Mato Grosso
Seciteci e Seduc planejam receber mais de 10 mil alunos para cursos intercomplementares em 2026
Mato Grosso
Com as aulas iniciando na próxima semana, a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci-MT) e a Secretaria de Educação (Seduc-MT) esperam receber 10.580 alunos matriculados na modalidade concomitante intercomplementar com o Ensino Médio. O ano letivo de 2026 começa na próxima segunda-feira (2.2)
Em 2025, foram 3.475 estudantes na modalidade de ensino. A previsão para 2026 é um aumento percentual de 204.46% a mais de matriculados na parceria entre Seciteci e Seduc.
Iniciada em 2024, a parceria entre as secretarias oferece cursos técnicos da Seciteci para jovens com faixa etária de 15 a 17 anos que estejam matriculados no Ensino Médio em escolas estaduais parceiras. A iniciativa é uma estratégia do Governo de Mato Grosso para alinhar cada vez mais o Estado a tendência nacional de crescimento do Ensino Técnico.
O superintendente de Educação Profissional e Tecnológica da Seciteci, Éderson Andrade, ressalta a importância dessa expansão.
“Está se criando mais mão de obra qualificada atuando em todos os espaços e nichos mercadológicos que a gente tem. Além de proporcionar condições melhores de trabalho e renda que garantem uma estrutura melhor para que as famílias tenham uma qualidade de vida mais digna e possam ascender”, afirmou.
Ensino Profissionalizante
Para receber os alunos, a Seciteci promoveu a Semana Pedagógica, visando a integração institucional e o alinhamento pedagógico entre as ETECs. De acordo com o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Allan Kardec, a rede de ensino técnico está preparada para os desafios e avanço de 2026.
“A rede de ensino técnico de Mato Grosso está fortalecida, estruturada e preparada para os desafios e avanços de 2026, ampliando o acesso à qualificação profissional, impulsionando a inovação e garantindo mais oportunidades para que jovens e trabalhadores construam um futuro com mais emprego, renda e desenvolvimento para todo o estado”, destacou o secretário.
A Seciteci também oferta cursos técnicos na modalidade concomitante para jovens de 17 anos ou mais, que estejam cursando a partir do 2º ano do Ensino Médio em qualquer instituição de ensino, e cursos técnicos na modalidade subsequente para jovens e adultos que já tenham concluído o Ensino Médio, mas que desejam obter uma certificação técnica. Além de cursos livres e de Formação Inicial e Continuada (FIC).
As capacitações são ofertadas através das 17 Escolas Técnicas Estaduais (ETECs) da Seciteci e contemplam variados eixos tecnológicos, tendo como foco as demandas dos arranjos produtivos de cada região mato-grossense. Para 2026, a pasta prevê levar cursos de qualificação gratuitos a 62 municípios mato-grossenses.
Para mais informações sobre os cursos e vocações de cada ETEC, clique aqui.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Escravidão e memória histórica são tema de webinar do MPMT
Em diálogo com a agenda internacional de direitos humanos, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, nesta quarta-feira (22), um webinar dedicado à reflexão crítica sobre a escravidão e o tráfico transatlântico de pessoas escravizadas. A iniciativa destacou a centralidade da memória histórica como elemento fundamental na promoção da igualdade racial e na defesa dos direitos humanos.O webinar foi idealizado pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), Escola Institucional do MPMT. O objetivo foi fomentar o debate qualificado sobre os impactos históricos e contemporâneos da escravidão na sociedade brasileira.A palestra central foi ministrada pela escritora e imortal da Academia Brasileira de Letras Ana Maria Gonçalves, que apresentou uma abordagem acadêmica e reflexiva sobre os silêncios presentes nos registros oficiais da escravidão e seus desdobramentos na realidade social contemporânea.Segundo a autora, refletir sobre a escravidão exige compreendê-la como um processo cujos efeitos permanecem ativos no presente. “Quando a gente pensa na escravidão apenas como um episódio encerrado, perde a dimensão de como ela continua estruturando desigualdades e violências que atravessam o nosso tempo”, pontuou.Durante a exposição, Ana Maria Gonçalves apresentou conceitos desenvolvidos por pensadoras negras, como a fabulação crítica e a noção de rastro da escravidão. A partir dessas referências, destacou como a história oficial apagou trajetórias de pessoas negras e como a literatura e a pesquisa podem contribuir para a reconstrução dessas narrativas.Ao relatar o processo de criação do romance “Um defeito de cor”, a escritora explicou que a escassez de registros sobre mulheres negras escravizadas demanda um trabalho rigoroso de investigação e imaginação responsável. “Escrever essas histórias é uma forma de enfrentar a violência do arquivo e afirmar que essas vidas existiram, mesmo quando os documentos tentaram silenciá-las”, destacou.O procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira, titular Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, atuou como debatedor do evento e ressaltou a importância do debate no âmbito do Ministério Público e o papel das instituições públicas na construção de uma sociedade comprometida com o enfrentamento do racismo.“A obra da professora Ana Maria Gonçalves não me ensinou apenas a não ser racista, mas, sobretudo, a ser antirracista, a partir da força da sua escrita e da história que ela escolheu narrar”, afirmou o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira.Reconhecimento – Considerado a principal obra de Ana Maria Gonçalves, o romance “Um defeito de cor” venceu o Prêmio Casa de las Américas, em 2007, e foi eleito o melhor livro da literatura brasileira do século 21 por júri da Folha de S.Paulo. A obra narra a trajetória de Kehinde, mulher negra sequestrada ainda criança no Reino do Daomé e trazida ao Brasil para ser escravizada na Ilha de Itaparica, na Bahia.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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