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Prefeitura cancela local, mas Flipei está confirmada em São Paulo

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A Festa Literária Pirata das Editoras Independentes em São Paulo, a Flipei, está confirmada para acontecer a partir desta quarta-feira (6), na capital paulista. A Prefeitura de São Paulo cancelou na noite da última sexta-feira, o contrato que autorizava a Flipei a usar a Praça das Artes, no centro de São Paulo, para a realização do evento.

Em nota, a Fundação Teatro Municipal, disse que enviou ofício aos organizadores informando que o evento “possui conteúdo e finalidade de cunho político-ideológico” e que por isso não poderia acontecer. O contrato firmado previa que caso houvesse rescisão, a comunicação deveria ocorrer com no mínimo 15 dias de antecedência do evento. 

A organização da Festa Literária Pirata das Editoras Independentes manteve a realização do evento em outro local e chamou de censura o ocorrido.

O jornalista Tadeu Breda, da Editora Elefante, destaca que a Flipei discute este ano a questão palestina com a presença do historiador judeu Ilan Pappé. Pappé é um dos mais renomados intelectuais sobre o tema.

“A gente esperava que acontecessem algumas manifestações contrárias à presença do Ilan Pappé, como em todo mundo acontece, mas eu confesso que não imaginava que chegaria ao ponto de cancelar todo um festival, com várias mesas, com dezenas de editoras convidadas, não esperava que chegaria a esse nível de absurdo e censura”.

Cauê Ameni, um dos organizadores da Flipei, confirma que a festa literária vai acontecer, independentemente da decisão da prefeitura. A programação vai acontecer no Espaço Cultural Elza Soares, nos Campos Elísios, região central.

“A gente vai permanecer, vai continuar, vai ter a programação, vai ser no Galpão Elza Soares do MST. Os bailes de sexta e sábado vão ser na 13 de maio, no Bexiga”.  

Até o próximo domingo, 10, a Flipei reúne  220 editoras e vai promover  mais de 40 debates que vão discutir como a cultura e a literatura independente são capazes de mudar o mundo.  Resistência palestina, tecnologias ancestrais do bem viver e mulheres que interpretam a América Latina são alguns dos temas da edição deste ano.


Fonte: EBC Cultura

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Dia de São Jorge é comemorado no Rio de Janeiro

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“23 de abril, dia do santo guerreiro. São Jorge e Ogum, como o santo é cultuado no sincretismo religioso, reúnem uma legião de devotos que celebram a data com festa em todo o estado do Rio de Janeiro.

Desde a madrugada, uma multidão de fiéis se concentra na Igreja Matriz de São Jorge, em Quintino, na zona norte da capital, para festejar o soldado romano, padroeiro do estado, famoso pela lenda de ter matado um dragão.

A programação especial já teve louvor, momentos de oração e espetáculo com 300 drones antes da tradicional missa da alvorada. Durante a manhã e a tarde, estão agendadas outras missas, inclusive com a presença do cardeal arcebispo Dom Orani João Tempesta, além de outras autoridades.

A partir das 16h, os fiéis saem em procissão até a noite, quando as missas retornam. A última será às 19h30

No centro do Rio, em palco montado na Avenida Presidente Vargas, próximo à Igreja de São Jorge na Praça da República, as missas começaram também na madrugada e desde as sete da manhã ocorrem de hora em hora até as 16h.

Às 18h, a celebração de encerramento será presidida pelo cardeal Dom Orani. O padre Celso Copetti lembra que São Jorge dialoga com todas as realidades da vida do povo do Rio de Janeiro:

‘São Jorge é considerado aquele que vence o dragão e o dragão significa o mal, significa as injustiças, as lutas cotidianas. E tem uma matriz africana, sim, porque todos se sentem às vezes excluídos e como nós sabemos que ao longo da história e da cultura carioca também houve momentos difíceis de discriminação. E São Jorge faz parte de toda a vida das comunidades, não importa de que religião, de que igreja, de que cultura nós somos.’


Rio de Janeiro (RJ), 23/04/2025 – O babalorixá Luiz Alberto de Oxóssi, do candomblé, oferta bençãos a devotos durante as celebrações ao Dia de São Jorge, no centro da cidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 23/04/2025 – O babalorixá Luiz Alberto de Oxóssi, do candomblé, oferta bençãos a devotos durante as celebrações ao Dia de São Jorge, no centro da cidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O babalorixá Luiz Alberto de Oxóssi, do Candomblé, oferta bençãos a devotos durante as celebrações ao Dia de São Jorge, no centro do Rio de Janeiro. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil.

Além dos eventos católicos, terreiros de Umbanda e Candomblé abrem suas portas para o toque em homenagem a Ogum, orixá da mitologia iorubá. É ele o senhor da tecnologia e da agricultura, aquele que forja as ferramentas, enfrenta as guerras e protege os trabalhadores.

Diversas feijoadas e rodas de samba em homenagem a São Jorge também estão na agenda da cidade neste 23 de abril. Este é o primeiro ano em que as celebrações ocorrem após o reconhecimento da festa no calendário oficial da capital fluminense.

Fonte: EBC Cultura

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