Mato Grosso
Estudante da rede estadual passa em 1º lugar para Medicina na UFMT: “o Pré-Enem Digit@l MT foi fundamental”, afirma
Mato Grosso
A estudante Maria Gabrielly Caldeira Primo, de 21 anos, egressa da Escola Estadual Professor João Batista, foi aprovada em primeiro lugar para Medicina na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), campus de Sinop.
Após três anos de preparação, ela destacou a importância da persistência. “A maior dificuldade foi estudar longe dos meus pais, me sentia muito sozinha. O que fez diferença foram os simulados constantes. Ver meu nome na lista foi a realização de um sonho”, disse. Maria Gabrielly alcançou 960 pontos na redação.
Além de Maria Gabrielly, vários estudantes da rede estadual de ensino de Mato Grosso foram aprovados no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2026. Eles participaram do Pré-Enem Digit@l, programa da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) voltado à preparação gratuita para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que vem se consolidando como uma das principais ferramentas de apoio aos alunos da rede pública.
Arnaldo Rodrigues da Silva, egresso da Escola Estadual Militar Tiradentes Major PM Ernestino Veríssimo da Silva, foi aprovado no curso de Matemática da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR). Ele destacou que a conquista do 1º lugar é resultado da preparação ao longo de todo o Ensino Médio.
“Foi gratificante ver meu nome na lista. A base veio das aulas e do esforço contínuo, mesmo conciliando pouco tempo para estudar”, afirmou. Com 940 pontos na redação, Arnaldo disse que escolheu a UFR pelo prestígio acadêmico e pelas boas referências sobre a instituição.
Outra aprovada é Luíza Vitória Rezende Abreu dos Santos, de 18 anos, classificada em 16º para Engenharia Sanitária e Ambiental, na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Ela ficou na 16ª posição entre 33 vagas.
“Fiquei muito feliz e emocionada por ter conseguido ser aprovada em uma universidade federal. Estudei durante todo o ensino médio, fiz cursos preparatórios e participei do Pré-Enem da Seduc. As aulas mais didáticas e interativas fizeram toda a diferença”, afirmou. Luíza obteve 760 pontos na redação.
Outro destaque é a estudante Karollinne Ramos de Souza, de 17 anos, aprovada no curso de Agronomia da Unemat, em Nova Canaã do Norte, também atribui o resultado à preparação contínua. “Sempre quis fazer Agronomia. Fiz o Pré-Enem da Seduc e estudei sozinha ao longo do ano. A maior dificuldade foi o medo de esquecer o conteúdo, mas os simulados ajudaram muito”, contou. Ela alcançou 540 pontos na redação.
“O Pré-Enem Digital democratiza o acesso à preparação de qualidade e mostra que, com investimento, estratégia pedagógica e dedicação dos estudantes, é possível transformar realidades e garantir acesso ao ensino superior público”, destacou o secretário de Estado de Educação, Alan Porto.
O Pré-Enem Digit@l, da Seduc, atendeu mais de 27 mil estudantes do 3º ano do Ensino Médio e da Educação de Jovens e Adultos. Em 2025, o programa disponibilizou 827 videoaulas, somando 632 horas de conteúdo, além de 468 aulões aos sábados, 52 aulões itinerantes e 104 oficinas de redação, com foco no aprimoramento da escrita.
Já o Sisu 2026 ofereceu mais de 247 mil vagas em 136 instituições públicas, distribuídas em cerca de 7,3 mil cursos. A edição permitiu considerar automaticamente a melhor nota do Enem entre 2023, 2024 e 2025, desde que o candidato não tenha zerado a redação nem participado como treineiro.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Mulheres da Cadeia Pública Feminina de Cáceres transformam vivências em versos
“Aqui, escrever não é tarefa, é respiro, é desabafo que sangra em palavras.” Os versos são de uma mulher privada de liberdade na Cadeia Pública Feminina de Cáceres e foram apresentados nesta quarta-feira (3) durante a capacitação virtual Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena, promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT).
A professora Eliene Rocha Pereira apresentou as boas práticas do projeto “Remição pela Leitura: eu, leitora de mundo dentro dos muros”, desenvolvido junto com a professora Aline Aparecida Rocha. A iniciativa transforma os relatos de vida das detentas em poesia e, segundo Eliene, surpreendeu até as próprias participantes. “Esse trabalho mostrou que as meninas têm potencial para fazer as coisas. Quando eu mostrei o resultado para elas, foi uma satisfação muito grande ver que gostaram”, contou a professora durante a apresentação.
Inspiração e metodologia
O projeto nasceu inspirado na escritora Carolina Maria de Jesus, autora de Quarto de Despejo, que registrou em palavras a dureza de sua vida na favela. As detentas se identificaram com a trajetória da escritora a ponto de manifestarem interesse em ler o livro, desejo que ainda não foi possível atender.
O trabalho seguiu cinco etapas: apresentação do projeto e diálogo sobre a importância da escrita; leitura e reflexão sobre as obras de Carolina Maria de Jesus; produção de relatos sobre experiências de vida dentro e fora da prisão; transformação dos relatos em poesias com o apoio de inteligência artificial; e socialização dos poemas em eventos e murais pedagógicos.
Eliene explicou que organizou e corrigiu os textos produzidos pelas participantes, preservando os pensamentos e a voz de cada uma. “Eu dei uma organizada no texto, porque elas erravam muitas palavras, mas os pensamentos e a história delas foram mantidos”, disse.
A voz que não se cala
Um dos poemas apresentados, de autora identificada como E. S. Freitas, retrata com força a convivência no sistema prisional, a desconfiança, a solidão, as hierarquias invisíveis e, ao mesmo tempo, a resistência e o aprendizado. Em seus versos, a autora escreve sobre conhecer sotaques e culturas de diferentes estados, sobre não abaixar a cabeça e não perder a humanidade: “Essa é minha voz ecoando entre muros que tentam calar, mas não consegue.”
Para Eliene, o significado do projeto vai além da escrita. “Esse projeto quer mostrar que mesmo dentro dos muros da prisão existem histórias importantes que precisam ser contadas e ouvidas”, afirmou.
Sobre a capacitação
A capacitação Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena é uma realização conjunta do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF/TJMT), da Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos (Coeja/Seduc-MT) e do Núcleo de Educação no Sistema Penitenciário (NESP/Sejus-MT). A coordenação está a cargo do juiz auxiliar do GMF, Pierro de Faria Mendes.
O evento tem como objetivo capacitar professores, pedagogos e outros profissionais para a implementação de práticas de leitura no sistema prisional, em alinhamento com o Plano Nacional de Fomento à Leitura no Sistema Prisional e com a Resolução CNJ nº 391/2021.
Autor: Roberta Penha
Fotografo: Alair Ribeiro
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
-
Várzea Grande20 horas atrásMegaFeirão da RSJ Veículos segue até domingo e movimenta a economia de Várzea Grande
-
Política3 dias atrásSenado tem programação especial na Semana Nacional dos Arquivos
-
Polícia2 dias atrásPolícia Militar recupera caminhão roubado e prende suspeito em Carlinda
-
Cuiabá2 dias atrásPrefeitura de Cuiabá lança Portal Oferta Pública para regularização de débitos com fornecedores
-
Política3 dias atrásExperiência em Comodoro inspira debate sobre criação de banco de boas práticas na educação prisional
-
Entretenimento3 dias atrásPaolla Oliveira reflete sobre descanso e celebra retorno à rotina após férias
-
Esportes3 dias atrásAncelotti testa Rayan e Léo Pereira em último ensaio antes de amistoso contra o Egito
-
Polícia2 dias atrásForça Tática conduz três pessoas e apreende 169 tabletes de maconha em Várzea Grande
