Mato Grosso

Mato Grosso tem dois destinos entre os mais procurados para viajar no Brasil em 2026

Publicado em

Mato Grosso

Dois destinos de Mato Grosso, Cuiabá e Chapada dos Guimarães, integram a lista dos 50 destinos mais procurados para viajar no Brasil em 2026, de acordo com o IVT 2026 – Índice de Viagem e Turismo Brasil Em Mapas, levantamento inédito que analisa a visibilidade turística de destinos brasileiros com base em dados nacionais e internacionais.

O ranking foi elaborado pela Brasil em Mapas e combina indicadores como tendências de mídia, conectividade aérea, acessibilidade e fluxo turístico, além da presença dos destinos em rankings e plataformas globais.

No levantamento, Chapada dos Guimarães aparece na 39ª posição, com destaque para o perfil voltado ao turismo de natureza e cachoeiras. Já Cuiabá ocupa o 43º lugar, reconhecida como porta de entrada para o turismo regional e pela relevância histórica e logística.

O IVT varia de 0 a 100 e mede a relevância turística a partir de quatro dimensões estruturais, distribuídas em 15 parâmetros normalizados e ponderados. Entre os critérios avaliados estão: visibilidade em rankings e mídia especializada, conectividade aérea e acessibilidade, centralidade temática (natureza, cultura, eventos e outros segmentos) e fluxo turístico nacional e internacional.

Na análise regional, o Centro-Oeste se consolida como polo de ecoturismo no país, com destaque para destinos como Bonito, Chapada dos Veadeiros e o Pantanal. O estudo também aponta a manutenção da relevância de capitais e cidades estratégicas para o acesso logístico e turístico, caso de Cuiabá.

A presença dos destinos mato-grossenses no ranking integra a estratégia de promoção turística do Estado, desenvolvida pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso por meio da adjunta de Turismo. De acordo com a secretária adjunta de Turismo, Maria Letícia Arruda, a atuação inclui participação em feiras e eventos nacionais e internacionais, investimentos em capacitação de profissionais do setor e ações voltadas ao fortalecimento da imagem de Mato Grosso como destino turístico competitivo.

“A presença de destinos mato-grossenses neste ranking nacional demonstra que o Estado vem ganhando visibilidade e consolidando seu posicionamento como um destino competitivo. Esse resultado é fruto de um trabalho contínuo de promoção, capacitação e participação em feiras estratégicas, que têm ampliado a exposição dos nossos destinos e fortalecido o trade turístico. Mato Grosso possui uma diversidade muito grande de experiências a serem exploradas, que vão do ecoturismo e turismo de natureza ao turismo de negócios e eventos, passando por vários outros segmentos. Nosso objetivo é seguir valorizando e qualificando o setor, ampliando o fluxo de visitantes, gerando desenvolvimento econômico e oportunidades para todas as regiões”, afirmou.

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Mato Grosso

Escravidão e memória histórica são tema de webinar do MPMT

Publicados

em

Em diálogo com a agenda internacional de direitos humanos, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, nesta quarta-feira (22), um webinar dedicado à reflexão crítica sobre a escravidão e o tráfico transatlântico de pessoas escravizadas. A iniciativa destacou a centralidade da memória histórica como elemento fundamental na promoção da igualdade racial e na defesa dos direitos humanos.O webinar foi idealizado pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), Escola Institucional do MPMT. O objetivo foi fomentar o debate qualificado sobre os impactos históricos e contemporâneos da escravidão na sociedade brasileira.A palestra central foi ministrada pela escritora e imortal da Academia Brasileira de Letras Ana Maria Gonçalves, que apresentou uma abordagem acadêmica e reflexiva sobre os silêncios presentes nos registros oficiais da escravidão e seus desdobramentos na realidade social contemporânea.Segundo a autora, refletir sobre a escravidão exige compreendê-la como um processo cujos efeitos permanecem ativos no presente. “Quando a gente pensa na escravidão apenas como um episódio encerrado, perde a dimensão de como ela continua estruturando desigualdades e violências que atravessam o nosso tempo”, pontuou.Durante a exposição, Ana Maria Gonçalves apresentou conceitos desenvolvidos por pensadoras negras, como a fabulação crítica e a noção de rastro da escravidão. A partir dessas referências, destacou como a história oficial apagou trajetórias de pessoas negras e como a literatura e a pesquisa podem contribuir para a reconstrução dessas narrativas.Ao relatar o processo de criação do romance “Um defeito de cor”, a escritora explicou que a escassez de registros sobre mulheres negras escravizadas demanda um trabalho rigoroso de investigação e imaginação responsável. “Escrever essas histórias é uma forma de enfrentar a violência do arquivo e afirmar que essas vidas existiram, mesmo quando os documentos tentaram silenciá-las”, destacou.O procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira, titular Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, atuou como debatedor do evento e ressaltou a importância do debate no âmbito do Ministério Público e o papel das instituições públicas na construção de uma sociedade comprometida com o enfrentamento do racismo.“A obra da professora Ana Maria Gonçalves não me ensinou apenas a não ser racista, mas, sobretudo, a ser antirracista, a partir da força da sua escrita e da história que ela escolheu narrar”, afirmou o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira.Reconhecimento – Considerado a principal obra de Ana Maria Gonçalves, o romance “Um defeito de cor” venceu o Prêmio Casa de las Américas, em 2007, e foi eleito o melhor livro da literatura brasileira do século 21 por júri da Folha de S.Paulo. A obra narra a trajetória de Kehinde, mulher negra sequestrada ainda criança no Reino do Daomé e trazida ao Brasil para ser escravizada na Ilha de Itaparica, na Bahia.

Fonte: Ministério Público MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA