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Curso ensinará a fazer sabão com resíduo de óleo de cozinha

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Dar nova vida a um resíduo altamente poluente, economizar na compra do supermercado, e, quem sabe, ainda acrescentar uma renda extra ao orçamento familiar. Na tarde do dia 20 de junho, um sábado, no Centro de Múltiplo Uso do Residencial Mário Raiter, será realizado um curso para ensinar a fazer sabão a partir do óleo de cozinha usado.

A oficina “De olho no óleo” é uma iniciativa da Águas de Sorriso e conta com parceria da Prefeitura de Sorriso, por meio da Secretaria de Assistência Social (Semas). As inscrições podem ser feitas no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) São Domingos, lembrando que, das 30 vagas disponíveis, 10 já foram preenchidas até agora.

Resíduo perigoso

Em Sorriso, a gestão correta do óleo de cozinha usado é tema constante nas ações de sustentabilidade do Município.

Pois é: o resíduo, que é poluente em contato com o solo, a água e até a atmosfera, pode ser renascer em uma série de novas possibilidades: ração animal, tintas e verniz, biocombustível, desmoldante, fertilizante e o sabão, tema da oficina que será realizada pela Águas de Sorriso.

Descarte correto

Você aprendeu a fazer o sabão, mas mesmo assim ainda tem muito óleo residual? Nada de jogar na pia, ou “no cantinho” do terreno. Para dar um destino ambientalmente correto ao óleo que tão bem fritou o peixe ou a batatinha, é só procurar um Local de Entrega Voluntária de Óleo (LEVO). Ah, a banha e a gordura vegetal hidrogenada também podem ser descartadas, desde que estejam livres de resíduos sólidos.

Ih? Não sabe onde tem um LEVO? Calma lá: desde julho de 2020, a parceria entre a Prefeitura, via programa Eco Sorriso, com a Teoria Verde e a Biomavi Reciclagem, tem garantido a destinação correta deste resíduo em contêineres doados pela FS Bioenergia, outra incentivadora da iniciativa. Estes reservatórios ficam em unidades escolares e instituições sociais.

Além da rede municipal de Educação, também há pontos de coleta no Centro Educacional São José, que integra a rede privada de ensino, no Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), e na Associação Mãezinha do Céu. Mais informações? O “Zap” do Eco Sorriso é 99603 7730.

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Sorriso

Prefeitura estuda implantação de biodigestores para reduzir custos e promover sustentabilidade na agricultura familiar

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Projeto em análise poderá beneficiar inicialmente 50 famílias produtoras com energia e biofertilizantes

A Prefeitura de Sorriso, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura Familiar e Segurança Alimentar (Semasa), está estudando a viabilidade da implantação de biodigestores em propriedades da agricultura familiar do município. A iniciativa busca transformar dejetos da pecuária em energia e biofertilizantes, promovendo economia e sustentabilidade.

O assunto foi discutido na semana passada, durante reunião realizada na sede da Aprosoja Mato Grosso, em Cuiabá, que contou com a participação do prefeito Alei Fernandes, do secretário municipal de Agricultura Familiar e Segurança Alimentar, Lucas Oliveira, e de Manoel Padilha, representante da empresa especializada responsável pelo estudo de viabilidade técnica do projeto.

A proposta prevê a utilização dos resíduos gerados pela criação de animais para abastecer biodigestores, equipamentos capazes de produzir biogás e biofertilizantes a partir da decomposição da matéria orgânica.

Entre os principais benefícios dos biodigestores estão a produção de energia renovável, a diminuição dos gastos com energia elétrica e fertilizantes, a redução de odores e impactos ambientais, o controle mais eficiente dos resíduos e a melhoria da produção agrícola por meio do uso do biofertilizante gerado pelo sistema.

Segundo o secretário Lucas Oliveira, a busca por alternativas que reduzam custos de produção e promovam sustentabilidade tem sido uma das prioridades da gestão. “Estamos analisando soluções que possam trazer benefícios para os produtores, especialmente aqueles que dependem exclusivamente da agricultura familiar para o sustento de suas famílias. O biodigestor é uma tecnologia que alia economia, responsabilidade ambiental e melhoria da produção, e por isso estamos avaliando sua viabilidade para Sorriso”, explicou.

Atualmente, cerca de 500 famílias vivem da agricultura familiar em Sorriso. Caso o projeto seja considerado viável e receba aprovação para implantação, a proposta inicial é atender aproximadamente 50 famílias em uma primeira etapa.

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