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Festival Sabores de Pipa começa nesta quinta com o tema Tradição

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A Praia de Pipa, localizada no município de Tibau do Sul no Rio Grande do Norte, e um dos principais destinos turísticos do Nordeste, recebe a partir desta quinta-feira (30) mais uma edição do festival gastronômico Sabores de Pipa.

Até o dia 10 de maio, a quinta edição do festival, traz o tema “Tradição”, e reúne restaurantes, bares, hotéis e barracas de praia em uma programação que valoriza ingredientes locais, cultura alimentar e a conexão com o território.

Ao todo, são mais de 60 criações exclusivas entre pratos, entradas, lanches, sobremesas e drinks, que remetem a identidade gastronômica local, reunindo influências da pesca, agricultura familiar, cultura popular e a culinária estrangeira – já que a antiga vila de pescadores hoje abriga restaurantes com chefs de várias nacionalidades. 

Em paralelo, a Arena Gastronômica Saberes e Sabores oferece barracas de comida, produtos locais, palestras, oficinas e apresentações culturais.

Entre os culinaristas participantes está Janaína Torres, eleita a melhor chef mulher do mundo em 2024 pela 50 Best, um dos rankings gastronômicos mais influentes do mundo, criado em 2002 pela revista britânica Restaurant. 

O guia digital reunindo todas as informações necessárias para quem deseja vivenciar as experiências oferecidas pelo festival já está disponível.

O evento também propõe ações que fortalecem a conexão entre gastronomia, tradição e cultura local e que se estendem para outras praias de Tibau do Sul. Entre elas, está a iniciativa liderada por pesquisadores e estudantes do Departamento de Antropologia e de Turismo da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, que ocorre neste fim de semana na Comunidade Quilombola de Sibaúma. 

A praia vai receber a feira quilombola, oficinas de preparação de bolo preto, marketing digital e berimbau, exposição fotográfica sobre a alimentação em Sibaúma e a primeira edição do Festival de Filmes de Quilombo. 

No Instagram @saboresdapipaoficial é possível acessar o guia digital e toda a programação do Festival.


Fonte: EBC Cultura

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Sétima Feira do Cordel Brasileiro começa neste sábado em Fortaleza

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Em Fortaleza, começa neste sábado (20) a sétima Feira do Cordel Brasileiro, evento que reúne poetas, cordelistas, músicos e pesquisadores ligados à literatura de cordel. A programação é gratuita, segue até o dia 28 de junho e traz shows, exposições e oficinas gratuitas na Caixa Cultural.

Com origens na tradição oral e ligada a expressões como o repente, a cantoria e a embolada, a literatura de cordel é patrimônio cultural imaterial brasileiro. Tradição bastante enraizada em estados do Nordeste como Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Bahia, o cordel é negócio de família para Klévisson Viana, poeta cordelista bisneto, neto e filho de poetas ligados à contação de histórias. Ele organiza a Feira do Cordel Brasileiro há dez anos em Fortaleza, no Ceará. O evento busca conectar novas gerações a essa tradição.

“A nossa feira está sempre um passo à frente, é sempre um pé na tradição e um pé na modernidade. Por isso, o palco muitas vezes é dividido entre um artista adolescente com um decano, procurando mostrar isso para que a criança e o adolescente vejam que cultura popular é uma coisa muito legal e que, para você produzir cultura popular, não tem nada a ver com coisa de velhinho, é para pessoas de qualquer idade”, explica Klévisson.

Entre as atrações está o espetáculo “Eu parece que tô vendo”, do artista paraibano Jessier Quirino, neste fim de semana, e, no dia 25, ocorre a abertura oficial do evento, com recitais, shows e cantorias de nomes como Ivanildo Vilanova, Jonas Bezerra, Mestre Geraldo Amâncio e Chico Pedrosa.

Klévisson Viana destaca o potencial do cordel em instigar a imaginação em uma época em que a inteligência artificial ameaça a criatividade humana:

“Um texto feito pela IA, por mais primorosa que a IA chegue no patamar e que consiga realmente fazer algo bom, ela não vai ter esse tempero, essas minudências, esse sotaque, essa maneira de se expressar que a sua alma tem e que cada alma tem sua maneira peculiar de expressar um sentimento. E a IA é uma coisa pasteurizada, é uma coisa generalizada, é uma coisa de tudo e não é nada.”

A feira traz oficinas de desenho, xilogravura e cordel, além do forró de Cacimba de Aluá e o Teatro de Bonecos da Cia Calunga de Teatro.

O evento, que acontece nas unidades da Caixa Cultural, já passou por Salvador este ano e, depois de Fortaleza, deve chegar às cidades de Brasília e São Paulo. A programação é gratuita e as informações estão no site da Caixa Cultural.


Fonte: EBC Cultura

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