peça ao longo de quatro sessões. Com a apresentação na Marcelino Espíndola Dutra, o projeto já alcançou 796 alunos em 2026.
Apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
A coordenadora das Oficinas Culturais, Keila Fernandes, explica a escolha pela linguagem teatral no lugar de palestras tradicionais.
“Se eu chegasse aqui com uma palestra de 15 minutos eles não entenderiam nada. Então nós trouxemos pra cá, os alunos mesmos estão apresentando de uma forma simples na linguagem das crianças para que eles possam assimilar a mensagem de uma melhor forma”, afirma Keila.
Segundo ela, a ação também oferece aos alunos das oficinas uma vivência de palco em apresentações reais, fora do ambiente das aulas.
A coordenadora da Escola Marcelino Espíndola Dutra, Andréia Vitto, destaca que a apresentação reforça um trabalho que a escola já desenvolve.
“Uma ação de teatro com esse tema só vem a fortalecer e somar às ações que a escola já faz para evitar esse tipo de situação. Então foi muito bom. A gente quando recebeu a proposta prontamente aceitamos porque só vem a complementar”, diz Andréia.
Apresentação na Escola Municipal Cora Coralina (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
Para a estudante Emanuele Demzki, de nove anos, a peça deixou uma mensagem clara sobre os efeitos do bullying.
“Eu achei muito legal porque isso ensina as crianças que não é legal fazer isso, as pessoas ficam muito tristes, eu sei porque já passei por isso. Eu queria que eles fizessem em várias outras escolas para que todo mundo aprenda”, conta Emanuele.
(Foto: Na Cora Coralina)
O professor de teatro da Oficina Cultural, Pedro Moroz, conta que a peça nasceu a partir de casos reais registrados no município.
“A ideia de criar essa peça surgiu perante episódios de bullying que foram registrados aqui mesmo no município. Então trouxe esse senso de urgência e essa ideia veio para se somar às ações e juntos conscientizar as escolas sobre os riscos e os impactos dessa prática”, afirma Pedro.
O Projeto de Contação de Histórias segue com o objetivo de democratizar o acesso à cultura, levando apresentações teatrais para diferentes espaços da rede municipal de ensino. A previsão é passar por pelo menos mais duas escolas até o fim do ano, impactando cerca de mil estudantes.
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