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Inscrições para premiação anual por eficiência e resultado na Segurança Pública começam nesta segunda-feira

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Começa nesta segunda-feira (9.2) o cadastro no 1º Prêmio Anual por Eficiência e Resultado (PAER/Sesp), iniciativa que oferece bonificação aos servidores de todos as instituições da Segurança Pública de Mato Grosso.

Lançado em outubro de 2025 pelo governador Mauro Mendes, nessa primeira edição o PAER fará avaliação parcial, considerando os dois meses que sucederam a criação do programa, ou seja, novembro e dezembro.

Até o dia 22 deste mês, profissionais da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar e da Perícia Oficial e Identificação Técnica(Politec) poderão cadastrar os pedidos de premiação, conforme metas específicas individuais e coletivas estabelecidas no prêmio.

Entre os critérios de reconhecimento profissional estão resultados operacionais, entrega de serviços apreensão de drogas e armas, redução de indicadores criminais, além de desempenhos excepcionais como resultado das operações integradas e da eficiência dos serviços de perícia, investigação e salvamento, entre outros.

Ao todo, o programa reúne 95 critérios de premiação, com naturezas jurídicas e realidades distintas entre as quatro instituições, podendo beneficiar mais de 12.600 profissionais de acordo com as metas cumpridas e os resultados entregues.

Para essa edição, os valores podem chegar a R$ 50 mil por premiação coletiva. Nas edições seguintes, conforme o regulamento, a premiação terá como base de avaliação a eficiência e produtividade anual.

O ranqueamento das metas e os critérios classificatórios, seguem rigoroso controle de uma comissão com integrantes de todos os órgãos e da Superintendência do Observatório de Segurança Pública(OBS), do Governo do Estado.

“No início da atual gestão, janeiro de 2019, Mato Grosso começou a viver uma nova realidade na segurança público, com investimentos jamais vistos e redução de índices criminais. Ano a ano registramos queda de índices criminais como homicídios e roubos, por exemplo. Em 2025, na comparação com 2024, mais uma vez confirmamos essa tendência, com queda de 22% no número de homicídios, e de 18% no de roubos”, analisa o secretário de Segurança, coronel Roveri.

“Atingimos esses indicadores como resultado dos investimentos em armamento, viaturas, tecnologias e, claro, empenho e dedicação dos profissionais que atual nas ruas e em outras atividades na área da segurança. Então, o PAER é um programa proposto pelo governador para reconhecimento ao trabalho das nossas forças de segurança. Estamos reconhecendo com premiação em dinheiro, com a certeza de aumentar ainda mais a eficiência e as qualidade dos serviços prestados à população”, completa Roveri.

O chefe de gabinete da Sesp-MT, coronel Waldiley Alencar, responsável pelo desenvolvimento e aplicação do programa, assinala que o PAER obedece critérios rígidos na aferição da eficiência e dos resultados, e de transparência e controle.

Dúvidas e esclarecimentos podem ser encaminhados para o e-mail [email protected] ou pelo WhatsApp (65) 98145-0403.

Para fazer o cadastro e participar da premiação acesse o site https://portal2.sesp.mt.gov.br/sispaer ou clique aqui, a partir de segunda-feira (9.2).

Fonte: Governo MT – MT

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Escravidão e memória histórica são tema de webinar do MPMT

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Em diálogo com a agenda internacional de direitos humanos, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, nesta quarta-feira (22), um webinar dedicado à reflexão crítica sobre a escravidão e o tráfico transatlântico de pessoas escravizadas. A iniciativa destacou a centralidade da memória histórica como elemento fundamental na promoção da igualdade racial e na defesa dos direitos humanos.O webinar foi idealizado pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), Escola Institucional do MPMT. O objetivo foi fomentar o debate qualificado sobre os impactos históricos e contemporâneos da escravidão na sociedade brasileira.A palestra central foi ministrada pela escritora e imortal da Academia Brasileira de Letras Ana Maria Gonçalves, que apresentou uma abordagem acadêmica e reflexiva sobre os silêncios presentes nos registros oficiais da escravidão e seus desdobramentos na realidade social contemporânea.Segundo a autora, refletir sobre a escravidão exige compreendê-la como um processo cujos efeitos permanecem ativos no presente. “Quando a gente pensa na escravidão apenas como um episódio encerrado, perde a dimensão de como ela continua estruturando desigualdades e violências que atravessam o nosso tempo”, pontuou.Durante a exposição, Ana Maria Gonçalves apresentou conceitos desenvolvidos por pensadoras negras, como a fabulação crítica e a noção de rastro da escravidão. A partir dessas referências, destacou como a história oficial apagou trajetórias de pessoas negras e como a literatura e a pesquisa podem contribuir para a reconstrução dessas narrativas.Ao relatar o processo de criação do romance “Um defeito de cor”, a escritora explicou que a escassez de registros sobre mulheres negras escravizadas demanda um trabalho rigoroso de investigação e imaginação responsável. “Escrever essas histórias é uma forma de enfrentar a violência do arquivo e afirmar que essas vidas existiram, mesmo quando os documentos tentaram silenciá-las”, destacou.O procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira, titular Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, atuou como debatedor do evento e ressaltou a importância do debate no âmbito do Ministério Público e o papel das instituições públicas na construção de uma sociedade comprometida com o enfrentamento do racismo.“A obra da professora Ana Maria Gonçalves não me ensinou apenas a não ser racista, mas, sobretudo, a ser antirracista, a partir da força da sua escrita e da história que ela escolheu narrar”, afirmou o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira.Reconhecimento – Considerado a principal obra de Ana Maria Gonçalves, o romance “Um defeito de cor” venceu o Prêmio Casa de las Américas, em 2007, e foi eleito o melhor livro da literatura brasileira do século 21 por júri da Folha de S.Paulo. A obra narra a trajetória de Kehinde, mulher negra sequestrada ainda criança no Reino do Daomé e trazida ao Brasil para ser escravizada na Ilha de Itaparica, na Bahia.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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