Cultura
Em Cachoeira, BA, começa a Festa da Nossa Senhora da Boa Morte
Cultura
Com mais de 200 anos de história, começa nesta quarta-feira, na cidade histórica de Cachoeira, no recôncavo baiano, a Festa da Nossa Senhora da Boa Morte. Todo ano, no mês de agosto, a festa une religiosidade e tradição popular em uma celebração afrobrasileira.

Organizada pela Irmandade da Nossa Senhora da Boa Morte, que conta apenas com a participação de mulheres negras, a comemoração ancestral tem tanto valor que é reconhecida como patrimônio cultural imaterial brasileiro.
A Irmandade secular tem suas raízes na devoção a Nossa Senhora da Boa Morte e Nossa Senhora da Glória, santas católicas, e também na ancestralidade do povo negro.
A programação começa nesta quarta com o dia dedicado às irmãs falecidas. As mulheres se vestem de branco e saem em procissão carregando a imagem postada sobre um andor, rumo à Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário.
Na quinta-feira, com a imagem de Nossa Senhora da Boa Morte, as irmãs saem da sede da Irmandade em procissão noturna. Carregam velas, entoam cânticos durante o cortejo e fazem menção à dormição de Nossa Senhora.
Em Salvador, a devoção à santa é registrada desde o séc. XIX, com a criação de uma Irmandade exclusivamente feminina, na Igreja da Barroquinha.
A transferência dessa Irmandade para a cidade de Cachoeira se deu por volta de 1820. A devoção surgiu vinculada a um pedido feito por africanas à Nossa Senhora da Boa Morte pelo fim da escravidão.
A festa da Boa Morte se prolonga até o domingo, com muito samba de roda e uma farta ceia durante os cinco dias.
Cultura
Dia do Livro: como o cinema e o carnaval impulsionam a venda de livros
Entre as expressões artísticas que retratam a realidade, o cinema é considerado a sétima arte porque é capaz de reunir todas as demais: música, dança, pintura, escultura, arquitetura e literatura. Neste Dia do Livro, vale lembrar que, apesar das adaptações para as telas, a leitura garante que a história contada seja imaginada a gosto de cada leitor. Mesmo assim, há quem seja apaixonado pela leitura, mas não abre mão de conferir a adaptação da obra nos cinemas, por exemplo. É o caso da química Alícia Fuentes, de Brasília.

Eu gosto, por exemplo, de ler os livros antes da adaptação. Ver como o autor escreveu e tudo mais, para depois ver como foi adaptado. E aí ver aquele universo que eu só tinha imaginado, né, na tela, foi como poder viver aquela história de novo. Melhor ainda do que o livro, às vezes, em determinados momentos. Por isso que eu acho que, assim, vale muito a pena ler o livro antes da tela, porque eu acho que você vive a história duas vezes.
A escritora alagoana Cibele Tenório considera que as diferentes formas de arte se retroalimentam. Também apresentadora da Rádio Nacional da EBC, Cibele acredita, com base na própria experiência, que um bom filme pode levar o espectador à busca pelo livro, o que acaba sendo um incentivo à leitura.
Muitas vezes, o meu mundo foi povoado por filmes na infância, adolescência, que eram baseados em livros e eu nem sabia. E só depois eu ia descobrir que aquelas obras que eu amava eram, né, baseadas em livros. E muitas vezes essas obras me levaram para a fonte original, que era o livro. Eu acho que são coisas que se retroalimentam. Eu acho que é incrível quando outras manifestações artísticas podem fazer as suas interpretações dessas obras, o que não substitui também a leitura do livro.
No cinema, o longa-metragem “Ainda Estou Aqui”, dirigido por Walter Salles, levou o primeiro Oscar brasileiro de Melhor Filme Internacional no ano passado. A história original foi contada no livro de mesmo nome, escrito pelo jornalista Marcelo Rubens Paiva, filho de Rubens Paiva. A obra, lançada em 2015, viu as vendas explodirem dez anos depois.
Cibele Tenório escreveu a biografia da sufragista alagoana Almerinda Gama. Ela revela que se sentiria honrada caso o livro fosse adaptado em um roteiro de filme e, mais ainda, se a história de Almerinda ganhasse outra forma de narrativa.
Eu acho muito legal série, filme. Pra mim seria uma honra se um dia, né, o meu livro “Almerinda Gama: A Sufragista Negra” fosse tema de qualquer adaptação, mas em especial das escolas de samba, que eu acho também que é um jeito tão único que a gente tem de contar histórias no Brasil, popularizar o livro, para que ele saia dessa coisa da livraria, da estante, e também ganhe as ruas. Eu acho que uma coisa retroalimenta a outra e eu acho muito saudável isso.
Assim como “Ainda Estou Aqui”, também esgotaram nas prateleiras os exemplares de “Um Defeito de Cor”, de Ana Maria Gonçalves. A obra, com quase mil páginas, fez sucesso no enredo da escola de samba Portela, o que aumentou o interesse dos leitores em conhecer de perto o livro original.
As adaptações de obras literárias devem respeitar os direitos autorais. Para que vire filme, é preciso que o título já esteja em domínio público. No Brasil, isso acontece 70 anos após a morte do autor. A obra também pode ser licenciada com autorização para adaptação, conforme explica o advogado especialista em direito autoral, Paulo Palhares.
A obra audiovisual é uma obra derivada da obra original. Então, em todos os casos, é preciso se referir a essa adaptação de que essa obra é uma obra derivada de um original. E é preciso garantir que, ou ela esteja em domínio público, ou que os direitos para a adaptação tenham sido licenciados pelos seus titulares. Garantir também que aquelas pessoas que eventualmente sejam responsáveis por fazer essa adaptação — isto é, quem vai transformar aquela obra literária em um roteiro — também tenham seus direitos e as suas obrigações regulados num contrato.
Desde 1995, a UNESCO celebra o Dia Mundial do Livro e dos Direitos Autorais em 23 de abril, data que marca a morte de grandes escritores mundiais como William Shakespeare.
*Com produção de Beatriz Evaristo e Dayane Victor.
-
Cuiabá19 horas atrásOperação Tolerância Zero interdita oficina e apreende motos irregulares em Cuiabá
-
Polícia1 dia atrásPolícia Civil deflagra operação com alvo em ex-gerente de casa de acolhimento envolvido em desvios de benefícios
-
Mato Grosso15 horas atrásEscravidão e memória histórica são tema de webinar do MPMT
-
Esportes12 horas atrásInter vira sobre o Athletic e abre vantagem na Copa do Brasil
-
Mato Grosso19 horas atrásPrazo para pagamento da taxa de inscrição termina nesta quarta (22)
-
Política11 horas atrásCâmara aprova Estatuto do Aprendiz
-
Entretenimento24 horas atrásPoliana Rocha celebra aniversário intimista de Zé Felipe com churrasco em família
-
Agricultura23 horas atrásChina confirma foco de aftosa e abates na Rússia elevam alerta no mercado

