Mato Grosso

Feira selecionada em edital da Secel promove economia criativa dos povos indígenas no Território do Xingu

Publicado em

Mato Grosso

A 2ª Feira e Exposição dos Produtos do Território Indígena do Xingu (ExpoTIX) vai promover o setor de economia criativa dos povos de diferentes regiões do Xingu, de 16 a 20 de setembro.

Contemplado no edital MT Criativo Feiras de Economia Criativa/Solidária – edição Lei Paulo Gustavo, da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), o evento será realizado no Polo Wawi, que fica na região Leste do Xingu, com área incidente no município de Querência (a 755 km da capital).

“Esse projeto ajuda a consolidar o grande potencial da economia criativa dos povos indígenas. É uma satisfação que o edital promovido pela Secel esteja viabilizando esse grande encontro de muitas trocas, saberes e de valorização do conhecimento ancestral e da produção sustentável”, destaca a superintendente de Desenvolvimento da Economia Criativa da Secel, Keiko Okamura.

Nesta edição, a ExpoTIX marca também os 30 anos da Associação Terra Indígena Xingu (ATIX), a organização que busca o fortalecimento da cultura, da produção e da autonomia dos 16 povos indígenas da região.

A cerimônia de comemoração será realizada na terça-feira (16.9), com exposição da história da ATIX, danças e torneio de arco flecha.

O evento prossegue até o próximo sábado (20), com comercialização de artesanatos, produtos da agricultura familiar e alimentos da culinária tradicional, valorizando saberes ancestrais e práticas sustentáveis.

A programação inclui ainda rodas de conversas sobre economia indígena e valores culturais, danças e cantos tradicionais, desfile e shows artísticos de talentos indígenas locais.

No encerramento haverá um grande Moitará, o ritual de troca que marca a manutenção do equilíbrio econômico e das relações de amizade entre os 16 povos xinguanos.

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Mato Grosso

Mulheres da Cadeia Pública Feminina de Cáceres transformam vivências em versos

Publicados

em

Vista de cima, uma mulher de blusa rosa escreve em um caderno de capa vermelha. Na mesa de vidro, há folhas impressas e os livros “Aqui, escrever não é tarefa, é respiro, é desabafo que sangra em palavras.” Os versos são de uma mulher privada de liberdade na Cadeia Pública Feminina de Cáceres e foram apresentados nesta quarta-feira (3) durante a capacitação virtual Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena, promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT).

A professora Eliene Rocha Pereira apresentou as boas práticas do projeto “Remição pela Leitura: eu, leitora de mundo dentro dos muros”, desenvolvido junto com a professora Aline Aparecida Rocha. A iniciativa transforma os relatos de vida das detentas em poesia e, segundo Eliene, surpreendeu até as próprias participantes. “Esse trabalho mostrou que as meninas têm potencial para fazer as coisas. Quando eu mostrei o resultado para elas, foi uma satisfação muito grande ver que gostaram”, contou a professora durante a apresentação.

Inspiração e metodologia

O projeto nasceu inspirado na escritora Carolina Maria de Jesus, autora de Quarto de Despejo, que registrou em palavras a dureza de sua vida na favela. As detentas se identificaram com a trajetória da escritora a ponto de manifestarem interesse em ler o livro, desejo que ainda não foi possível atender.

O trabalho seguiu cinco etapas: apresentação do projeto e diálogo sobre a importância da escrita; leitura e reflexão sobre as obras de Carolina Maria de Jesus; produção de relatos sobre experiências de vida dentro e fora da prisão; transformação dos relatos em poesias com o apoio de inteligência artificial; e socialização dos poemas em eventos e murais pedagógicos.

Eliene explicou que organizou e corrigiu os textos produzidos pelas participantes, preservando os pensamentos e a voz de cada uma. “Eu dei uma organizada no texto, porque elas erravam muitas palavras, mas os pensamentos e a história delas foram mantidos”, disse.

A voz que não se cala

Um dos poemas apresentados, de autora identificada como E. S. Freitas, retrata com força a convivência no sistema prisional, a desconfiança, a solidão, as hierarquias invisíveis e, ao mesmo tempo, a resistência e o aprendizado. Em seus versos, a autora escreve sobre conhecer sotaques e culturas de diferentes estados, sobre não abaixar a cabeça e não perder a humanidade: “Essa é minha voz ecoando entre muros que tentam calar, mas não consegue.”

Para Eliene, o significado do projeto vai além da escrita. “Esse projeto quer mostrar que mesmo dentro dos muros da prisão existem histórias importantes que precisam ser contadas e ouvidas”, afirmou.

Sobre a capacitação

A capacitação Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena é uma realização conjunta do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF/TJMT), da Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos (Coeja/Seduc-MT) e do Núcleo de Educação no Sistema Penitenciário (NESP/Sejus-MT). A coordenação está a cargo do juiz auxiliar do GMF, Pierro de Faria Mendes.

O evento tem como objetivo capacitar professores, pedagogos e outros profissionais para a implementação de práticas de leitura no sistema prisional, em alinhamento com o Plano Nacional de Fomento à Leitura no Sistema Prisional e com a Resolução CNJ nº 391/2021.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA