Mato Grosso

Guia de Integridade orienta fornecedores sobre práticas éticas nas contratações públicas

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Mato Grosso

O Governo do Estado de Mato Grosso, por meio da Controladoria Geral do Estado (CGE-MT) e da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag-MT), lançou nesta terça-feira (9.12) o Guia de Integridade nas Contratações Públicas, documento inédito voltado a orientar fornecedores e prestadores de serviços sobre como vender para o Estado com mais segurança, transparência e responsabilidade.

A publicação foi construída de forma colaborativa com o setor produtivo, a partir de um canal aberto de diálogo que permitiu aperfeiçoar conteúdos e alinhar expectativas de mercado. O lançamento integra a programação da 1ª Semana Mato-Grossense da Integridade, promovida pela CGE.

Para o secretário Controlador-geral, Paulo Farias, este é um marco importante para o ambiente de negócios estadual. “A administração pública precisa do setor privado para transformar políticas públicas em serviços e obras que mudam a vida das pessoas. O setor privado precisa de um Estado que garanta regras estáveis, isonomia e respeito aos contratos, para gerar empregos, crescer e inovar. É exatamente essa relação de mão dupla que o guia consolida”.

Com linguagem simples e prática, o guia apresenta passos essenciais para que fornecedores entendam as regras, expectativas e condutas éticas em cada fase da contratação pública, desde o planejamento até a execução dos contratos. O conteúdo também destaca benefícios de programas internos de integridade e traz orientações claras sobre relacionamento com o poder público, prevenção de riscos e comunicação com o Estado.

A secretária adjunta de Aquisições Governamentais da Seplag, Katiene Pinheiro, reforçou que o Guia funciona como uma ferramenta prática e comprometida com a ética no setor público. “Este Guia foi construído para ser um farol, orientando gestores, servidores e fornecedores a identificar, prevenir e responder a riscos, garantindo que cada centavo investido retorne em benefícios para a população mato-grossense. O Guia estabelece diretrizes claras, principalmente, para os fornecedores do Estado. Seguimos avançando para uma administração cada vez mais justa e eficiente”.

Já para o diretor do Sindicato das Indústrias da Construção do Estado de Mato Grosso (Sinduscon), Leonardo Bocchese, a transparência nos processos traz ganhos diretos à competitividade das empresas. “O Guia traz justamente essa transparência com processos mais claros, mais regularidade, integridade e mais competitividade, pois se as empresas têm essa relação mais clara, elas serão mais competitivas, e quem ganha com isso é a população”.

O evento contou com palestra técnica do auditor Anderson Escobar, um dos autores do material, que apresentou os principais conteúdos e demonstrou como aplicá-los no cotidiano das empresas que participam de licitações estaduais. A programação também incluiu participação do empresário Luis Carlos Nigro, presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares (SHBRS), que abordou a importância da integridade e da profissionalização nas relações entre setor privado e poder público.

Voltado a fornecedores, prestadores de serviços e servidores que atuam nas áreas de compras governamentais, o evento marcou mais um avanço na agenda estadual de integridade.

Integridade Pública em Mato Grosso

O Guia é um desdobramento do Programa de Integridade Pública de Mato Grosso, instituído pelo governador Mauro Mendes em julho de 2023. A iniciativa visa fortalecer a governança e a ética no serviço público estadual e já alcança 100% dos órgãos e entidades do Poder Executivo. Com essa base consolidada, o Governo amplia suas ações para o ambiente privado, reforçando transparência, segurança e confiança nas contratações públicas.

Acesse o guia AQUI.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Escravidão e memória histórica são tema de webinar do MPMT

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Em diálogo com a agenda internacional de direitos humanos, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, nesta quarta-feira (22), um webinar dedicado à reflexão crítica sobre a escravidão e o tráfico transatlântico de pessoas escravizadas. A iniciativa destacou a centralidade da memória histórica como elemento fundamental na promoção da igualdade racial e na defesa dos direitos humanos.O webinar foi idealizado pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), Escola Institucional do MPMT. O objetivo foi fomentar o debate qualificado sobre os impactos históricos e contemporâneos da escravidão na sociedade brasileira.A palestra central foi ministrada pela escritora e imortal da Academia Brasileira de Letras Ana Maria Gonçalves, que apresentou uma abordagem acadêmica e reflexiva sobre os silêncios presentes nos registros oficiais da escravidão e seus desdobramentos na realidade social contemporânea.Segundo a autora, refletir sobre a escravidão exige compreendê-la como um processo cujos efeitos permanecem ativos no presente. “Quando a gente pensa na escravidão apenas como um episódio encerrado, perde a dimensão de como ela continua estruturando desigualdades e violências que atravessam o nosso tempo”, pontuou.Durante a exposição, Ana Maria Gonçalves apresentou conceitos desenvolvidos por pensadoras negras, como a fabulação crítica e a noção de rastro da escravidão. A partir dessas referências, destacou como a história oficial apagou trajetórias de pessoas negras e como a literatura e a pesquisa podem contribuir para a reconstrução dessas narrativas.Ao relatar o processo de criação do romance “Um defeito de cor”, a escritora explicou que a escassez de registros sobre mulheres negras escravizadas demanda um trabalho rigoroso de investigação e imaginação responsável. “Escrever essas histórias é uma forma de enfrentar a violência do arquivo e afirmar que essas vidas existiram, mesmo quando os documentos tentaram silenciá-las”, destacou.O procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira, titular Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, atuou como debatedor do evento e ressaltou a importância do debate no âmbito do Ministério Público e o papel das instituições públicas na construção de uma sociedade comprometida com o enfrentamento do racismo.“A obra da professora Ana Maria Gonçalves não me ensinou apenas a não ser racista, mas, sobretudo, a ser antirracista, a partir da força da sua escrita e da história que ela escolheu narrar”, afirmou o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira.Reconhecimento – Considerado a principal obra de Ana Maria Gonçalves, o romance “Um defeito de cor” venceu o Prêmio Casa de las Américas, em 2007, e foi eleito o melhor livro da literatura brasileira do século 21 por júri da Folha de S.Paulo. A obra narra a trajetória de Kehinde, mulher negra sequestrada ainda criança no Reino do Daomé e trazida ao Brasil para ser escravizada na Ilha de Itaparica, na Bahia.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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