LUCAS DO RIO VERDE
Semana formativa reúne 260 profissionais de apoio e fortalece práticas inclusivas nas escolas municipais
LUCAS DO RIO VERDE
Durante os dias 6, 7, 8 e 9 de julho, o Auditório dos Pioneiros da Prefeitura de Lucas do Rio Verde tornou-se um ambiente de aprendizado, escuta e troca de experiências entre 260 profissionais de apoio do Atendimento Educacional Especializado (AEE), que atuam nas 24 unidades da rede municipal de ensino. Promovida pela Secretaria Municipal de Educação, por meio do Centro de Formação, a semana formativa reuniu reflexões e orientações sobre temas essenciais para o cotidiano escolar, como adaptações curriculares, alimentação escolar, cuidados em saúde no atendimento a estudantes com deficiência e a construção de vínculos de respeito e confiança, fortalecendo o compromisso com uma educação cada vez mais inclusiva, acolhedora e humanizada.
“Este é um momento importante para que os monitores aprimorem seus conhecimentos, mas também para que a Secretaria possa ouvir e valorizar o trabalho que realizam diariamente. Procuramos trazer profissionais de diferentes áreas para contribuir com o desenvolvimento de suas habilidades e fortalecer sua atuação nas escolas. Além desses encontros coletivos, as unidades escolares aproveitam o período de recesso para avaliar o primeiro semestre, ouvir as equipes e planejar as ações do próximo semestre. Mais do que uma capacitação, este é também um momento de acolhimento e reconhecimento desses profissionais”, destacou a secretária de Educação, Elaine Lovatel.
Em parceria com a FTD Educação, a Dra. Tamires Pereira deu início à programação formativa com a palestra “Adaptações curriculares e o profissional de apoio escolar”. Durante o encontro, foram abordados o papel do monitor na promoção da acessibilidade educacional e da inclusão dos estudantes, bem como suas principais atribuições, entre elas identificar como cada aluno aprende, compreender suas dificuldades e desafios cotidianos e adotar métodos que contribuam para a implementação do planejamento curricular.
Na manhã seguinte, os nutricionistas da rede municipal Rosalia Bragagnolo, Vania Haraki, Viviane da Cruz e Wender Silva conduziram uma série de formações sobre os desafios da alimentação escolar. Entre os principais temas abordados estiveram os princípios e o funcionamento do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), a formação do paladar e a construção dos hábitos alimentares na infância, além de estratégias para lidar com a seletividade alimentar e acolher estudantes com transtornos do desenvolvimento durante a refeição.
Para enriquecer ainda mais o conhecimento dos monitores, a enfermeira da equipe de Saúde Domiciliar de Lucas, Juliana Martins, e o fisioterapeuta Lucas Lima conduziram a palestra “Um olhar da saúde para o ambiente escolar”. Durante o encontro, os profissionais abordaram a importância de um olhar humanizado para os estudantes com deficiência, especialmente aqueles que enfrentam desafios relacionados à mobilidade, ao controle de urina e fezes, ao manejo de crises e ao uso de sondas. A formação também apresentou orientações sobre o manejo e os cuidados adequados com estudantes cadeirantes no ambiente escolar.
Encerrando a semana formativa, as psicólogas do Programa Anjos da Escola, Vitória Guerra e Daiany de Oliveira, conduziram uma palestra sobre a identidade profissional dos monitores e o impacto de sua atuação na vida dos estudantes atípicos. Ao longo do encontro, também promoveram reflexões sobre o autoconhecimento e a importância da comunicação na construção de vínculos de confiança e respeito, fundamentais para favorecer o desenvolvimento e o processo de aprendizagem dos alunos.
“No cenário atual, em que o número de crianças diagnosticadas cresce cada vez mais, esse olhar da Secretaria de Educação é fundamental. Quanto mais conhecimento adquirimos, mais preparados estamos para contribuir com o desenvolvimento dos nossos alunos, para que, no futuro, se tornem cidadãos críticos, independentes e com o social e o emocional bem desenvolvidos. Também é muito gratificante perceber a importância que a Secretaria dá para o nosso papel de monitores”, pontuou o monitor da Escola Érico Veríssimo, Gabriel Civa.
A iniciativa integra o compromisso permanente da gestão municipal de Lucas do Rio Verde em investir na qualificação dos profissionais da rede municipal de ensino, reconhecendo que uma educação inclusiva de excelência se constrói por meio da formação contínua, da valorização das equipes e do aprimoramento constante das práticas pedagógicas. Dessa forma, a Secretaria Municipal de Educação reafirma seu propósito de oferecer aos estudantes um atendimento cada vez mais humanizado, eficiente e capaz de respeitar e desenvolver as potencialidades de cada um.
LUCAS DO RIO VERDE
Oficina Cultural de Teatro leva arte e conscientização sobre bullying a centenas de estudantes de Lucas
A Oficina Cultural de Teatro da Secretaria de Cultura e Turismo encerrou nesta quarta-feira (9) mais uma etapa do Projeto de Contação de Histórias, com uma apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra. A ação reuniu 166 alunos dos 2°, 4° e 5° anos do colégio.
Criado em 2025, o projeto usa o teatro para abordar o bullying de forma lúdica e acessível aos estudantes da rede municipal. Neste ano, a iniciativa ganhou força e já passou por três escolas. Na Cora Coralina, 100 alunos assistiram à encenação. Na Joice Martinelli Munhak, 530 estudantes da Educação Infantil e do Ensino Fundamental acompanharam a peça ao longo de quatro sessões. Com a apresentação na Marcelino Espíndola Dutra, o projeto já alcançou 796 alunos em 2026.
Apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
A coordenadora das Oficinas Culturais, Keila Fernandes, explica a escolha pela linguagem teatral no lugar de palestras tradicionais.
“Se eu chegasse aqui com uma palestra de 15 minutos eles não entenderiam nada. Então nós trouxemos pra cá, os alunos mesmos estão apresentando de uma forma simples na linguagem das crianças para que eles possam assimilar a mensagem de uma melhor forma”, afirma Keila.
Segundo ela, a ação também oferece aos alunos das oficinas uma vivência de palco em apresentações reais, fora do ambiente das aulas.
A coordenadora da Escola Marcelino Espíndola Dutra, Andréia Vitto, destaca que a apresentação reforça um trabalho que a escola já desenvolve.
“Uma ação de teatro com esse tema só vem a fortalecer e somar às ações que a escola já faz para evitar esse tipo de situação. Então foi muito bom. A gente quando recebeu a proposta prontamente aceitamos porque só vem a complementar”, diz Andréia.
Apresentação na Escola Municipal Cora Coralina (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
Para a estudante Emanuele Demzki, de nove anos, a peça deixou uma mensagem clara sobre os efeitos do bullying.
“Eu achei muito legal porque isso ensina as crianças que não é legal fazer isso, as pessoas ficam muito tristes, eu sei porque já passei por isso. Eu queria que eles fizessem em várias outras escolas para que todo mundo aprenda”, conta Emanuele.
(Foto: Na Cora Coralina)
O professor de teatro da Oficina Cultural, Pedro Moroz, conta que a peça nasceu a partir de casos reais registrados no município.
“A ideia de criar essa peça surgiu perante episódios de bullying que foram registrados aqui mesmo no município. Então trouxe esse senso de urgência e essa ideia veio para se somar às ações e juntos conscientizar as escolas sobre os riscos e os impactos dessa prática”, afirma Pedro.
O Projeto de Contação de Histórias segue com o objetivo de democratizar o acesso à cultura, levando apresentações teatrais para diferentes espaços da rede municipal de ensino. A previsão é passar por pelo menos mais duas escolas até o fim do ano, impactando cerca de mil estudantes.
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