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Equipe da Semfa conhece o Mercado do Bem

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Um mercado especial em que a moeda de troca se baseia em boas ações para a família. Esse é o conceito central do Mercado do Bem visitado ontem, 17 de setembro, pela gestora da pasta da Mulher e da Família (Semfa) e primeira-dama de Sorriso, Mara Fernandes e a equipe em Nova Mutum. Mara conferiu na prática o conceito que une o auxílio a famílias que temporariamente se encontram em situação de vulnerabilidade social à dignidade social.

“Vimos na prática como o Mercado do Bem atua. A moeda de troca dos produtos são basicamente as boas ações em virtude da família; itens como a frequência escolar das crianças, a participação das mães em cursos profissionalizantes equivalem a pontos que são trocados por produtos necessários à família. Um conceito maravilhoso”, diz.

Inaugurado em 30 de julho de 2025 o Mercado do Bem de Nova Mutum abrange uma área total de 1.500 m² e atende mensalmente 50 famílias. Cada uma tem direito a uma compra mensal e tudo é feito com horário agendado e atendimento exclusivo para garantir que a família possa fazer suas compras com qualidade. O espaço proporciona acesso a itens básicos, como alimentos, produtos de higiene, limpeza, roupas, móveis, dentre outros.

Conforme a Prefeitura de Nova Mutum, o Mercado do Bem surgiu como uma resposta eficaz às necessidades da população acompanhada pelos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e CREAS. O projeto é coordenado pela Secretaria Municipal de Cidadania e Assistência Social, e as equipes das unidades assistenciais selecionam quem será atendido pelo Mercado do Bem.

“Em alguns aspectos se parece com o nosso Abrigo Social, mas em um espaço projetado somente para isso, muito amplo, bonito e com um conceito inovador, abraçando essas famílias em um momento em que estão em fragilidade. O projeto de Nova Mutum é lindo e inspirador”, finaliza Mara.

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Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

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