Esportes
Virada eletrizante: Botafogo vence o Sport por 3 a 2 e consolida vaga no G5 do Brasileirão
Esportes
;
Em um duelo repleto de emoções e reviravoltas, o Botafogo superou o Sport por 3 a 2 na noite desta terça-feira, no Estádio Nilton Santos, em partida que abriu a 34ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com gols de Artur e dois de Kadir, o Alvinegro conseguiu uma vitória crucial, garantindo provisoriamente a quinta colocação na tabela e se mantendo firme na briga por uma vaga na Libertadores. O Sport, apesar da garra, viu Léo Pereira e Rafael Thyere balançarem as redes, mas sofreu mais uma derrota de virada.
Ainda que já rebaixado, o Sport entrou em campo determinado a deixar uma boa impressão. Ignorando a lanterna da competição, o Leão pernambucano surpreendeu o Botafogo no primeiro tempo. Aos 13 minutos, em um contra-ataque veloz, Lucas Lima lançou Léo Pereira em profundidade, que dominou e finalizou com precisão para abrir o placar.
O time carioca mostrava dificuldades em se impor, mesmo jogando em casa, e o Sport aproveitou. Aos 27, após cobrança de escanteio de Lucas Lima, Rafael Thyere subiu mais alto que a defesa e cabeceou para ampliar a vantagem, deixando o placar em 2 a 0 para os visitantes. O susto, no entanto, serviu para despertar o Botafogo. Dois minutos depois do segundo gol, Alex Telles cruzou da esquerda e Artur, sem chances para o goleiro Gabriel, diminuiu a diferença, acendendo a esperança da torcida.
Na volta para a segunda etapa, o Botafogo exibiu uma postura mais ofensiva, enquanto o Sport recuou e apostou nos contra-ataques. A pressão alvinegra surtiu efeito rapidamente. Aos 12 minutos, em uma bela triangulação, Savarino tocou para Danilo, que deu uma assistência de calcanhar para Kadir. O atacante panamenho dominou no peito e chutou de direita, empatando o jogo e incendiando o Nilton Santos.
O restante da partida foi um misto de drama e intensidade. Sob uma forte chuva, as equipes criaram e desperdiçaram oportunidades claras. Quando o empate parecia consolidado, Kadir brilhou novamente. Aos 49 minutos, nos acréscimos, o atacante marcou um golaço, selando a virada e a vitória do Botafogo. Esta é a terceira partida consecutiva em que o Sport abre o placar e acaba sofrendo a virada, um reflexo da difícil campanha no campeonato.
Com o resultado, o Botafogo alcança 55 pontos, assumindo a quinta posição. Contudo, a equipe ainda aguarda o resultado do jogo do Bahia nesta quinta-feira, que pode tirá-lo do G5. Para o Sport, a derrota mantém a equipe na zona de rebaixamento, com apenas 17 pontos.
Próximos Confrontos:
- Botafogo: Enfrenta o Grêmio em casa, no sábado (22), às 19h30, no Estádio Nilton Santos.
- Sport: Viaja para Recife para jogar contra o Vitória, no domingo (23), às 18h30, na Ilha do Retiro.
FICHA TÉCNICA
Botafogo 3 x 2 Sport
- Competição: 34ª rodada do Campeonato Brasileiro
- Local: Estádio Nilton Santos, Rio de Janeiro (RJ)
- Data: 18 de novembro de 2025 (Terça-feira)
- Horário: 20h30 (horário de Brasília)
Cartões Amarelos:
- Botafogo: Alex Telles, Kadir
- Sport: Lucas Kal, Gabriel, Aderlan
Arbitragem:
- Árbitro: Bruno Pereira Vasconcelos (BA)
- Assistentes: Eduardo Gonçalves da Cruz (MS) e Daniella Coutinho Pinto (BA)
- VAR: Heber Roberto Lopes (SC)
Gols:
- Sport: Léo Pereira, aos 13′ do 1ºT
- Sport: Rafael Thyere, aos 27′ do 1ºT
- Botafogo: Artur, aos 29′ do 1ºT
- Botafogo: Kadir, aos 12′ do 2ºT
- Botafogo: Kadir, aos 49′ do 2ºT
BOTAFOGO:
- Time inicial: Léo Linck; Vitinho (Mateo Ponte), Alexander Barboza, David Ricardo e Alex Telles (Cuiabano); Danilo, Marlon Freitas e Jefferson Savarino (Montoro); Artur, Chris Ramos (Kadir) e Jeffinho.
- Técnico: Davide Ancelotti.
SPORT:
- Time inicial: Gabriel; Aderlan, Rafael Thyere, Lucas Kal (Sérgio Oliveira) e Igor Cariús; Luan Cândido, Christian Rivera e Lucas Lima; Léo Pereira (Kevyson), Matheusinho (Hyoran) e Pablo (Romarinho).
- Técnico: César Lucena.
Fonte: Esportes
Esportes
O jogo acaba. O “nós contra eles”, não
;
A Copa do Mundo está chegando ao fim justamente quando o Brasil entra na fase mais sensível de uma eleição presidencial atravessada por um país em estado de tensão. Não é apenas coincidência de calendário. É um contraste revelador. Durante algumas semanas, a camisa da Seleção cria uma identidade coletiva rara em um país profundamente dividido. O gol faz desconhecidos se abraçarem sem perguntar em quem o outro votou. A comemoração não pede carteira de filiação partidária. O canto da torcida dispensa declaração de posicionamento ideológico.
Por alguns dias, o Brasil lembra que ainda consegue compartilhar emoções antes de compartilhar convicções. A Copa não resolve nossas fraturas. Apenas decreta um breve cessar-fogo na guerra permanente em que transformamos a política. Talvez esse seja o maior constrangimento da política brasileira: um gol ainda consegue unir o que a própria política insiste em separar.
O problema é que o Brasil que reaparece depois da Copa não é um país leve. É um país desconfiado, intoxicado pela lógica do “nós contra eles” e marcado por anos de rupturas políticas. Já tivemos impeachment, prisão de ex-presidentes, uma eleição atravessada por uma facada, contestação do resultado das urnas, tentativa de golpe de Estado, entre outros fatos. Não é pouca coisa. Em menos de uma década, passamos a tratar a derrota eleitoral como uma tragédia nacional e a ruptura entre brasileiros como um efeito colateral aceitável.
A democracia brasileira não chega a 2026 apenas dividida. Chega com um número cada vez maior de brasileiros convencidos de que quem pensa diferente representa um perigo. O problema não começa quando dois lados pensam diferente. Começa quando um deles conclui que o outro perdeu o direito de pensar diferente. A partir daí convencer deixa de ser o objetivo. Basta derrotá-lo, calá-lo ou expulsá-lo do debate.
É justamente aí que a Copa encontra a política brasileira. Na Copa, o brasileiro sofre, reclama, critica o técnico, promete nunca mais assistir, mas sabe que haverá outro campeonato. A derrota dói, mas não vira certidão de óbito do país. Na eleição polarizada, acontece o oposto. O resultado deixa de ser uma alternância natural da democracia e passa a ser tratado como um apocalipse. Se o meu lado perde, acabou o Brasil. Se o outro vence, a tragédia já estava anunciada. A política brasileira parece ter encontrado no medo o seu cabo eleitoral mais eficiente. Em 2026, não basta prometer um futuro melhor. É preciso convencer o eleitor de que o futuro do outro será insuportável.
Não por acaso, pesquisas recentes mostram que a disputa presidencial já não se organiza apenas em torno da preferência do eleitor, mas também do medo da vitória do adversário. Em levantamento recente, brasileiros foram perguntados qual resultado lhes causaria maior preocupação: uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro ou a reeleição de Lula. O dado diz muito. Em vez de escolher quem parece mais capaz de conduzir o país, uma parcela do eleitorado já vota pensando em quem precisa ser impedido de governar. Quando o medo ocupa o centro da disputa, a esperança deixa de pedir voto e passa a disputar espaço com o pânico.
Talvez a maior lição da Copa seja justamente aquela que a política brasileira parece ter desaprendido: adversário não é inimigo. No futebol, ninguém propõe acabar com o time rival para conquistar o título. Pelo contrário. Sem adversário, não há jogo, não há campeonato e não há campeão. Na democracia deveria valer a mesma regra. Mas a polarização resolveu fazer uma inovação curiosa: quer preservar a democracia eliminando justamente aquilo que a torna possível, a existência de quem pensa diferente. O adversário virou ameaça, o voto virou julgamento moral e a divergência passou a ser tratada como defeito de caráter. E, quando isso acontece, a eleição deixa de escolher governantes para começar a escolher quem merece pertencer ao país.
A Copa termina, mas deixa uma provocação para a política brasileira. O campeonato acaba. A democracia, felizmente, não. Ela continua na conversa entre vizinhos, no trabalho, nas reuniões de família e em todos os lugares onde seguimos convivendo com quem votou diferente. É justamente aí que futebol e política deixam de jogar a mesma partida.
No futebol, o VAR revisa o lance e, confirmada a decisão, o jogo segue. Na política, há sempre quem queira rever o lance mais uma vez, como se um novo replay tivesse o poder de mudar um resultado já homologado, apenas porque o placar não saiu como a “torcida” esperava. No futebol, isso é apenas inconformismo. Na política, é a recusa em aceitar que o apito final também vale para as eleições. É assim que o “nós contra eles” continua sendo o único vencedor, independentemente de quem vença nas urnas.
Christiany Fonseca é Cientista Política e Doutora em Sociologia pela UFSCar
-
Cultura7 dias atrásCidade de Pesqueira (PE) recebe festival dedicado à cultura do estado
-
Cuiabá5 dias atrásMais de 60 mil alunos voltam às aulas; veja como evitar congestionamentos
-
Economia4 dias atrásVárzea Grande realiza 1º Open de Vôlei para fortalecer o esporte e a inclusão social
-
Entretenimento5 dias atrásDeborah Secco curte passeio de barco em Noronha com a filha e declara: ‘Apaixonada’
-
Política6 dias atrásMedidas provisórias sobre transporte, diesel, chuvas e aviação são prorrogadas
-
Entretenimento5 dias atrásArthur Aguiar e Jheny Santucci oficializam união com festa intimista: ‘Enfim casados’
-
Economia6 dias atrásVisitas técnicas orientam produtores rurais e fortalecem o cultivo de hortaliças em Várzea Grande
-
Cuiabá4 dias atrásFinal do rodeio da 58ª Expoagro premia competidores e define campeões da etapa
