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SP: Sesc Itaquera apresenta show da Funmilayo Afrobeat Orquestra

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Dentro da programação do mês das mulheres, o Sesc Itaquera, na zona leste de São Paulo, apresenta o show da Funmilayo Afrobeat Orquestra, grupo formado por dez mulheres negras e uma pessoa não binária. O repertório resgata cantoras e compositoras negras do Brasil e do continente africano.

A Funmilayo Afrobeat Orquestra surgiu em São Paulo em 2019, a partir da inquietação de Stela Nesrine e Larissa Oliveira em relação à falta de mulheres negras no afrobeat no Brasil.

O gênero, que surgiu na Nigéria na década de 1960, teve Fela Kuti como principal expoente e mistura ritmos da África Ocidental com estilos como o jazz, funk, soul e reggae.

No Brasil, a Funmilayo Afrobeat Orquestra é a primeira formação com uma maioria feminina. Stela Nesrine fala que a criação da orquestra veio como uma possibilidade de acolhimento de ideias:

 “Para mim, a motivação estava muito em ver como era difícil conciliar o mundo da maternidade e de fazer música autoral. O que eu queria era continuar criando as minhas músicas autorais com uma banda e que fosse um ambiente frutífero pra gente colocar nossas questões enquanto mulheres negras”.

Funmilayo Kuti

O nome da orquestra homenageia Funmilayo Kuti, ativista defensora das mulheres nigerianas. Mãe de Fela Kuti, Funmilayo contribuiu para a visão crítica de mundo do músico, que levou o teor político para o som do afrobeat.

A postura crítica está presente nas músicas da Funmilayo Afrobeat Orquestra, com referências de mulheres negras e questões que atravessam o cotidiano do grupo.

“Tem referências ali de Lélia Gonzalez, de Lia de Itamaracá, de Elza Soares, de Sueli Carneiro. O afrobeat é feito para movimentar, para incomodar, mobilizar as pessoas, desvelar, descortinar problemas sociais”, destaca Stela Nesrine.

A Funmilayo Afrobeat Orquestra se apresenta neste domingo (22), no Sesc Itaquera, às 15h. A entrada é gratuita.


Fonte: EBC Cultura

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Olodum completa 47 anos com festa na Bahia

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Fundado em 25 de abril de 1979, no Pelourinho, Centro Histórico de Salvador (BA), o Olodum se consolidou como um dos maiores representantes da cultura baiana e afro-brasileira.

Os 47 anos dessa referência cultural terão celebração à altura. A programação começa nesta quarta-feira (22) e segue até o próximo domingo (26) com uma série de atividades: visitas guiadas, atividades formativas, lançamento de materiais pedagógicos, inauguração de novo espaço cultural e, claro, apresentação do Olodum no Largo do Pelourinho.

Um dos destaques da agenda de aniversário é o anúncio, na sexta-feira (24), a partir das 10h, na sede do grupo, do tema do Carnaval 2027 e do calendário de ações até os dias da folia do ano que vem. No mesmo dia, será inaugurado oficialmente o Estúdio Fela Kuti, um novo espaço voltado para a produção artística e audiovisual da instituição.

A sexta-feira ainda abre espaço para o relançamento das cartilhas do Kit Revoltas Negras, com publicações dedicadas a episódios marcantes da história brasileira, como a Revolta de Búzios, dos Malês, da Chibata e de Zumbi dos Palmares, além de um novo kit pedagógico voltado ao ambiente escolar.


O Olodum participou da recepção da Tocha Olímpica no Pelourinho
O Olodum participou da recepção da Tocha Olímpica no Pelourinho

O Olodum participou da recepção da Tocha Olímpica no Pelourinho – Sayonara Moreno/Agência Brasil

No domingo, a partir das 15h, acontece o ensaio especial do Olodum, aberto ao público, celebrando os 47 anos de trajetória no Largo do Pelourinho.

 Além do bloco e da banda, o Olodum também atua como ONG e centro de atividades culturais de caráter sócio-comunitário. O espaço promove o desenvolvimento de projetos em parceria com os governos municipal, estadual e federal, vários deles ligados à educação, cultura, cidadania e letramento racial. O grupo também é integrado por ramificações de teatro, um centro digital e de memória.

A palavra Olodum é de origem yorubá e, no ritual do candomblé, significa “Deus dos Deuses” ou “Deus maior” Olodumaré. Não representa um orixá, mas o Deus criador do Universo.

As cores do grupo formam a base do Pan-africanismo, Rastafarianismo e do Movimento Reggae: a cor verde representa as florestas equatoriais da África; o vermelho é o sangue da raça negra; o amarelo, o ouro da África; o preto é o orgulho da população negra e o branco, a paz mundial.
 


Fonte: EBC Cultura

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