Esportes
Flamengo estreia com empate nos acréscimos contra Portuguesa
Esportes
;
Em sua primeira aparição no Campeonato Carioca de 2026, o Flamengo, atuando com uma equipe repleta de jovens talentos da base, conquistou um empate dramático por 1 a 1 contra a Portuguesa. A partida, válida pela quinta rodada e antecipada para este domingo (11), foi realizada no Estádio Raulino de Oliveira e teve o capitão Iago como herói, marcando de cabeça nos acréscimos e evitando a derrota rubro-negra.
O confronto começou com o Flamengo buscando impor seu ritmo, trocando passes e circulando a bola no campo de ataque. Apesar do domínio da posse, a primeira grande oportunidade foi da Portuguesa, aos nove minutos, com Léo Muchacho finalizando para fora. A resposta rubro-negra veio logo em seguida, com Wallace Yan protagonizando duas chances claras, mas sem conseguir converter em gol, mantendo o placar inalterado. O jovem atacante teve uma chance cara a cara com o goleiro e, mais tarde, aos 22 minutos, finalizou por cima do gol após cruzamento de Daniel Sales, frustrando as tentativas de abrir o marcador na primeira etapa.
O cenário mudou no segundo tempo. A Portuguesa retornou mais incisiva e conseguiu abrir o placar aos 12 minutos. Após um cruzamento de Guilherme Silveira que desviou na zaga, Rhuan aproveitou para mandar a bola para o fundo das redes, fazendo 1 a 0 para a Lusa. Em desvantagem, os “Garotos do Ninho” intensificaram a pressão. O Flamengo quase empatou aos 20 minutos, quando Alan Santos, que havia entrado no lugar do lesionado Douglas Telles, dominou na área e chutou rente à trave.
A insistência do Rubro-Negro foi recompensada nos últimos instantes da partida. Aos 49 minutos, em um lance de pura garra, Wallace Yan fez um cruzamento preciso na área, e o capitão Iago subiu mais alto que a defesa adversária, cabeceando com maestria para empatar o jogo em 1 a 1. No último lance, um choque entre Camargo e Lucas Costas gerou expectativa de revisão do VAR, mas o árbitro encerrou o jogo, confirmando o empate na estreia flamenguista.
Com o resultado, o Flamengo soma seu primeiro ponto no campeonato. O próximo desafio será na quarta-feira (14), quando enfrentara o Bangu, no Estádio Moça Bonita.
| FICHA TÉCNICA | |
|---|---|
| Campeonato Carioca | Flamengo 1 x 1 Portuguesa
5ª Rodada (adiantada) |
| Local | Estádio Raulino de Oliveira, Volta Redonda-RJ |
| Data e Horário | 11/01/2026 às 18h |
| Arbitragem | Pierry Dias dos Santos (RJ) Assistentes: Daniel de Oliveira Alves Pereira (RJ) e Júlio César Souza Gaudênio (RJ) |
| Cartões Amarelos | João Paulo (POR), Daniel Sales (FLA), Léo Muchacho (POR), Lucas Costa (POR), Iago (FLA) e Uelber (POR) |
| Gols | Rhuan (12’2ºT – POR) e Iago (49’2ºT – FLA) |
| Flamengo | Léo Nannetti; Daniel Sales, Iago, João Victor e Johnny; Lucas Vieira (Kaio Nobrega), Pablo (Camargo) e Guilherme; Douglas Telles (Alan Santos), Joshua (David Viana) e Wallace Yan. Técnico: Bruno Pivetti. |
| Portuguesa | Douglas Borges; Sávio, Carlos Henrique, Lucas Costa e Guilherme Santos; Henrique Rocha (Léo Cruz), João Paulo (Albert), Bruno Mota (Romarinho) e Guilherme Silveira (Uelber); Rhuan e Léo Muchacho (Anderson Rosa). Técnico: Alex Nascif. |
Próximo Jogo do Flamengo
- Adversário: Bangu
- Data: Quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
- Horário: 21h30
- Local: Estádio Moça Bonita
- Competição: Campeonato Carioca (1ª Rodada)
Fonte: Esportes
Esportes
O jogo acaba. O “nós contra eles”, não
;
A Copa do Mundo está chegando ao fim justamente quando o Brasil entra na fase mais sensível de uma eleição presidencial atravessada por um país em estado de tensão. Não é apenas coincidência de calendário. É um contraste revelador. Durante algumas semanas, a camisa da Seleção cria uma identidade coletiva rara em um país profundamente dividido. O gol faz desconhecidos se abraçarem sem perguntar em quem o outro votou. A comemoração não pede carteira de filiação partidária. O canto da torcida dispensa declaração de posicionamento ideológico.
Por alguns dias, o Brasil lembra que ainda consegue compartilhar emoções antes de compartilhar convicções. A Copa não resolve nossas fraturas. Apenas decreta um breve cessar-fogo na guerra permanente em que transformamos a política. Talvez esse seja o maior constrangimento da política brasileira: um gol ainda consegue unir o que a própria política insiste em separar.
O problema é que o Brasil que reaparece depois da Copa não é um país leve. É um país desconfiado, intoxicado pela lógica do “nós contra eles” e marcado por anos de rupturas políticas. Já tivemos impeachment, prisão de ex-presidentes, uma eleição atravessada por uma facada, contestação do resultado das urnas, tentativa de golpe de Estado, entre outros fatos. Não é pouca coisa. Em menos de uma década, passamos a tratar a derrota eleitoral como uma tragédia nacional e a ruptura entre brasileiros como um efeito colateral aceitável.
A democracia brasileira não chega a 2026 apenas dividida. Chega com um número cada vez maior de brasileiros convencidos de que quem pensa diferente representa um perigo. O problema não começa quando dois lados pensam diferente. Começa quando um deles conclui que o outro perdeu o direito de pensar diferente. A partir daí convencer deixa de ser o objetivo. Basta derrotá-lo, calá-lo ou expulsá-lo do debate.
É justamente aí que a Copa encontra a política brasileira. Na Copa, o brasileiro sofre, reclama, critica o técnico, promete nunca mais assistir, mas sabe que haverá outro campeonato. A derrota dói, mas não vira certidão de óbito do país. Na eleição polarizada, acontece o oposto. O resultado deixa de ser uma alternância natural da democracia e passa a ser tratado como um apocalipse. Se o meu lado perde, acabou o Brasil. Se o outro vence, a tragédia já estava anunciada. A política brasileira parece ter encontrado no medo o seu cabo eleitoral mais eficiente. Em 2026, não basta prometer um futuro melhor. É preciso convencer o eleitor de que o futuro do outro será insuportável.
Não por acaso, pesquisas recentes mostram que a disputa presidencial já não se organiza apenas em torno da preferência do eleitor, mas também do medo da vitória do adversário. Em levantamento recente, brasileiros foram perguntados qual resultado lhes causaria maior preocupação: uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro ou a reeleição de Lula. O dado diz muito. Em vez de escolher quem parece mais capaz de conduzir o país, uma parcela do eleitorado já vota pensando em quem precisa ser impedido de governar. Quando o medo ocupa o centro da disputa, a esperança deixa de pedir voto e passa a disputar espaço com o pânico.
Talvez a maior lição da Copa seja justamente aquela que a política brasileira parece ter desaprendido: adversário não é inimigo. No futebol, ninguém propõe acabar com o time rival para conquistar o título. Pelo contrário. Sem adversário, não há jogo, não há campeonato e não há campeão. Na democracia deveria valer a mesma regra. Mas a polarização resolveu fazer uma inovação curiosa: quer preservar a democracia eliminando justamente aquilo que a torna possível, a existência de quem pensa diferente. O adversário virou ameaça, o voto virou julgamento moral e a divergência passou a ser tratada como defeito de caráter. E, quando isso acontece, a eleição deixa de escolher governantes para começar a escolher quem merece pertencer ao país.
A Copa termina, mas deixa uma provocação para a política brasileira. O campeonato acaba. A democracia, felizmente, não. Ela continua na conversa entre vizinhos, no trabalho, nas reuniões de família e em todos os lugares onde seguimos convivendo com quem votou diferente. É justamente aí que futebol e política deixam de jogar a mesma partida.
No futebol, o VAR revisa o lance e, confirmada a decisão, o jogo segue. Na política, há sempre quem queira rever o lance mais uma vez, como se um novo replay tivesse o poder de mudar um resultado já homologado, apenas porque o placar não saiu como a “torcida” esperava. No futebol, isso é apenas inconformismo. Na política, é a recusa em aceitar que o apito final também vale para as eleições. É assim que o “nós contra eles” continua sendo o único vencedor, independentemente de quem vença nas urnas.
Christiany Fonseca é Cientista Política e Doutora em Sociologia pela UFSCar
-
Cultura6 dias atrásCidade de Pesqueira (PE) recebe festival dedicado à cultura do estado
-
Cuiabá4 dias atrásMais de 60 mil alunos voltam às aulas; veja como evitar congestionamentos
-
Economia4 dias atrásVárzea Grande realiza 1º Open de Vôlei para fortalecer o esporte e a inclusão social
-
Política6 dias atrásMedidas provisórias sobre transporte, diesel, chuvas e aviação são prorrogadas
-
Entretenimento4 dias atrásDeborah Secco curte passeio de barco em Noronha com a filha e declara: ‘Apaixonada’
-
Entretenimento4 dias atrásArthur Aguiar e Jheny Santucci oficializam união com festa intimista: ‘Enfim casados’
-
Economia5 dias atrásVisitas técnicas orientam produtores rurais e fortalecem o cultivo de hortaliças em Várzea Grande
-
Cuiabá4 dias atrásFinal do rodeio da 58ª Expoagro premia competidores e define campeões da etapa
