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Amigos homenageiam Preta Gil com mensagens de carinho nas redes

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Morreu neste domingo (20) a cantora e empresária Preta Gil, nos Estados Unidos. A artista estava no país desde maio, realizando um tratamento experimental contra um câncer no intestino.

A família de Preta Gil divulgou uma nota, pelas redes sociais, em que lamenta a morte da cantora e afirma que está cuidando dos procedimentos para trazê-la de volta ao Brasil. O texto ainda pede a compreensão de amigos, fãs e profissionais da imprensa, e informa que, assim que possível, serão divulgadas as informações sobre as despedidas.

Também nas redes sociais, diversos artistas e autoridades prestaram condolências e homenagens. O presidente Lula publicou que estava “profundamente triste” com a partida de Preta Gil e fez elogios à artista. Disse que “Preta era uma pessoa extremamente querida e admirada pelo público” e que “seguiu espalhando a alegria de viver mesmo nos momentos mais difíceis de seu tratamento.”
 
A atriz Carolina Dieckmmann havia postado mais cedo, no domingo, dia do amigo, uma homenagem à amizade com a cantora. Depois publicou um texto dizendo para Preta descansar, expressando ainda a saudade que vai sentir da artista.

A cantora Ana Carolina, compositora da música que lançou Preta na carreira de cantora, disse que “O palco perdeu verdade. Perdeu cor, perdeu coragem. Hoje o palco está triste.” E completou: “a Preta se foi, com ela vai uma parte da minha história, das músicas, das conversas engraçadas e profundas”.

A também cantora Daniela Mercury afirmou que Preta Gil e sua luta para viver a fizeram ter mais amor pela vida. “Menina danada que está sempre em meu pensamento para nunca esquecer de cada momento que tive a chance de conviver com sua beleza.”, escreveu.
 
A prefeitura do Rio e o governo do estado do Rio de Janeiro decretaram luto oficial de três dias pelo falecimento da artista.

Preta Gil descobriu o câncer no intestino no início de 2023. O diagnóstico impediu que seu bloco de carnaval, o Bloco da Preta, saísse naquele ano.  
 
Filha do cantor Gilberto Gil com Sandra Gadelha, Preta Maria Gadelha Gil Moreira faria 51 anos em poucos dias, em 8 de agosto. Ela deixa um filho, Francisco Gil, e uma neta.

* Com informações da Agência Brasil.



Fonte: EBC Cultura

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90 anos Rádio Nacional: o legado do Repórter Esso no radiojornalismo

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A imprensa é análise, o rádio é síntese. A imprensa dirige-se aos que sabem ler. O rádio fala, também, aos que são analfabetos”. Essas palavras são de Heron Domingues, jornalista que apresentou o Repórter Esso entre 1944 e 1962. O noticiário estreou na Rádio Nacional do Rio de Janeiro em agosto de 1941, com a cobertura da Segunda Guerra Mundial. Um ano antes, em março de 1940, a emissora fundada pelo grupo do jornal A Noite havia sido estatizada pelo presidente Getúlio Vargas. 

Numa época em que mais da metade da população brasileira era analfabeta, o rádio conseguiu ampliar o alcance da informação.

Para João Batista de Abreu, jornalista e professor da UFF, a Universidade Federal Fluminense, o Repórter Esso estabeleceu uma relação de confiança com os ouvintes. 

“Eu acho que a ideia de credibilidade, talvez seja a coisa mais importante. Até hoje,  a gente tem a expressão: deu no rádio. Se deu no rádio, é porque é verdade. Isso é marcante em todas as emissoras. Mas basicamente por conta do Repórter Esso”. 

 

Com o slogan “o primeiro a dar as últimas”, fazendo referência às notícias, o Repórter Esso trouxe a ideia de agilidade e instantaneidade ao rádio, em quatro edições de cinco minutos ao longo do dia, além das edições extras. Antes dele, as informações vinham de recortes do que os jornais impressos já haviam anunciado. Com o Esso, surge uma linguagem própria de radiojornalismo. Marcelo Abud, pesquisador de rádios e professor do tema na Universidade FAAP em São Paulo, destaca Heron Domingues como referência. 

“É muito interessante ouvir o manual do Repórter Esso na voz do Heron Domingues, porque ele vai dar essas noções, ele vai dizer, olha, você vai acordar as pessoas dando notícia, então você precisa passar isso com animação. Não pode ser algo que você fale monotonamente, porque senão ninguém vai querer te ouvir e tudo mais. É uma grande marca”.

Em 1948, Heron Domingues assumiu a Seção de Jornais Falados e Reportagens na Rádio Nacional, a primeira redação voltada ao radiojornalismo no país, com equipe formada por um chefe, quatro redatores e um colaborador do noticiário parlamentar.

Atualmente, a equipe da emissora é bem maior: tem quase 50 pessoas, entre repórteres, editores, produtores, locutores, coordenadores e gerência, que respondem a uma diretoria de jornalismo.

São produzidas três edições do radiojornal Repórter Nacional, os boletins Nacional Notícias, além dos programas jornalísticos Ritmo da Notícia e Alô, Alô Brasil.

Em 2007, a Rádio Nacional passou a ter caráter público e não mais estatal, com a criação da EBC, a Empresa Brasil de Comunicação.

  A diretora de Jornalismo da EBC, Myrian Pereira, destaca o compromisso do Radiojornalismo com o interesse social e a cidadania.

“Hoje, como comunicação pública, a nossa missão, claro, é honrar essa tradição de credibilidade com olhar atento ao interesse social, aos direitos humanos e, eu diria, principalmente, à diversidade. O rádio evoluiu, mas a confiança do ouvinte no nosso compromisso com a verdade, com certeza, é o patrimônio da Rádio Nacional”.

O jornalismo da emissora de 90 anos segue com a essência da revolução trazida pelo Repórter Esso, testemunha ocular da história, com foco no interesse da sociedade brasileira e o compromisso com a busca da verdade, da precisão e da clareza, o respeito aos fatos, aos direitos humanos e a diversidade de opiniões.

*Com colaboração de Guilherme Strozzi e Raquel Júnia.


Fonte: EBC Cultura

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