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Com apoio da Secel, final da Taça das Favelas ocorre no sábado (13)

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A final da Taça das Favelas – Edição Mato Grosso 2025, que terá a disputa do time feminino do Dr. Fábio e do Novo Colorado, e do masculino entre Pascoal Ramos e o Mapim, ocorre neste sábado (13.9), a partir das 17h, no estádio Dito Souza, em Várzea Grande.

Com patrocínio da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (Secel), o evento visa promover o orgulho e a inclusão social das comunidades.

As meninas do Dr. Fábio conseguiram chegar à final depois de um o jogo difícil contra a seleção do Três Barras, que foi para a disputa nos pênaltis, faturando a partida por 5 a 4. Já as atletas do Novo Colorado conseguiram chegar à final após disputar a partida contra o CPA 4.

Entre os times masculinos, os meninos do Pascoal Ramos chegaram à final após derrotar o Novo Terceiro por 1 a 0. O Mapim fez o mesmo e deixou o Jardim Florianópolis para trás também por 1 a 0.

No último sábado (6), foi realizado o “peneirão” para a escolha dos atletas que vão formar as seleções masculina e feminina de Mato Grosso para disputar a etapa nacional da competição, a partir do dia 2 de outubro, em São Paulo.

A Taça das Favelas reuniu jovens de 14 a 17 anos, sendo uma vitrine de talentos e uma poderosa ferramenta de transformação social por meio do esporte.

A entrada do evento é gratuita.

Serviço | Final da Taça das Favelas – Edição Mato Grosso 2025
Data: Sábado (13.9)
Horário: A partir das 17h
Local: Estádio Dito Souza – Várzea Grande

Fonte: Governo MT – MT

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Escravidão e memória histórica são tema de webinar do MPMT

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Em diálogo com a agenda internacional de direitos humanos, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, nesta quarta-feira (22), um webinar dedicado à reflexão crítica sobre a escravidão e o tráfico transatlântico de pessoas escravizadas. A iniciativa destacou a centralidade da memória histórica como elemento fundamental na promoção da igualdade racial e na defesa dos direitos humanos.O webinar foi idealizado pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), Escola Institucional do MPMT. O objetivo foi fomentar o debate qualificado sobre os impactos históricos e contemporâneos da escravidão na sociedade brasileira.A palestra central foi ministrada pela escritora e imortal da Academia Brasileira de Letras Ana Maria Gonçalves, que apresentou uma abordagem acadêmica e reflexiva sobre os silêncios presentes nos registros oficiais da escravidão e seus desdobramentos na realidade social contemporânea.Segundo a autora, refletir sobre a escravidão exige compreendê-la como um processo cujos efeitos permanecem ativos no presente. “Quando a gente pensa na escravidão apenas como um episódio encerrado, perde a dimensão de como ela continua estruturando desigualdades e violências que atravessam o nosso tempo”, pontuou.Durante a exposição, Ana Maria Gonçalves apresentou conceitos desenvolvidos por pensadoras negras, como a fabulação crítica e a noção de rastro da escravidão. A partir dessas referências, destacou como a história oficial apagou trajetórias de pessoas negras e como a literatura e a pesquisa podem contribuir para a reconstrução dessas narrativas.Ao relatar o processo de criação do romance “Um defeito de cor”, a escritora explicou que a escassez de registros sobre mulheres negras escravizadas demanda um trabalho rigoroso de investigação e imaginação responsável. “Escrever essas histórias é uma forma de enfrentar a violência do arquivo e afirmar que essas vidas existiram, mesmo quando os documentos tentaram silenciá-las”, destacou.O procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira, titular Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, atuou como debatedor do evento e ressaltou a importância do debate no âmbito do Ministério Público e o papel das instituições públicas na construção de uma sociedade comprometida com o enfrentamento do racismo.“A obra da professora Ana Maria Gonçalves não me ensinou apenas a não ser racista, mas, sobretudo, a ser antirracista, a partir da força da sua escrita e da história que ela escolheu narrar”, afirmou o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira.Reconhecimento – Considerado a principal obra de Ana Maria Gonçalves, o romance “Um defeito de cor” venceu o Prêmio Casa de las Américas, em 2007, e foi eleito o melhor livro da literatura brasileira do século 21 por júri da Folha de S.Paulo. A obra narra a trajetória de Kehinde, mulher negra sequestrada ainda criança no Reino do Daomé e trazida ao Brasil para ser escravizada na Ilha de Itaparica, na Bahia.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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