Cultura
Evento em Quixadá (CE) celebra a literatura e o trabalho de autores
Cultura
Uma vasta programação que celebra a literatura, a importância da leitura e o trabalho dos autores, principalmente os cearenses, vai movimentar a cidade de Quixadá, no sertão do Ceará. Começa nesta quinta (18) e segue até o próximo sábado (20) o 9º Encontro de Leitores do Sertão Central.
O evento, sediado na Casa de Saberes Cego Aderaldo, tem como tema “Do cordel à HQ: não há quem diga onde termina e começa o sertão”. Segundo a organização, a temática reforça a proposta de pensar o Sertão Central como território criativo, onde convivem tradição e contemporaneidade.

A programação, gratuita e aberta ao público, inclui mesas de debate, lançamentos de livros, oficinas, feira criativa, sorteios e um concurso de cosplay. Entre os bate-papos estão temas como políticas públicas voltadas para incentivo à produção literária e o incentivo à leitura em territórios do interior. Serão pelo menos 7 encontros reunindo profissionais do segmento livreiro, gestores culturais, autores, ilustradores, cordelistas e pesquisadores.
O secretário de Formação, Livro e Leitura do Ministério da Cultura, Fabiano Piúba é um dos convidados.
“E o bonito é isso, porque não é um encontro só de escritores. É um encontro de leitores, então traz essa dimensão da leitura, da promoção da leitura e da formação de leitores. Então estaria discutindo, debatendo sobre as políticas de livro, leitura, literatura, bibliotecas, sobretudo do Plano Nacional de Livro e Leitura.”
Ainda dentro da programação será realizado o 1º Encontro de Profissionais do Livro e da Leitura do Sertão Central, com o objetivo de mapear editores, mediadores, livreiros, professores e demais agentes que atuam na cadeia do livro, ampliando a profissionalização e fortalecendo o mercado no interior do Ceará.
A programação completa está disponível no instagram oficial do evento e no site da Secretaria Estadual de Cultura do Ceará.
Cultura
Morre Luiz Carlos Barreto, referência do cinema nacional
O produtor, roteirista e diretor de cinema Luiz Carlos Barreto morreu nesta quarta-feira (22), aos 98 anos, no Rio de Janeiro. Um dos maiores produtores do cinema nacional, Barreto produziu clássicos como “Terra em Transe” e “Vidas Secas”.

Em reconhecimento à contribuição de sua obra para a cultura brasileira, o presidente Lula decretou luto oficial de três dias.
Luiz Carlos Barreto estava internado desde segunda-feira, no Hospital Copa Star, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, para tratar uma infecção pulmonar.
Amor ao Cinema
A trajetória de mais de 60 anos de Barreto foi marcada pelo amor à sétima arte. O cearense de Sobral começou a carreira como fotógrafo da Revista O Cruzeiro, na década de 1950, no Rio de Janeiro.
No cinema, estreou como um dos roteiristas da ficção policial “O Assalto ao Trem Pagador”, de Roberto Farias, lançada em 1962. No ano seguinte, fundou a L.C. Barreto Produções, ao lado da esposa, Lucy, e teve papel importante na defesa do cinema nacional durante a ditadura militar. A estreia na produção veio com o longa “Vidas Secas”, de Nelson Pereira dos Santos, um dos filmes-chave do movimento Cinema Novo.
Com mais de 50 filmes produzidos, destacam-se títulos como “Terra em Transe”, de Glauber Rocha; “O Beijo no Asfalto” e “Dona Flor e seus dois maridos”, ambos dirigidos por Bruno Barreto, filho de Luiz Carlos. O último foi sucesso de crítica e de público e se manteve por mais de 30 anos como a maior bilheteria do cinema nacional.
Barretão
Barretão, como era conhecido, foi indicado duas vezes ao Oscar pelos filmes “O Quatrilho”, de Fábio Barreto, também filho de Luiz Carlos, e “O Que é isso, Companheiro?” de Bruno Barreto.
Entidades do audiovisual e profissionais do setor lamentaram a morte de Luiz Carlos Barreto. A Ancine, Agência Nacional do Cinema, afirmou em nota que “Barretão falava em cinema brasileiro com identidade, ousadia e vocação própria” e que “sua atuação foi decisiva para o fortalecimento da produção independente e para o desenvolvimento da indústria audiovisual.”
A Academia Brasileira de Letras destacou que Barreto “formou gerações de cineastas que certamente encontrarão nele uma inspiração”. A insituição também ressaltou seu papel como “articulador político importante, sempre atuando na defesa do audiovisual brasileiro e na discussão sobre políticas públicas para o cinema.
O velório de Luis Carlos Barreto vai ser realizado nesta quinta-feira, no Palácio da Cidade, uma das sedes da Prefeitura do Rio, na Zona Sul da capital fluminense. O corpo será cremado no Memorial do Caju, na Zona Norte.
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