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ONG lança cartilha digital de combate ao racismo religioso no Brasil

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Abril é o mês da conscientização e combate ao racismo religioso no Brasil. Para lembrar a data a Ong Criola lança a 2ª edição gratuita digital da cartilha “Terreiros em Luta: Caminhos para o Enfrentamento ao Racismo Religioso”. 

A Criola defende e promove os direitos de mulheres negras e produziu a cartilha com vários atores, entre eles o Terreiro baiano Ilê Axé Omi Ogun Siwajú, da cidade de São Félix, o Terreiro Ilê Axé Omiojuarô, de Niterói e a Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do Estado do Rio de Janeiro.

A cartilha, que pode ser baixada no site criola.org.br, traz uma série de órgãos, legislações, redes de proteção, equipamentos e caminhos de denúncia para vítimas de discriminação religiosa, inclusive o passo a passo de como se documentar em relação a ocorrência.

A expectativa é que a publicação seja mais uma ferramenta de apoio de combate ao racismo religioso no país, fortalecendo não só os Terreiros – um dos principais alvos de crimes envolvendo intolerância religiosa no Brasil – mas também outras ONGs, movimentos de outras denominações sacras de matriz africana e demais organizações religiosas. 

Os casos de racismo religioso crescem mais a cada ano. Em 2024, somente pelo Disque 100 foram registradas mais de 2.470 denúncias de intolerância religiosa no país, representando um aumento de 66% em relação ao ano anterior, com quase mil denúncias a mais; as mulheres negras e a população LGBTQIAPN+ são as principais vítimas.


Fonte: EBC Cultura

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Sétima Feira do Cordel Brasileiro começa neste sábado em Fortaleza

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Em Fortaleza, começa neste sábado (20) a sétima Feira do Cordel Brasileiro, evento que reúne poetas, cordelistas, músicos e pesquisadores ligados à literatura de cordel. A programação é gratuita, segue até o dia 28 de junho e traz shows, exposições e oficinas gratuitas na Caixa Cultural.

Com origens na tradição oral e ligada a expressões como o repente, a cantoria e a embolada, a literatura de cordel é patrimônio cultural imaterial brasileiro. Tradição bastante enraizada em estados do Nordeste como Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Bahia, o cordel é negócio de família para Klévisson Viana, poeta cordelista bisneto, neto e filho de poetas ligados à contação de histórias. Ele organiza a Feira do Cordel Brasileiro há dez anos em Fortaleza, no Ceará. O evento busca conectar novas gerações a essa tradição.

“A nossa feira está sempre um passo à frente, é sempre um pé na tradição e um pé na modernidade. Por isso, o palco muitas vezes é dividido entre um artista adolescente com um decano, procurando mostrar isso para que a criança e o adolescente vejam que cultura popular é uma coisa muito legal e que, para você produzir cultura popular, não tem nada a ver com coisa de velhinho, é para pessoas de qualquer idade”, explica Klévisson.

Entre as atrações está o espetáculo “Eu parece que tô vendo”, do artista paraibano Jessier Quirino, neste fim de semana, e, no dia 25, ocorre a abertura oficial do evento, com recitais, shows e cantorias de nomes como Ivanildo Vilanova, Jonas Bezerra, Mestre Geraldo Amâncio e Chico Pedrosa.

Klévisson Viana destaca o potencial do cordel em instigar a imaginação em uma época em que a inteligência artificial ameaça a criatividade humana:

“Um texto feito pela IA, por mais primorosa que a IA chegue no patamar e que consiga realmente fazer algo bom, ela não vai ter esse tempero, essas minudências, esse sotaque, essa maneira de se expressar que a sua alma tem e que cada alma tem sua maneira peculiar de expressar um sentimento. E a IA é uma coisa pasteurizada, é uma coisa generalizada, é uma coisa de tudo e não é nada.”

A feira traz oficinas de desenho, xilogravura e cordel, além do forró de Cacimba de Aluá e o Teatro de Bonecos da Cia Calunga de Teatro.

O evento, que acontece nas unidades da Caixa Cultural, já passou por Salvador este ano e, depois de Fortaleza, deve chegar às cidades de Brasília e São Paulo. A programação é gratuita e as informações estão no site da Caixa Cultural.


Fonte: EBC Cultura

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