Mato Grosso
Orquestra CirandaMundo realiza espetáculo Peer Gynt na quinta-feira (10)
Mato Grosso
A Orquestra CirandaMundo realiza o espetáculo Peer Gynt na quinta-feira (10.7), às 20h, no Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros, em Cuiabá. Realizado pelo Instituto Ciranda, a iniciativa conta com parceria do Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer (Secel).
O concerto cênico foi construído a partir de recortes do clássico Peer Gynt, uma peça teatral criada pelo dramaturgo norueguês Henrik Ibsen, e posteriormente musicada pelo compositor da mesma nacionalidade, Edvard Grieg. O evento ainda terá a participação do ator, Sandro Lucose.
Trata-se da história de um anti-herói aventureiro e egocêntrico, conhecido como “imperador de si mesmo”, que busca fama e fortuna a qualquer custo, mas acaba encontrando desilusão e redenção. A peça explora temas como identidade, ambição e a busca por significado na vida.
Durante o espetáculo, o ator Sandro Lucose mostra sua versatilidade, ao representar 13 personagens. “Nós fizemos um recorte dos principais momentos da história desse personagem mítico, que não abre mão da realização dos seus desejos, mas que acaba pagando um preço muito alto pela sua ambição”, sintetiza Lucose.
A apresentação marca o lançamento do Festival Panorama de Artes da Cena, que vai acontecer em agosto, em vários locais de Cuiabá.
Os ingressos podem ser retirados pelo site Sympla, sem nenhum custo. No entanto, é necessário entregar dois quilos de alimentos não perecíveis na entrada do Teatro Zulmira Canavarros, para acessar o concerto.
SERVIÇO
Orquestra CirandaMundo apresenta Peer Gynt, com Sandro Lucose
Quando: 10 de julho
Horário: 20h
Local: Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros
Ingresso social: 2kg de alimentos não perecíveis (entregar na entrada do evento)
Ingresso eletrônico: https://www.sympla.com.br/evento/orquestra-cirandamundo-sandro-lucose/3020090#compartilhar-evento
(Com informações da Assessoria)
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Escravidão e memória histórica são tema de webinar do MPMT
Em diálogo com a agenda internacional de direitos humanos, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, nesta quarta-feira (22), um webinar dedicado à reflexão crítica sobre a escravidão e o tráfico transatlântico de pessoas escravizadas. A iniciativa destacou a centralidade da memória histórica como elemento fundamental na promoção da igualdade racial e na defesa dos direitos humanos.O webinar foi idealizado pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), Escola Institucional do MPMT. O objetivo foi fomentar o debate qualificado sobre os impactos históricos e contemporâneos da escravidão na sociedade brasileira.A palestra central foi ministrada pela escritora e imortal da Academia Brasileira de Letras Ana Maria Gonçalves, que apresentou uma abordagem acadêmica e reflexiva sobre os silêncios presentes nos registros oficiais da escravidão e seus desdobramentos na realidade social contemporânea.Segundo a autora, refletir sobre a escravidão exige compreendê-la como um processo cujos efeitos permanecem ativos no presente. “Quando a gente pensa na escravidão apenas como um episódio encerrado, perde a dimensão de como ela continua estruturando desigualdades e violências que atravessam o nosso tempo”, pontuou.Durante a exposição, Ana Maria Gonçalves apresentou conceitos desenvolvidos por pensadoras negras, como a fabulação crítica e a noção de rastro da escravidão. A partir dessas referências, destacou como a história oficial apagou trajetórias de pessoas negras e como a literatura e a pesquisa podem contribuir para a reconstrução dessas narrativas.Ao relatar o processo de criação do romance “Um defeito de cor”, a escritora explicou que a escassez de registros sobre mulheres negras escravizadas demanda um trabalho rigoroso de investigação e imaginação responsável. “Escrever essas histórias é uma forma de enfrentar a violência do arquivo e afirmar que essas vidas existiram, mesmo quando os documentos tentaram silenciá-las”, destacou.O procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira, titular Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, atuou como debatedor do evento e ressaltou a importância do debate no âmbito do Ministério Público e o papel das instituições públicas na construção de uma sociedade comprometida com o enfrentamento do racismo.“A obra da professora Ana Maria Gonçalves não me ensinou apenas a não ser racista, mas, sobretudo, a ser antirracista, a partir da força da sua escrita e da história que ela escolheu narrar”, afirmou o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira.Reconhecimento – Considerado a principal obra de Ana Maria Gonçalves, o romance “Um defeito de cor” venceu o Prêmio Casa de las Américas, em 2007, e foi eleito o melhor livro da literatura brasileira do século 21 por júri da Folha de S.Paulo. A obra narra a trajetória de Kehinde, mulher negra sequestrada ainda criança no Reino do Daomé e trazida ao Brasil para ser escravizada na Ilha de Itaparica, na Bahia.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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