Cultura
Cresce número de consumidores de livros em 2025 no Brasil
Cultura
“Eu me chamo Maria Clara, tenho 18 anos. Desde os meus 8 anos ou até menos, eu comecei a ler por influência dos meus pais. E depois de eu ter lido um livro específico que despertou meu interesse, realmente, em livros de histórias fictícias.”
A Maria Clara não é apenas uma leitora, ela faz parte de uma outra estatística que tem mais a ver com o mercado editorial: é uma consumidora de livros. O número de consumidores de livros cresceu em 2025 no Brasil, de acordo com a pesquisa divulgada pela Câmara Brasileira do Livro em parceria com a Nielsen BookData.
Os dados mostram que 18% da população acima de 18 anos comprou ao menos um livro, impresso ou digital, no ano passado. O número representa o aumento de dois pontos percentuais — 3 milhões de novos consumidores em relação a 2024. E, apesar do livro digital ocupar cada vez mais espaço na preferência dos leitores, com a Maria Clara é diferente.
“Eu prefiro comprar livro físico porque os livros digitais geralmente me deixam com dor de cabeça de ficar lendo por muito tempo. E acho que prefiro a sensação de realmente estar com o livro na minha mão, dobrar as páginas e marcar elas com marca-texto… enfim, eu acho mais proveitoso.
O estudo ‘Panorama do Consumo de Livros’ contou com 16 mil entrevistas realizadas em outubro de 2025, incluindo pessoas que compraram livros ou não no último ano. Das 35 milhões de pessoas que não compraram, 28% disseram que foram desmotivadas por falta de livraria ou loja por perto.
Para 35% dos não compradores, os livros são caros. Segundo o levantamento, as mulheres representam 61% do total de consumidores de livros. Considerando o recorte de raça, classe e gênero, a pesquisa indicou que mulheres negras da classe C são o maior grupo consumidor de livros do país, alcançando 15% do total.
O crescimento deste segmento também indica um maior número de comunidades virtuais criadas em torno da leitura, como observa o bibliotecário Pedro Castro.
“Há uma comunidade virtual muito forte engajando as pessoas. Elas criaram vínculos. A gente recebe DMs, por exemplo, de pessoas que nunca tinham lido um livro clássico e que, por conta do clube, estão lendo e estão gostando. Acho que a leitura deixa de ser algo solitário para ser algo compartilhado, sabe? A leitura se enriquece muito quando você está discutindo com outra pessoa sobre aquele mesmo livro.”
A pesquisa apontou também que o maior crescimento ocorreu entre jovens na faixa de 18 a 34 anos, com aumento de 3,4 pontos percentuais em relação ao ano anterior.
Cultura
Maceió recebe Campeonato Brasileiro de Quadrilhas Juninas
Começa nesta sexta-feira, em Maceió, mais uma edição do campeonato brasileiro de quadrilha junina

Representantes de mais de 20 estados brasileiros, além do Distrito Federal, participam em Maceió, a partir de desta sexta-feira, até domingo, da décima primeira edição do campeonato de quadrilhas juninas, considerado o “Brasileirão” das quadrilhas.
Mais de três mil quadrilheiros disputarão o título de melhor Quadrilha do país no evento promovido pela Confederação Nacional de Quadrilhas Juninas e Grupos Folclóricos do Brasil.
A ordem de apresentações, que acontecerão no Parque da Pecuária José da Silva Nogueira, no bairro do Prado, foi confirmada através de sorteio.
Além da competição, os dias de evento contarão com apresentações de outras manifestações culturais, shows de forró e um espaço dedicado à gastronomia e ao artesanato regional.
Nesta sexta, o Parque recebe a Seletiva Alagoana que vai escolher as duas quadrilhas juninas que irão representar Alagoas no Campeonato. Estão na disputa os grupos Sanfona do Rei, Gonzagão, Fazendinha e Luar do Sertão.
A disputa interestadual será no sábado, a partir das cinco da tarde, e no domingo, começando uma hora mais cedo, às quatro da tarde.
Os grupos entram no tablado para dançar e cantar os temas e histórias que cada quadrilha irá homenagear.
A “Inovação” de São Paulo, por exemplo, apresenta o “Apocalipse – O Último São João”, onde o grupo faz uma reflexão sobre a perda das tradições, da memória e dos laços que unem o povo, enquanto os pernambucanos da “Raízes do Nordeste” trazem o tema “O Romance do Pavão Misterioso”, fazendo um mergulho musical pelo universo da literatura de cordel. Já a Campeã brasileira em 2024, a Junina Garranxê, do estado de Roraima, faz uma homenagem ao povo potiguar da cidade de Mossoró; com o tema “Resistência”, a quadrilha revive a coragem do povo mossoroense diante da invasão do bando de Lampião à cidade.
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