Mato Grosso
Polícias Civil e Militar apreendem drogas e armas em garimpo de Nova Bandeirantes
Mato Grosso
Uma ampla investigação desencadeada pela Polícia Civil de Nova Bandeirantes culminou na apreensão de armas de fogo e drogas no Garimpo Juruena, distante cerca de 200 km da cidade de Nova Bandeirantes, região Norte do Estado. A ação foi deflagrada neste sábado (21.2), com apoio operacional da Polícia Militar.
Os investigados eram ligados a uma facção criminosa que vem mantendo autuação interna no Garimpo Juruena e estariam extorquindo comerciantes e garimpeiros na região.
Diante das denúncias recebidas, foi iniciada uma ampla investigação, que culminou na identificação de alguns suspeitos.
Na manhã deste sábado, duas equipes policiais Civil e Militar se deslocaram até a região. Na ocasião, uma dupla suspeita foi abordada, não respeitou a ordem de parada e fugiu em direção a uma casa.
No local, os dois criminosos atiraram contra os policiais, que reagiram. Os criminosos chegaram a ser socorridos até o Hospital Municipal de Nova Bandeiras, mas, devido à distância e condições da estrada, não resistiram aos ferimentos, indo a óbito.
“Graças ao importante trabalho investigativo dos nossos policiais, conseguimos identificar os suspeitos e desencadear a ação, em que conseguimos apreender o armamento usados por esses criminosos que vinham causando insegurança à comunidade do garimpo”, disse a delegada Renata Feijó.
Na ação foram apreendidas uma pistola, dois revólveres, além de tablete e porções de substâncias análogas à maconha e pasta base de cocaína.
Todo material apreendido, bem como os corpos dos suspeitos, foram encaminhados à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) para as devidas análises.
A Polícia Civil segue com as investigações,.com intuito de localizar e prender os demais envolvidos na prática de extorsão no Garimpo Juruena.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Mulheres da Cadeia Pública Feminina de Cáceres transformam vivências em versos
“Aqui, escrever não é tarefa, é respiro, é desabafo que sangra em palavras.” Os versos são de uma mulher privada de liberdade na Cadeia Pública Feminina de Cáceres e foram apresentados nesta quarta-feira (3) durante a capacitação virtual Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena, promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT).
A professora Eliene Rocha Pereira apresentou as boas práticas do projeto “Remição pela Leitura: eu, leitora de mundo dentro dos muros”, desenvolvido junto com a professora Aline Aparecida Rocha. A iniciativa transforma os relatos de vida das detentas em poesia e, segundo Eliene, surpreendeu até as próprias participantes. “Esse trabalho mostrou que as meninas têm potencial para fazer as coisas. Quando eu mostrei o resultado para elas, foi uma satisfação muito grande ver que gostaram”, contou a professora durante a apresentação.
Inspiração e metodologia
O projeto nasceu inspirado na escritora Carolina Maria de Jesus, autora de Quarto de Despejo, que registrou em palavras a dureza de sua vida na favela. As detentas se identificaram com a trajetória da escritora a ponto de manifestarem interesse em ler o livro, desejo que ainda não foi possível atender.
O trabalho seguiu cinco etapas: apresentação do projeto e diálogo sobre a importância da escrita; leitura e reflexão sobre as obras de Carolina Maria de Jesus; produção de relatos sobre experiências de vida dentro e fora da prisão; transformação dos relatos em poesias com o apoio de inteligência artificial; e socialização dos poemas em eventos e murais pedagógicos.
Eliene explicou que organizou e corrigiu os textos produzidos pelas participantes, preservando os pensamentos e a voz de cada uma. “Eu dei uma organizada no texto, porque elas erravam muitas palavras, mas os pensamentos e a história delas foram mantidos”, disse.
A voz que não se cala
Um dos poemas apresentados, de autora identificada como E. S. Freitas, retrata com força a convivência no sistema prisional, a desconfiança, a solidão, as hierarquias invisíveis e, ao mesmo tempo, a resistência e o aprendizado. Em seus versos, a autora escreve sobre conhecer sotaques e culturas de diferentes estados, sobre não abaixar a cabeça e não perder a humanidade: “Essa é minha voz ecoando entre muros que tentam calar, mas não consegue.”
Para Eliene, o significado do projeto vai além da escrita. “Esse projeto quer mostrar que mesmo dentro dos muros da prisão existem histórias importantes que precisam ser contadas e ouvidas”, afirmou.
Sobre a capacitação
A capacitação Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena é uma realização conjunta do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF/TJMT), da Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos (Coeja/Seduc-MT) e do Núcleo de Educação no Sistema Penitenciário (NESP/Sejus-MT). A coordenação está a cargo do juiz auxiliar do GMF, Pierro de Faria Mendes.
O evento tem como objetivo capacitar professores, pedagogos e outros profissionais para a implementação de práticas de leitura no sistema prisional, em alinhamento com o Plano Nacional de Fomento à Leitura no Sistema Prisional e com a Resolução CNJ nº 391/2021.
Autor: Roberta Penha
Fotografo: Alair Ribeiro
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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