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Museu Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro, completa 95 anos

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O Museu Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro, completa 95 anos nesta quarta-feira. A instituição onde viveu o jurista, político, escritor e diplomata Rui Barbosa é o primeiro museu-casa público do país e é  dedicado à preservação de sua memória e legado.

Mais recentemente, o acervo de sua viúva, Maria Augusta, e dos empregados da casa da família na época também foram integrados ao Museu.

Localizada em Botafogo, na zona sul da capital, a  residência neoclássica reúne aproximadamente 1550 peças, entre acervos arquitetônico, museológico, paisagístico e arqueológico, um verdadeiro patrimônio cultural reconhecido nacional e internacionalmente.

O museu  recebe anualmente cerca de 12 mil visitantes em seus espaços internos, e 50 mil frequentadores no jardim histórico, tombado pelo IPHAN.

O presidente da Fundação Casa de Rui de Barborsa, Alexandre Santini, destaca que a construção está passando por várias intervenções importantes  na comemoração do aniversário:

“Agora aos 95 anos o museu passa por uma reformulação histórica, com a implementação de uma série de medidas, como a modernização elétrica, implementação do sistema de combate a incêndios, medidas de acessibilidade, novo projeto tipográfico e novo plano museológico”.

Santini também fala sobre a importância do momento, que representa uma preparação para o futuro.

“É uma comemoração que na verdade antecede e já prepara as comemorações do centenário desta instituição e que também aponta para o seu futuro, para os seus próximos 100 anos”.

Sessenta mil documentos do acervo do museu também são considerados “Memória do Mundo” pela Unesco.


Fonte: EBC Cultura

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Dia de São Jorge é comemorado no Rio de Janeiro

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“23 de abril, dia do santo guerreiro. São Jorge e Ogum, como o santo é cultuado no sincretismo religioso, reúnem uma legião de devotos que celebram a data com festa em todo o estado do Rio de Janeiro.

Desde a madrugada, uma multidão de fiéis se concentra na Igreja Matriz de São Jorge, em Quintino, na zona norte da capital, para festejar o soldado romano, padroeiro do estado, famoso pela lenda de ter matado um dragão.

A programação especial já teve louvor, momentos de oração e espetáculo com 300 drones antes da tradicional missa da alvorada. Durante a manhã e a tarde, estão agendadas outras missas, inclusive com a presença do cardeal arcebispo Dom Orani João Tempesta, além de outras autoridades.

A partir das 16h, os fiéis saem em procissão até a noite, quando as missas retornam. A última será às 19h30

No centro do Rio, em palco montado na Avenida Presidente Vargas, próximo à Igreja de São Jorge na Praça da República, as missas começaram também na madrugada e desde as sete da manhã ocorrem de hora em hora até as 16h.

Às 18h, a celebração de encerramento será presidida pelo cardeal Dom Orani. O padre Celso Copetti lembra que São Jorge dialoga com todas as realidades da vida do povo do Rio de Janeiro:

‘São Jorge é considerado aquele que vence o dragão e o dragão significa o mal, significa as injustiças, as lutas cotidianas. E tem uma matriz africana, sim, porque todos se sentem às vezes excluídos e como nós sabemos que ao longo da história e da cultura carioca também houve momentos difíceis de discriminação. E São Jorge faz parte de toda a vida das comunidades, não importa de que religião, de que igreja, de que cultura nós somos.’


Rio de Janeiro (RJ), 23/04/2025 – O babalorixá Luiz Alberto de Oxóssi, do candomblé, oferta bençãos a devotos durante as celebrações ao Dia de São Jorge, no centro da cidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 23/04/2025 – O babalorixá Luiz Alberto de Oxóssi, do candomblé, oferta bençãos a devotos durante as celebrações ao Dia de São Jorge, no centro da cidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O babalorixá Luiz Alberto de Oxóssi, do Candomblé, oferta bençãos a devotos durante as celebrações ao Dia de São Jorge, no centro do Rio de Janeiro. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil.

Além dos eventos católicos, terreiros de Umbanda e Candomblé abrem suas portas para o toque em homenagem a Ogum, orixá da mitologia iorubá. É ele o senhor da tecnologia e da agricultura, aquele que forja as ferramentas, enfrenta as guerras e protege os trabalhadores.

Diversas feijoadas e rodas de samba em homenagem a São Jorge também estão na agenda da cidade neste 23 de abril. Este é o primeiro ano em que as celebrações ocorrem após o reconhecimento da festa no calendário oficial da capital fluminense.

Fonte: EBC Cultura

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