Cultura
Alagoas ganha rota turística de cidades coloniais
Cultura
O governo federal sancionou nesta semana a lei que cria a Rota Turística das Cidades Coloniais Alagoanas. O circuito abriga sete cidades com patrimônios arquitetônicos tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). 

Com o reconhecimento, é possível destinar recursos de programas oficiais da União para estruturar e promover o turismo histórico, de natureza e de aventura nesta região do estado de Alagoas, além de valorizar a preservação da história e da diversidade cultural do Nordeste.
O roteiro de cidades coloniais alagoanas é formado pelos municípios de Marechal Deodoro, Penedo, Piranhas, Delmiro Gouveia, União dos Palmares, Porto Calvo e Água Branca.
Além de casarões, ruas com paralelepípedos originais, prédios e igrejas do período colonial dos séculos 16 e 17, o conjunto arquitetônico das sete cidades remete a importantes momentos da história do Brasil em várias searas.
Entre eles, Marechal Deodoro foi a primeira capital de Alagoas; Piranhas, teve papel estratégico na navegação do rio São Francisco durante os períodos Imperial e Republicano; já Delmiro Gouveia recebeu a primeira usina hidrelétrica da região Nordeste, em 1913; enquanto União dos Palmares abriga a Serra da Barriga, local associado ao Quilombo dos Palmares e à resistência negra durante o Brasil Colônia.
Entre outros pontos turísticos históricos da rota estão a Igreja de Nossa Senhora da Corrente, o Complexo Conventual Franciscano de Santa Maria Madalena, o Museu do Sertão, o Theatro Sete de Setembro e as ruínas de engenho de açúcar da cidade de Porto Calvo.
Cultura
Fanfarras são tradição em desfiles em memória da Independência Baiana
No 2 de Julho, as ruas do centro histórico de Salvador não celebram apenas a história. Elas ganham ritmo. Entre os personagens mais marcantes dessa engrenagem cultural estão as fanfarras escolares, que desfilam todos os anos, arrastando multidões e mantendo viva a memória da Independência Baiana.

Sob a liderança de Valteir Menezes, a Banda Marcial da Escola Municipal da Palestina (Bamup) reúne há 15 anos cerca de 60 jovens e veteranos da comunidade em uma rotina rigorosa que lhes rendeu o bicampeonato baiano. O regente, à frente da banda há mais de uma década, fala como surgiu a queridinha do bairro.
“A Bamup nasceu no dia 16 de abril de 2011 na própria sede aqui da Escola Municipal da Palestina. E ela nasceu não como fanfarra da rede, e sim como projeto Mais Educação na época. Um ano depois de ela ter surgido, eu fui convidado pela coordenação da SMED para a banda deixar de fazer parte do projeto Mais Educação para fazer parte das fanfarras da rede municipal. Foi quando recebemos o instrumental em 2012, todo instrumental dela de fanfarra, e daí em diante a gente passou a fazer parte de todos os desfiles cívicos do 2 de Julho de lá até aqui. Nessa trajetória de 15 anos, a fanfarra foi consagrada bicampeã baiana no campeonato que ela disputa desde de 2013. E em 2020, quando acabou a pandemia, nós nos tornamos banda marcial e retornamos as atividades em 2022. Em 2023, a banda foi para a sua primeira disputa como banda marcial e ela foi campeã. Em 2024 também fomos campeões baianos de novo como banda marcial.”
A alguns quilômetros da Palestina, a Famtesa, Fanfarra da Escola Municipal Teodoro Sampaio, em Pirajá, é quem comanda o tom. Mr. Ball, maestro da fanfarra há mais de 25 anos, defende que o projeto, além de ser uma maneira de mostrar que nas comunidades existem muitos jovens talentosos, também é uma ferramenta de transformação social para a juventude local.
“Eu vejo a fanfarra na vida desses jovens na escola de bastante produção. Porque a fanfarra na escola, aqui, por exemplo, ajudou muito a disciplina dos alunos, o interesse deles com estudo. Eles se dedicaram mais aos estudos, diminuiu muito a evasão desses meninos na escola. E o mais importante, ajudou muito com que o tráfico não venha recrutar eles; a música num todo contribuiu muito com isso, pode ter certeza.”
Para além do civismo, o movimento das fanfarras em Salvador cumpre um papel social indispensável nas periferias e escolas públicas, funcionando como refúgio criativo e uma vitrine de talentos durante o ano inteiro.
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