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Integrantes do MPMT recebem Medalha de Mérito Comunitário Robert Peel

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Sete membros do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) foram agraciados, no último sábado (7), com a Medalha de Mérito Comunitário Robert Peel, concedida pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT). A solenidade ocorreu no auditório do Comando-Geral da Polícia Militar, em Cuiabá, reunindo 250 homenageados entre autoridades públicas e representantes da sociedade civil.Receberam a honraria a procuradora de Justiça Elisamara Sigles Vodonós Portela, que discursou em nome dos homenageados, e os promotores de Justiça Bruno Barros Pereira, Caroline de Assis e Silva Holmes Lins, Cynthia Quaglio Gregorio Antunes, Mariana Batizoco Silva Alcântara, Michelle de Miranda Rezende Villela e Raphael Henrique de Sena Oliveira.A medalha destaca ações voltadas à prevenção da violência e à promoção da paz social em Mato Grosso, reconhecendo instituições e profissionais que atuam em parceria com a comunidade na construção de ambientes mais seguros.A solenidade também contou com a presença de autoridades da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, Politec, Ministério Público e representantes dos Conselhos Comunitários de Segurança (Consegs). Inspiração – Considerado o pai do policiamento moderno, Sir Robert Peel defendeu princípios que até hoje orientam a segurança pública em diversos países. Entre eles, destaca-se a ideia de que “a polícia é o público e o público é a polícia”, ressaltando que a legitimidade e a eficácia das ações policiais dependem da confiança e da participação da comunidade.Inspirada nesse conceito, a Medalha de Mérito Comunitário Robert Peel é a maior honraria concedida pela segurança pública estadual a pessoas e instituições que colaboram, de forma efetiva, com a construção de comunidades mais seguras.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Escravidão e memória histórica são tema de webinar do MPMT

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Em diálogo com a agenda internacional de direitos humanos, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, nesta quarta-feira (22), um webinar dedicado à reflexão crítica sobre a escravidão e o tráfico transatlântico de pessoas escravizadas. A iniciativa destacou a centralidade da memória histórica como elemento fundamental na promoção da igualdade racial e na defesa dos direitos humanos.O webinar foi idealizado pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), Escola Institucional do MPMT. O objetivo foi fomentar o debate qualificado sobre os impactos históricos e contemporâneos da escravidão na sociedade brasileira.A palestra central foi ministrada pela escritora e imortal da Academia Brasileira de Letras Ana Maria Gonçalves, que apresentou uma abordagem acadêmica e reflexiva sobre os silêncios presentes nos registros oficiais da escravidão e seus desdobramentos na realidade social contemporânea.Segundo a autora, refletir sobre a escravidão exige compreendê-la como um processo cujos efeitos permanecem ativos no presente. “Quando a gente pensa na escravidão apenas como um episódio encerrado, perde a dimensão de como ela continua estruturando desigualdades e violências que atravessam o nosso tempo”, pontuou.Durante a exposição, Ana Maria Gonçalves apresentou conceitos desenvolvidos por pensadoras negras, como a fabulação crítica e a noção de rastro da escravidão. A partir dessas referências, destacou como a história oficial apagou trajetórias de pessoas negras e como a literatura e a pesquisa podem contribuir para a reconstrução dessas narrativas.Ao relatar o processo de criação do romance “Um defeito de cor”, a escritora explicou que a escassez de registros sobre mulheres negras escravizadas demanda um trabalho rigoroso de investigação e imaginação responsável. “Escrever essas histórias é uma forma de enfrentar a violência do arquivo e afirmar que essas vidas existiram, mesmo quando os documentos tentaram silenciá-las”, destacou.O procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira, titular Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, atuou como debatedor do evento e ressaltou a importância do debate no âmbito do Ministério Público e o papel das instituições públicas na construção de uma sociedade comprometida com o enfrentamento do racismo.“A obra da professora Ana Maria Gonçalves não me ensinou apenas a não ser racista, mas, sobretudo, a ser antirracista, a partir da força da sua escrita e da história que ela escolheu narrar”, afirmou o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira.Reconhecimento – Considerado a principal obra de Ana Maria Gonçalves, o romance “Um defeito de cor” venceu o Prêmio Casa de las Américas, em 2007, e foi eleito o melhor livro da literatura brasileira do século 21 por júri da Folha de S.Paulo. A obra narra a trajetória de Kehinde, mulher negra sequestrada ainda criança no Reino do Daomé e trazida ao Brasil para ser escravizada na Ilha de Itaparica, na Bahia.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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