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Conselho de Turismo aprova R$ 850 mil para impulsionar o setor em Mato Grosso

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O Conselho Estadual de Desenvolvimento de Turismo (Cedtur), presidido pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), aprovou o aporte de R$ 850 mil em projetos estratégicos para fortalecer e diversificar a atividade turística em Mato Grosso. A decisão foi tomada durante a 10ª Reunião Extraordinária, na quarta-feira (13.8), na Sedec.

O montante será destinado a três iniciativas prioritárias. A primeira é o aporte de R$ 300 mil para a realização do 1º Festival de Pesca em Várzea Grande, evento voltado para impulsionar o turismo local, incentivar a pesca esportiva, valorizar comunidades ribeirinhas e aquecer a economia do município.

Também foi aprovada a destinação de R$ 200 mil para contratar consultoria técnica especializada na elaboração do projeto básico e executivo de sinalização turística de Nobres, reforçando a experiência do visitante e consolidando a cidade como referência em turismo de natureza.

A maior fatia do investimento, R$ 350 mil, será aplicada na implantação do projeto de sinalização turística do Geopark Chapada dos Guimarães, que prevê padronizar a comunicação visual nos acessos e atrativos, garantindo segurança, acessibilidade e valorização do patrimônio natural e cultural.

Para a secretária adjunta de Turismo, Maria Leticia Arruda, os recursos demonstram o compromisso do Governo de Mato Grosso com um turismo sustentável e competitivo.

“Esses projetos mostram que estamos atentos às necessidades dos municípios e comprometidos em transformar o potencial turístico em oportunidades concretas de crescimento econômico e geração de renda para as comunidades”, afirmou.

O encontro também apresentou o plano “Turismo de Mato Grosso: Crescimento, Conexões e Oportunidades”, que ressalta o momento estratégico vivido pelo Estado para ampliar sua presença nos mercados e se consolidar como destino de relevância nacional e internacional.

Fazem parte do Cedtur outros 13 órgãos do Governo do Estado e 14 entidades vinculadas à iniciativa privada.

*Sob supervisão de Débora Siqueira

Fonte: Governo MT – MT

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Escravidão e memória histórica são tema de webinar do MPMT

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Em diálogo com a agenda internacional de direitos humanos, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, nesta quarta-feira (22), um webinar dedicado à reflexão crítica sobre a escravidão e o tráfico transatlântico de pessoas escravizadas. A iniciativa destacou a centralidade da memória histórica como elemento fundamental na promoção da igualdade racial e na defesa dos direitos humanos.O webinar foi idealizado pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), Escola Institucional do MPMT. O objetivo foi fomentar o debate qualificado sobre os impactos históricos e contemporâneos da escravidão na sociedade brasileira.A palestra central foi ministrada pela escritora e imortal da Academia Brasileira de Letras Ana Maria Gonçalves, que apresentou uma abordagem acadêmica e reflexiva sobre os silêncios presentes nos registros oficiais da escravidão e seus desdobramentos na realidade social contemporânea.Segundo a autora, refletir sobre a escravidão exige compreendê-la como um processo cujos efeitos permanecem ativos no presente. “Quando a gente pensa na escravidão apenas como um episódio encerrado, perde a dimensão de como ela continua estruturando desigualdades e violências que atravessam o nosso tempo”, pontuou.Durante a exposição, Ana Maria Gonçalves apresentou conceitos desenvolvidos por pensadoras negras, como a fabulação crítica e a noção de rastro da escravidão. A partir dessas referências, destacou como a história oficial apagou trajetórias de pessoas negras e como a literatura e a pesquisa podem contribuir para a reconstrução dessas narrativas.Ao relatar o processo de criação do romance “Um defeito de cor”, a escritora explicou que a escassez de registros sobre mulheres negras escravizadas demanda um trabalho rigoroso de investigação e imaginação responsável. “Escrever essas histórias é uma forma de enfrentar a violência do arquivo e afirmar que essas vidas existiram, mesmo quando os documentos tentaram silenciá-las”, destacou.O procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira, titular Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, atuou como debatedor do evento e ressaltou a importância do debate no âmbito do Ministério Público e o papel das instituições públicas na construção de uma sociedade comprometida com o enfrentamento do racismo.“A obra da professora Ana Maria Gonçalves não me ensinou apenas a não ser racista, mas, sobretudo, a ser antirracista, a partir da força da sua escrita e da história que ela escolheu narrar”, afirmou o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira.Reconhecimento – Considerado a principal obra de Ana Maria Gonçalves, o romance “Um defeito de cor” venceu o Prêmio Casa de las Américas, em 2007, e foi eleito o melhor livro da literatura brasileira do século 21 por júri da Folha de S.Paulo. A obra narra a trajetória de Kehinde, mulher negra sequestrada ainda criança no Reino do Daomé e trazida ao Brasil para ser escravizada na Ilha de Itaparica, na Bahia.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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