Cultura
Cidades do Ceará recebem Festival Internacional de Teatro Infantil
Cultura
As crianças do Ceará vão contar com uma atração especial a partir do próximo dia 10, a 14ª edição do Festival Internacional de Teatro Infantil do Ceará. O evento ocorre até 21 de outubro e passa pelas cidades de Fortaleza, Maracanaú, Maranguape, Pacajus e Quixeramobim, celebrando a arte como espaço de encontro. Ao todo serão 46 apresentações artísticas e 10 debates em escolas, equipamentos culturais e praças públicas, a maior parte com intérpretes de libras ou audiodescrição. Toda a programação tem acesso gratuito.

Entre os participantes estão companhias de várias partes do Brasil, sendo três cearenses, além de um artista mexicano e um grupo francês. O tema desta edição é “Juntos e Misturados”, que festeja o desejo de partilhar histórias que falam das muitas infâncias, misturando culturas, vozes e afetos. Alguns assuntos abordados nos espetáculos são diversidade étnico-racial, capacitismo, bullying e meio ambiente. Emídio Sanderson, diretor do Festival, explica a proposta do evento:
“O Festival ele nasce com o propósito de democratizar o acesso ao teatro, aliada a uma proposta formativa, por isso que nosso festival ele é completamente gratuito e também dividido em sessões abertas ao público e sessões para escolas públicas. O nosso pano de fundo, é trabalhar com espetáculos que possam estar explorando e oferecendo ao nosso público novas narrativas, novas dramaturgias, espetáculos que possam fazer um contraponto à cultura de massa”, diz.
Ele também fala sobre a estimativa e o perfil do público:
“A nossa expectativa de público é chegar a mais de dez mil pessoas. Essa é a nossa média de público a cada ano. E desse público, boa parte dele, entre 60 e 80%, eles estão tendo conosco a sua primeira experiência com teatro. Vale destacar que a cada ano a gente faz essa pesquisa de público, o público, especialmente o público do interior, é um público em sua maioria das classes C e D. Então mostra que o festival ele tem essa preocupação de democratizar o acesso ao teatro, as artes”, diz.
O evento também contempla as crianças com deficiência, como explica Emídio:
“A gente tem, por exemplo, o espetáculo da Companhia Primeiro Olhar, de Brasília, que é um espetáculo que foi completamente pensado para atender crianças autistas. No entanto é um espetáculo que também atende outros perfis de crianças, especialmente aquelas com até 5 anos de idade, tendo em vista que a companhia é uma companhia que pensa espetáculos voltados para crianças de 6 meses a 5 anos de idade”, diz.
O Festival é uma realização do Ministério da Cultura, via Lei Federal de Incentivo à Cultura, e da Invento Produções Culturais, com apoio institucional do governo do Estado do Ceará. E lembrando: todas as atrações são de graça!
Cultura
Maceió sedia Campeonato Brasileiro de Quadrilhas Juninas
Representantes de mais de 20 estados brasileiros, além do Distrito Federal, participam em Maceió, a partir de desta sexta-feira (24) até domingo (26), da 11ª edição do Campeonato de Quadrilhas Juninas, considerado o “Brasileirão” das quadrilhas. Mais de três mil quadrilheiros disputarão o título de melhor quadrilha do país no evento, promovido pela Confederação Nacional de Quadrilhas Juninas e Grupos Folclóricos do Brasil.

A ordem das apresentações, que ocorrerão no Parque da Pecuária José da Silva Nogueira, no bairro do Prado, foi confirmada por meio de sorteio. Além da competição, os dias de evento contarão com apresentações de outras manifestações culturais, shows de forró e um espaço dedicado à gastronomia e ao artesanato regional.
Nesta sexta, o parque recebe a seletiva alagoana, que vai escolher as duas quadrilhas juninas que irão representar Alagoas no campeonato. Estão na disputa os grupos Sanfona do Rei, Gonzagão, Fazendinha e Luar do Sertão.
Disputa interestadual
A peleja interestadual será no sábado (25), a partir das 17h, e no domingo, começando uma hora mais cedo, às 16h. Os grupos entram no tablado para dançar e cantar os temas e histórias que cada quadrilha irá homenagear.
A “Inovação”, de São Paulo, por exemplo, apresenta o tema “Apocalipse – O Último São João”. O grupo faz uma reflexão sobre a perda das tradições, da memória e dos laços que unem o povo. Já os pernambucanos da “Raízes do Nordeste” trazem o tema “O Romance do Pavão Misterioso”, fazendo um mergulho musical pelo universo da literatura de cordel. A campeã brasileira em 2024, a Junina Garranxê, do estado de Roraima, faz uma homenagem ao povo potiguar da cidade de Mossoró. Com o tema “Resistência”, a quadrilha revive a coragem do povo mossoroense diante da invasão do bando de Lampião à cidade.
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