Esportes
Palmeiras vence o Santos com dois gols de Vitor Roque e amplia liderança no Brasileirão
Esportes
;
O Palmeiras consolidou sua posição na liderança do Campeonato Brasileiro ao vencer o Santos por 2 a 0, em clássico paulista disputado na noite desta quinta-feira (6) no Allianz Parque. O jovem atacante Vitor Roque foi o grande nome da partida, balançando as redes duas vezes e garantindo o triunfo alviverde pela 32ª rodada do torneio nacional. Para o Santos, a derrota significou o retorno à zona de rebaixamento, em uma situação cada vez mais delicada.
Com a vitória, o Verdão não só se manteve na ponta da tabela, como abriu três pontos de vantagem sobre o vice-líder Flamengo, somando agora 68 pontos contra 65 da equipe carioca. Esta foi a terceira vitória consecutiva do Palmeiras em todas as competições, reforçando sua boa fase.
O Santos, por sua vez, vive o extremo oposto. Com 33 pontos, o Peixe encerrou a rodada na 17ª colocação, dentro da zona de rebaixamento, após o Vitória ter vencido o Internacional. A equipe praiana está um ponto atrás do time baiano, que é o primeiro fora do Z-4.
O jogo
O clássico começou com o Palmeiras ditando o ritmo e criando as primeiras chances. Logo aos dois minutos, Mauricio arriscou de fora da área e obrigou Gabriel Brazão a fazer boa defesa. Pouco depois, Piquerez cobrou falta direta, forçando o goleiro santista a espalmar para escanteio.
O Santos tentou reagir, com Zé Rafael tendo a primeira oportunidade, mas foi o Palmeiras que quase abriu o placar aos 19 minutos, em chute de Mauricio defendido por Brazão. Aos 21, o Verdão chegou muito perto do gol quando Flaco López driblou o goleiro, mas Zé Ivaldo salvou em cima da linha. No lance seguinte, o Santos chegou a marcar com Willian Arão, mas o gol foi anulado por impedimento.
A segunda etapa manteve a intensidade. Com menos de dois minutos, o Palmeiras teve uma chance clara: após toque de cabeça de Vitor Roque, Bruno Fuchs cabeceou à queima-roupa, mas Brazão fez uma defesa espetacular. O Santos respondeu com uma bicicleta de Victor Hugo, que Gustavo Gómez tirou em cima da linha, salvando o Palmeiras.
A insistência palmeirense foi recompensada aos 21 minutos. Flaco López ganhou dividida e lançou Vitor Roque, que saiu cara a cara com Brazão, driblou o goleiro e empurrou para o fundo das redes, abrindo o placar. Aos 31 minutos, Flaco López arriscou de longe e Brazão espalmou novamente.
O segundo gol veio aos 34 minutos, para a festa da torcida. Veiga deu um passe preciso em profundidade para Vitor Roque, que disparou em velocidade, invadiu a área e, com uma cavadinha, encobriu Brazão, selando a vitória e garantindo os importantes três pontos para o Palmeiras. Nos minutos finais, o jogo permaneceu movimentado, com chances para ambos os lados, incluindo um chute de Allan que acertou a trave de Brazão.
Próximos confrontos
O Palmeiras enfrentará o Mirassol fora de casa, neste domingo (9), às 20h30 (de Brasília), no Estádio José Campos Maia.
O Santos terá um desafio ainda maior, encarando o Flamengo no Maracanã, também no domingo (9), às 18h30 (de Brasília).
FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS 2 X 0 SANTOS
Competição: Campeonato Brasileiro (32ª rodada)
Local: Allianz Parque, São Paulo (SP)
Data: 06 de novembro de 2025 (quinta-feira)
Horário: 21h30 (de Brasília)
Público: 41.167 torcedores Renda: R$ 2.733.570,00
Arbitragem:
- Árbitro: Raphael Claus (SP)
- Assistentes: Danilo Ricardo Simon Manis (SP) e Alex Ang Ribeiro (SP)
- Quarto árbitro: Fabiano Monteiro dos Santos (SP)
- VAR: Wagner Reway (SC)
Gols: Vitor Roque, aos 21′ do primeiro tempo e aos 34′ do 2º tempo (Palmeiras)
Cartões Amarelos:
- Palmeiras: Flaco López
- Santos: Zé Rafael, Mayke
PALMEIRAS: Carlos Miguel; Khellven (Giay), Gómez, Bruno Fuchs e Piquerez; Emiliano Martínez (Raphael Veiga), Andreas Pereira, Mauricio (Allan) e Ramón Sosa (Felipe Anderson); Flaco López e Vitor Roque (Facundo Torres).Técnico: Abel Ferreira
SANTOS: Gabriel Brazão; Willian Arão, Zé Ivaldo e Alexis Duarte; Mayke (Guilherme), Zé Rafael (João Schmidt), Victor Hugo e Souza; Barreal (Rollheiser); Robinho Jr. (Caballero) e Lautaro Díaz (Thaciano). Técnico: Juan Pablo Vojvoda
Fonte: Esportes
Esportes
O jogo acaba. O “nós contra eles”, não
;
A Copa do Mundo está chegando ao fim justamente quando o Brasil entra na fase mais sensível de uma eleição presidencial atravessada por um país em estado de tensão. Não é apenas coincidência de calendário. É um contraste revelador. Durante algumas semanas, a camisa da Seleção cria uma identidade coletiva rara em um país profundamente dividido. O gol faz desconhecidos se abraçarem sem perguntar em quem o outro votou. A comemoração não pede carteira de filiação partidária. O canto da torcida dispensa declaração de posicionamento ideológico.
Por alguns dias, o Brasil lembra que ainda consegue compartilhar emoções antes de compartilhar convicções. A Copa não resolve nossas fraturas. Apenas decreta um breve cessar-fogo na guerra permanente em que transformamos a política. Talvez esse seja o maior constrangimento da política brasileira: um gol ainda consegue unir o que a própria política insiste em separar.
O problema é que o Brasil que reaparece depois da Copa não é um país leve. É um país desconfiado, intoxicado pela lógica do “nós contra eles” e marcado por anos de rupturas políticas. Já tivemos impeachment, prisão de ex-presidentes, uma eleição atravessada por uma facada, contestação do resultado das urnas, tentativa de golpe de Estado, entre outros fatos. Não é pouca coisa. Em menos de uma década, passamos a tratar a derrota eleitoral como uma tragédia nacional e a ruptura entre brasileiros como um efeito colateral aceitável.
A democracia brasileira não chega a 2026 apenas dividida. Chega com um número cada vez maior de brasileiros convencidos de que quem pensa diferente representa um perigo. O problema não começa quando dois lados pensam diferente. Começa quando um deles conclui que o outro perdeu o direito de pensar diferente. A partir daí convencer deixa de ser o objetivo. Basta derrotá-lo, calá-lo ou expulsá-lo do debate.
É justamente aí que a Copa encontra a política brasileira. Na Copa, o brasileiro sofre, reclama, critica o técnico, promete nunca mais assistir, mas sabe que haverá outro campeonato. A derrota dói, mas não vira certidão de óbito do país. Na eleição polarizada, acontece o oposto. O resultado deixa de ser uma alternância natural da democracia e passa a ser tratado como um apocalipse. Se o meu lado perde, acabou o Brasil. Se o outro vence, a tragédia já estava anunciada. A política brasileira parece ter encontrado no medo o seu cabo eleitoral mais eficiente. Em 2026, não basta prometer um futuro melhor. É preciso convencer o eleitor de que o futuro do outro será insuportável.
Não por acaso, pesquisas recentes mostram que a disputa presidencial já não se organiza apenas em torno da preferência do eleitor, mas também do medo da vitória do adversário. Em levantamento recente, brasileiros foram perguntados qual resultado lhes causaria maior preocupação: uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro ou a reeleição de Lula. O dado diz muito. Em vez de escolher quem parece mais capaz de conduzir o país, uma parcela do eleitorado já vota pensando em quem precisa ser impedido de governar. Quando o medo ocupa o centro da disputa, a esperança deixa de pedir voto e passa a disputar espaço com o pânico.
Talvez a maior lição da Copa seja justamente aquela que a política brasileira parece ter desaprendido: adversário não é inimigo. No futebol, ninguém propõe acabar com o time rival para conquistar o título. Pelo contrário. Sem adversário, não há jogo, não há campeonato e não há campeão. Na democracia deveria valer a mesma regra. Mas a polarização resolveu fazer uma inovação curiosa: quer preservar a democracia eliminando justamente aquilo que a torna possível, a existência de quem pensa diferente. O adversário virou ameaça, o voto virou julgamento moral e a divergência passou a ser tratada como defeito de caráter. E, quando isso acontece, a eleição deixa de escolher governantes para começar a escolher quem merece pertencer ao país.
A Copa termina, mas deixa uma provocação para a política brasileira. O campeonato acaba. A democracia, felizmente, não. Ela continua na conversa entre vizinhos, no trabalho, nas reuniões de família e em todos os lugares onde seguimos convivendo com quem votou diferente. É justamente aí que futebol e política deixam de jogar a mesma partida.
No futebol, o VAR revisa o lance e, confirmada a decisão, o jogo segue. Na política, há sempre quem queira rever o lance mais uma vez, como se um novo replay tivesse o poder de mudar um resultado já homologado, apenas porque o placar não saiu como a “torcida” esperava. No futebol, isso é apenas inconformismo. Na política, é a recusa em aceitar que o apito final também vale para as eleições. É assim que o “nós contra eles” continua sendo o único vencedor, independentemente de quem vença nas urnas.
Christiany Fonseca é Cientista Política e Doutora em Sociologia pela UFSCar
-
Cultura7 dias atrásCidade de Pesqueira (PE) recebe festival dedicado à cultura do estado
-
Entretenimento5 dias atrásDeborah Secco curte passeio de barco em Noronha com a filha e declara: ‘Apaixonada’
-
Cuiabá5 dias atrásMais de 60 mil alunos voltam às aulas; veja como evitar congestionamentos
-
Economia4 dias atrásVárzea Grande realiza 1º Open de Vôlei para fortalecer o esporte e a inclusão social
-
Entretenimento5 dias atrásArthur Aguiar e Jheny Santucci oficializam união com festa intimista: ‘Enfim casados’
-
Política6 dias atrásMedidas provisórias sobre transporte, diesel, chuvas e aviação são prorrogadas
-
Mato Grosso6 dias atrásTJMT autoriza busca de bens em nome de esposa de homem que devia pensão a quatro filhos desde 2010
-
Política6 dias atrásQuatro medidas provisórias perdem validade em julho, duas sobre o diesel
