Mato Grosso

Crédito da Desenvolve MT viabiliza abertura de nova clínica odontológica

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Transformar amizade em sociedade e sonhos em negócio foi o desafio que deu início à clínica odontológica Bem Bucal, em Cuiabá. Idealizada pela dentista Daniele Ferronato, a clínica nasceu de uma relação de confiança construída ao longo de décadas e se fortaleceu com a chegada da Desenvolve MT, que possibilitou estruturar o empreendimento para atender mais pessoas com qualidade.

A história da Bem Bucal é marcada por planejamento e cuidado. Daniele e sua sócia transformaram conversas casuais em um projeto concreto. A afinidade entre elas se traduziu em decisões assertivas, desde o conceito do negócio até a escolha do nome da clínica. O resultado foi a criação de uma marca que representa movimento, acolhimento e proximidade, refletindo a forma como elas queriam receber seus pacientes com o foco na saúde.

Ao pensar na identidade do empreendimento, a odontóloga buscou trazer algo que fosse além de uma clínica comum. Com isso, a marca passou a carregar não apenas a imagem de um consultório odontológico, mas também o símbolo de um espaço de cuidado e respeito.

O modelo de atendimento foi estruturado para unir qualidade técnica e viabilidade financeira. Daniele destaca que a proposta da Bem Bucal é atender principalmente os públicos C e D, oferecendo tratamentos de estética e saúde bucal que muitas vezes parecem distantes dessa parcela da população. “Nosso público é o C e D.Nós viabilizamos tratamentos para quem mais precisa, porque acreditamos que todos têm o direito a um bom atendimento odontológico”, afirma a dentista.

Para transformar esse projeto em realidade e torná-lo financeiramente viável, a clínica contou com o apoio da Desenvolve MT. A instituição ofereceu condições de crédito que possibilitaram investir em estrutura, mão-de-obra e equipamentos, garantindo maior competitividade em um mercado exigente. “Fizemos alguns ajustes no CNPJ, e iniciamos o processo com a Desenvolve MT e o que eu gostei é que, diferente de banco normal. A equipe ensina como a gente tem que fazer, orienta cada etapa”, conta Daniele.

Esse suporte foi essencial para que a Bem Bucal pudesse ampliar sua capacidade de atendimento, investindo em tecnologia e oferecendo um ambiente moderno e acessível.

“O crédito foi liberado 30% para capital de giro e o restante foi para investimento, pagar prestadores de serviços e quitar o que tínhamos deixado para o final da obra. Mas a maior parte mesmo foi para os móveis, porque foi o que mais encareceu e demorou para ficar pronto. Chegou uma hora que faltou dinheiro e foi aí que o crédito entrou, principalmente para essa parte”, explica Daniele.

*Com supervisão de Livia Rabani

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Mulheres da Cadeia Pública Feminina de Cáceres transformam vivências em versos

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Vista de cima, uma mulher de blusa rosa escreve em um caderno de capa vermelha. Na mesa de vidro, há folhas impressas e os livros “Aqui, escrever não é tarefa, é respiro, é desabafo que sangra em palavras.” Os versos são de uma mulher privada de liberdade na Cadeia Pública Feminina de Cáceres e foram apresentados nesta quarta-feira (3) durante a capacitação virtual Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena, promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT).

A professora Eliene Rocha Pereira apresentou as boas práticas do projeto “Remição pela Leitura: eu, leitora de mundo dentro dos muros”, desenvolvido junto com a professora Aline Aparecida Rocha. A iniciativa transforma os relatos de vida das detentas em poesia e, segundo Eliene, surpreendeu até as próprias participantes. “Esse trabalho mostrou que as meninas têm potencial para fazer as coisas. Quando eu mostrei o resultado para elas, foi uma satisfação muito grande ver que gostaram”, contou a professora durante a apresentação.

Inspiração e metodologia

O projeto nasceu inspirado na escritora Carolina Maria de Jesus, autora de Quarto de Despejo, que registrou em palavras a dureza de sua vida na favela. As detentas se identificaram com a trajetória da escritora a ponto de manifestarem interesse em ler o livro, desejo que ainda não foi possível atender.

O trabalho seguiu cinco etapas: apresentação do projeto e diálogo sobre a importância da escrita; leitura e reflexão sobre as obras de Carolina Maria de Jesus; produção de relatos sobre experiências de vida dentro e fora da prisão; transformação dos relatos em poesias com o apoio de inteligência artificial; e socialização dos poemas em eventos e murais pedagógicos.

Eliene explicou que organizou e corrigiu os textos produzidos pelas participantes, preservando os pensamentos e a voz de cada uma. “Eu dei uma organizada no texto, porque elas erravam muitas palavras, mas os pensamentos e a história delas foram mantidos”, disse.

A voz que não se cala

Um dos poemas apresentados, de autora identificada como E. S. Freitas, retrata com força a convivência no sistema prisional, a desconfiança, a solidão, as hierarquias invisíveis e, ao mesmo tempo, a resistência e o aprendizado. Em seus versos, a autora escreve sobre conhecer sotaques e culturas de diferentes estados, sobre não abaixar a cabeça e não perder a humanidade: “Essa é minha voz ecoando entre muros que tentam calar, mas não consegue.”

Para Eliene, o significado do projeto vai além da escrita. “Esse projeto quer mostrar que mesmo dentro dos muros da prisão existem histórias importantes que precisam ser contadas e ouvidas”, afirmou.

Sobre a capacitação

A capacitação Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena é uma realização conjunta do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF/TJMT), da Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos (Coeja/Seduc-MT) e do Núcleo de Educação no Sistema Penitenciário (NESP/Sejus-MT). A coordenação está a cargo do juiz auxiliar do GMF, Pierro de Faria Mendes.

O evento tem como objetivo capacitar professores, pedagogos e outros profissionais para a implementação de práticas de leitura no sistema prisional, em alinhamento com o Plano Nacional de Fomento à Leitura no Sistema Prisional e com a Resolução CNJ nº 391/2021.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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