Cultura
“Cinco Tipos de Medo” vence 53º Festival de Cinema de Gramado
Cultura
Depois de 11 dias de programação, chegou ao fim o 53º Festival de Cinema de Gramado. Os vencedores dos Kikitos nas diversas categorias em que concorriam seis produções nacionais foram divulgados na cerimônia de encerramento que aconteceu no Palácio dos Festivais.

O grande vencedor foi “Cinco Tipos de Medo” (MT), de Bruno Bini, que levou para casa quatro Kikitos: Melhor Filme, Melhor Roteiro e Melhor Montagem para Bini, além do prêmio de Melhor Ator Coadjuvante para Xamã. O longa conta a história de cinco vidas que se conectam. Murilo, um jovem músico em luto, que se envolve com Marlene, enfermeira presa a um relacionamento abusivo com um traficante. As histórias cruzam com a de Luciana, policial movida por vingança, e Ivan, advogado com intenções ocultas.
“Papagaios”, do diretor Douglas Soares, representante do Rio de Janeiro na competição, conquistou o prêmio de Melhor Longa-metragem Brasileiro pelo júri popular e também venceu os Kikitos de Melhor Direção de Arte, Melhor Desenho de Som e Melhor Ator para Gero Camilo.
A atriz Malu Galli ganhou como Melhor Atriz por “Querido Mundo”, de Miguel Falabella, outro representante fluminense no festival.
O filme paranaense “Nó” foi eleito o Melhor Longa-metragem Brasileiro pelo júri da crítica e levou também os Kikitos de Fotografia e Melhor Direção, para Laís Melo.
“A Natureza das Coisas Invisíveis”, de Rafaela Camelo, garantiu os prêmios de Melhor Atriz Coadjuvante para Aline Marta Maria e Melhor Trilha Musical, além do Prêmio Especial do Júri.
Na Mostra Competitiva de Documentários, o grande vencedor foi o filme potiguar “Lendo o Mundo”, de Catherine Murphy e Iris de Oliveira, que acompanha o início dos anos 1960, quando Paulo Freire liderou um projeto experimental no Nordeste do Brasil, permitindo que centenas de adultos lessem, escrevessem e votassem. A agitação política levou ao exílio de Freire, durante o qual ele se tornou um ícone global, promovendo a democracia por meio da educação.
Ao todo, foram entregues 52 prêmios, sendo 40 Kikitos. Durante os dias de festival, várias personalidades foram homenageadas. A produtora de cinema Mariza Leão recebeu o Troféu Eduardo Abelin, pela contribuição à produção cinematográfica nacional; o ator Rodrigo Santoro foi homenageado com o Kikito de Cristal pelos 30 anos de carreira; e a atriz Marcélia Cartaxo recebeu o Troféu Oscarito, dedicado aos intérpretes do cinema brasileiro.
Este ano, pelo menos 12 artistas deixaram a palma das mãos e a assinatura imortalizadas na Calçada da Fama da cidade da Serra Gaúcha, entre eles os atores Miguel Falabella e Edson Celulari e as atrizes Malu Galli e Denise Fraga.
Ao longo da programação, o evento recebeu um público estimado em 40 mil pessoas. Foram exibidos 74 filmes, entre curtas e longas-metragens, com destaque para as cinco mostras competitivas nas categorias longas brasileiros de ficção, documentários, curtas brasileiros, longas gaúchos e curtas gaúchos.
A lista com todos os vencedores está no site oficial festivaldecinemadegramado.com.
Cultura
Dia de São Jorge é comemorado no Rio de Janeiro
“23 de abril, dia do santo guerreiro. São Jorge e Ogum, como o santo é cultuado no sincretismo religioso, reúnem uma legião de devotos que celebram a data com festa em todo o estado do Rio de Janeiro.

Desde a madrugada, uma multidão de fiéis se concentra na Igreja Matriz de São Jorge, em Quintino, na zona norte da capital, para festejar o soldado romano, padroeiro do estado, famoso pela lenda de ter matado um dragão.
A programação especial já teve louvor, momentos de oração e espetáculo com 300 drones antes da tradicional missa da alvorada. Durante a manhã e a tarde, estão agendadas outras missas, inclusive com a presença do cardeal arcebispo Dom Orani João Tempesta, além de outras autoridades.
A partir das 16h, os fiéis saem em procissão até a noite, quando as missas retornam. A última será às 19h30
No centro do Rio, em palco montado na Avenida Presidente Vargas, próximo à Igreja de São Jorge na Praça da República, as missas começaram também na madrugada e desde as sete da manhã ocorrem de hora em hora até as 16h.
Às 18h, a celebração de encerramento será presidida pelo cardeal Dom Orani. O padre Celso Copetti lembra que São Jorge dialoga com todas as realidades da vida do povo do Rio de Janeiro:
‘São Jorge é considerado aquele que vence o dragão e o dragão significa o mal, significa as injustiças, as lutas cotidianas. E tem uma matriz africana, sim, porque todos se sentem às vezes excluídos e como nós sabemos que ao longo da história e da cultura carioca também houve momentos difíceis de discriminação. E São Jorge faz parte de toda a vida das comunidades, não importa de que religião, de que igreja, de que cultura nós somos.’
Além dos eventos católicos, terreiros de Umbanda e Candomblé abrem suas portas para o toque em homenagem a Ogum, orixá da mitologia iorubá. É ele o senhor da tecnologia e da agricultura, aquele que forja as ferramentas, enfrenta as guerras e protege os trabalhadores.
Diversas feijoadas e rodas de samba em homenagem a São Jorge também estão na agenda da cidade neste 23 de abril. Este é o primeiro ano em que as celebrações ocorrem após o reconhecimento da festa no calendário oficial da capital fluminense.
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