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Parque Solon Lucena, em João Pessoa, abre as portas para o forró

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Um dos principais arraiais da Paraíba abre nesta sexta-feira (20) suas portas para celebrar o forró e a cultura popular paraibana. O Parque Solon Lucena, em João Pessoa, terá cinco dias de festejos juninos com shows e apresentações de várias manifestações culturais do Estado. Serão 4 shows a cada noite, no palco principal.

Hoje, entre outras atrações, estão previstas duas referências da música nordestina: a rainha do forró, Eliane, e a Banda Cavalo de Pau, que possui mais de 30 anos se apresentando nas principais festas juninas do país. 

A potiguar Elita Tavares, que mora na Paraíba há 18 anos, está animada para celebrar o São João.

“A abertura hoje vai ser aquela beleza, maravilhosa. Principalmente para o show hoje de Eliane, forró das antigas, maravilhosa, me traz ótimas recordações. Vai ser o pipoco”

E a estrela dessa primeira noite, a cantora Eliane, está em sintonia com o público. 

“Eu vou estar com vocês em João Pessoa, menino! O São João tá demais! Tá arretado! E eu quero muito que você cante comigo. Vários sucessos. A gente vai cantar, “Vamos lá, um, dois, três; Rancheira, um, dois, três…é um, é dois, é três”. Vamos lá, hein? Caprichar. É São João, eu quero você lá”.

Até o dia 24 de junho devem passar pelo Parque outros artistas que fazem o circuito junino do Nordeste, levando o autêntico arrasta pé; entre eles Jorge de Altinho, Nando Cordel e a Banda Magníficos.

Já o Palco Cultura Popular será dedicado a referências do folclore paraibano, como o grupo Ciranda do Sol, Dona Odete Cirandeira, Boi de Reis Estrela do Norte, Cangaceiras de Lampião e Grupo Folclórico Catarina.


Fonte: EBC Cultura

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Morre Luiz Carlos Barreto, referência do cinema nacional

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O produtor, roteirista e diretor de cinema Luiz Carlos Barreto morreu nesta quarta-feira (22), aos 98 anos, no Rio de Janeiro. Um dos maiores produtores do cinema nacional, Barreto produziu clássicos como “Terra em Transe” e “Vidas Secas”.

Em reconhecimento à contribuição de sua obra para a cultura brasileira, o presidente Lula decretou luto oficial de três dias.

Luiz Carlos Barreto estava internado desde segunda-feira, no Hospital Copa Star, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, para tratar uma infecção pulmonar.

Amor ao Cinema

A trajetória de mais de 60 anos de Barreto foi marcada pelo amor à sétima arte. O cearense de Sobral começou a carreira como fotógrafo da Revista O Cruzeiro, na década de 1950, no Rio de Janeiro.

No cinema, estreou como um dos roteiristas da ficção policial “O Assalto ao Trem Pagador”, de Roberto Farias, lançada em 1962. No ano seguinte, fundou a L.C. Barreto Produções, ao lado da esposa, Lucy, e teve papel importante na defesa do cinema nacional durante a ditadura militar. A estreia na produção veio com o longa “Vidas Secas”, de Nelson Pereira dos Santos, um dos filmes-chave do movimento Cinema Novo. 


Rio de Janeiro (RJ), 26/09/2023 - Gravação do programa Cine Resenha, da TV Brasil, com o cineasta Luiz Carlos Barreto e a produtora Lucy Barreto, sua esposa, apresentado por Priscila Rangel. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 26/09/2023 - Gravação do programa Cine Resenha, da TV Brasil, com o cineasta Luiz Carlos Barreto e a produtora Lucy Barreto, sua esposa, apresentado por Priscila Rangel. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O cineasta Luiz Carlos Barreto e a produtora Lucy Barreto, sua esposa, durante gravação do programa Cine Resenha, da TV Brasil, em 2023.  Fernando Frazão/Agência Brasil 

Com mais de 50 filmes produzidos, destacam-se títulos como “Terra em Transe”, de Glauber Rocha; “O Beijo no Asfalto” e “Dona Flor e seus dois maridos”, ambos dirigidos por Bruno Barreto, filho de Luiz Carlos. O último foi sucesso de crítica e de público e se manteve por mais de 30 anos como a maior bilheteria do cinema nacional. 

Barretão

Barretão, como era conhecido, foi indicado duas vezes ao Oscar pelos filmes “O Quatrilho”, de Fábio Barreto, também filho de Luiz Carlos, e “O Que é isso, Companheiro?” de Bruno Barreto. 

Entidades do audiovisual e profissionais do setor lamentaram a morte de Luiz Carlos Barreto. A Ancine, Agência Nacional do Cinema, afirmou em nota que “Barretão falava em cinema brasileiro com identidade, ousadia e vocação própria” e que “sua atuação foi decisiva para o fortalecimento da produção independente e para o desenvolvimento da indústria audiovisual.”

A Academia Brasileira de Letras destacou que Barreto “formou gerações de cineastas que certamente encontrarão nele uma inspiração”. A insituição também ressaltou seu papel como “articulador político importante, sempre atuando na defesa do audiovisual brasileiro e na discussão sobre políticas públicas para o cinema.

O velório de Luis Carlos Barreto vai ser realizado nesta quinta-feira, no Palácio da Cidade, uma das sedes da Prefeitura do Rio, na Zona Sul da capital fluminense. O corpo será cremado no Memorial do Caju, na Zona Norte.


Fonte: EBC Cultura

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