Mato Grosso
Governador autoriza concurso com 80 vagas para professor na Unemat
Mato Grosso
O governador Mauro Mendes autorizou a realização de concurso público na Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), voltado para preenchimento de 80 cargos efetivos de professores.
A decisão foi divulgada nesta quinta-feira (19.2) e ocorre após 13 anos sem concurso para docentes na instituição.
Mauro destacou que a medida atende à necessidade de suprir as vagas e garantir a continuidade e qualidade das atividades acadêmicas.
“Queremos atrair excelentes profissionais, professores, para que a Unemat continue prestando esses grandes serviços na área educacional, na formação, e no ensino superior em diversas regiões do estado”, afirmou.
O governador reforçou que o edital deve ser publicado muito em breve.
“Ainda no primeiro semestre nós já teremos a publicação e provavelmente as provas sendo realizadas para a contratação por concurso desses novos professores da nossa Unemat”, completou.
A reitora da Unemat, Vera Maquêa, classificou a decisão como a realização de um grande sonho para a comunidade acadêmica.
“Hoje estamos consolidando esse concurso público para professores da Universidade, que vai com certeza contribuir de forma extraordinária para que a Unemat continue fazendo esse papel tão importante junto ao desenvolvimento do estado de Mato Grosso”, declarou.
Segundo ela, a universidade cresceu e ampliou significativamente sua atuação, especialmente na pós-graduação.
“Há 13 anos não temos concurso na universidade. A Unemat passou a ofertar mestrado, doutorado, ampliou a pesquisa, a extensão, e tudo isso praticamente com o mesmo quadro. O professor efetivo é fundamental para estruturar a pesquisa, captar recursos e fortalecer a pós-graduação”, explicou.
A reitora destacou ainda que o plano de carreira da instituição está entre os mais atrativos do país. As vagas, conforme ela, vão contemplar diversas áreas do conhecimento, incluindo saúde, engenharias, meio ambiente e ciências jurídicas. A Unemat possui 13 campus distribuídos em todas as regiões do estado.
O secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Allan Kardec, ressaltou que o concurso fortalece o papel estratégico da universidade no desenvolvimento de Mato Grosso.
“Recebemos com alegria e gratidão ao governo Mauro e Pivetta, que entenderam que chegou a hora de colocarmos o concurso para docentes na Unemat. A Unemat é uma das maiores e melhores universidades da região Centro-Oeste, porque leva ensino de qualidade para o interior do estado. Não está só na Capital. Isso é desenvolvimento para todas as regiões”, completou.
Também participaram do anúncio o secretário de Estado de Planejamento e Gestão, Basílio Bezerra, e o pró-reitor de Administração da Unemat, Gustavo Banzer.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Escravidão e memória histórica são tema de webinar do MPMT
Em diálogo com a agenda internacional de direitos humanos, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, nesta quarta-feira (22), um webinar dedicado à reflexão crítica sobre a escravidão e o tráfico transatlântico de pessoas escravizadas. A iniciativa destacou a centralidade da memória histórica como elemento fundamental na promoção da igualdade racial e na defesa dos direitos humanos.O webinar foi idealizado pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), Escola Institucional do MPMT. O objetivo foi fomentar o debate qualificado sobre os impactos históricos e contemporâneos da escravidão na sociedade brasileira.A palestra central foi ministrada pela escritora e imortal da Academia Brasileira de Letras Ana Maria Gonçalves, que apresentou uma abordagem acadêmica e reflexiva sobre os silêncios presentes nos registros oficiais da escravidão e seus desdobramentos na realidade social contemporânea.Segundo a autora, refletir sobre a escravidão exige compreendê-la como um processo cujos efeitos permanecem ativos no presente. “Quando a gente pensa na escravidão apenas como um episódio encerrado, perde a dimensão de como ela continua estruturando desigualdades e violências que atravessam o nosso tempo”, pontuou.Durante a exposição, Ana Maria Gonçalves apresentou conceitos desenvolvidos por pensadoras negras, como a fabulação crítica e a noção de rastro da escravidão. A partir dessas referências, destacou como a história oficial apagou trajetórias de pessoas negras e como a literatura e a pesquisa podem contribuir para a reconstrução dessas narrativas.Ao relatar o processo de criação do romance “Um defeito de cor”, a escritora explicou que a escassez de registros sobre mulheres negras escravizadas demanda um trabalho rigoroso de investigação e imaginação responsável. “Escrever essas histórias é uma forma de enfrentar a violência do arquivo e afirmar que essas vidas existiram, mesmo quando os documentos tentaram silenciá-las”, destacou.O procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira, titular Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, atuou como debatedor do evento e ressaltou a importância do debate no âmbito do Ministério Público e o papel das instituições públicas na construção de uma sociedade comprometida com o enfrentamento do racismo.“A obra da professora Ana Maria Gonçalves não me ensinou apenas a não ser racista, mas, sobretudo, a ser antirracista, a partir da força da sua escrita e da história que ela escolheu narrar”, afirmou o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira.Reconhecimento – Considerado a principal obra de Ana Maria Gonçalves, o romance “Um defeito de cor” venceu o Prêmio Casa de las Américas, em 2007, e foi eleito o melhor livro da literatura brasileira do século 21 por júri da Folha de S.Paulo. A obra narra a trajetória de Kehinde, mulher negra sequestrada ainda criança no Reino do Daomé e trazida ao Brasil para ser escravizada na Ilha de Itaparica, na Bahia.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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