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Seciteci firma parceria para oferta de cursos técnicos em saúde em Campo Novo do Parecis

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A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci-MT) firmou parceria com o município de Campo Novo do Parecis para a oferta de cursos técnicos profissionalizantes na área de saúde. A abertura de vagas está em fase de alinhamento e em breve serão ofertados cursos de capacitação em atendimento e tratamento de feridas e curso de auxiliar de saúde bucal (ASB). A previsão é que as aulas iniciem já no segundo trismestre.

A oferta atende a demanda de mão-de-obra para o município em relação à qualificação de novos profissionais nos sistemas de saúde público e privado. De acordo com o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Allan Kardec, parcerias como essas ampliam o alcance do ensino técnico profissional, melhorando a qualidade dos profissionais no mercado de trabalho.

“O Governo do Estado, por meio da Seciteci, têm buscado priorizar as demandas de cada município em relação ao ensino técnico. A ideia é oferecer qualificação profissional que atenda a necessidade do mercado de trabalho, observando o contexto de cada região. Tenho certeza que parcerias como essa fortalecem e ampliam o alcance do ensino técnico profissional”, destacou o secretário Allan Kardec.

Após avaliação estratégica com o município, ficou definida a implementação dos cursos de Capacitação em Atendimento e Tratamento de Feridas, voltado para técnicos em enfermagem, com foco em protocolos modernos de cicatrização e cuidado humanizado; e de Curso de Auxiliar de Saúde Bucal (ASB): com ensino de preparação de ambiente de atendimento, esterilização de materiais, e auxílio em procedimentos clínicos e cirúrgicos.

As modalidades dos cursos foram alinhadas entre a Seciteci, a Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Saúde e Câmara de Vereadores. A avaliação técnica da demanda contou ainda com o prefeito da cidade, Edilson Piaia, a secretária municipal de saúde, Cleide Anzil; a coordenadora atenção básica, Cristiane Galli Cardoso; a coordenadora de média e alta complexidade, Elaine Aparecida da Silva; e com a coordenadora saúde bucal, Nathagyla Launna Mariano da Silva Coelho. Além dos vereadores Deilson Lopes Beiral e Dricka Lima.

Fonte: Governo MT – MT

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Escravidão e memória histórica são tema de webinar do MPMT

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Em diálogo com a agenda internacional de direitos humanos, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, nesta quarta-feira (22), um webinar dedicado à reflexão crítica sobre a escravidão e o tráfico transatlântico de pessoas escravizadas. A iniciativa destacou a centralidade da memória histórica como elemento fundamental na promoção da igualdade racial e na defesa dos direitos humanos.O webinar foi idealizado pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), Escola Institucional do MPMT. O objetivo foi fomentar o debate qualificado sobre os impactos históricos e contemporâneos da escravidão na sociedade brasileira.A palestra central foi ministrada pela escritora e imortal da Academia Brasileira de Letras Ana Maria Gonçalves, que apresentou uma abordagem acadêmica e reflexiva sobre os silêncios presentes nos registros oficiais da escravidão e seus desdobramentos na realidade social contemporânea.Segundo a autora, refletir sobre a escravidão exige compreendê-la como um processo cujos efeitos permanecem ativos no presente. “Quando a gente pensa na escravidão apenas como um episódio encerrado, perde a dimensão de como ela continua estruturando desigualdades e violências que atravessam o nosso tempo”, pontuou.Durante a exposição, Ana Maria Gonçalves apresentou conceitos desenvolvidos por pensadoras negras, como a fabulação crítica e a noção de rastro da escravidão. A partir dessas referências, destacou como a história oficial apagou trajetórias de pessoas negras e como a literatura e a pesquisa podem contribuir para a reconstrução dessas narrativas.Ao relatar o processo de criação do romance “Um defeito de cor”, a escritora explicou que a escassez de registros sobre mulheres negras escravizadas demanda um trabalho rigoroso de investigação e imaginação responsável. “Escrever essas histórias é uma forma de enfrentar a violência do arquivo e afirmar que essas vidas existiram, mesmo quando os documentos tentaram silenciá-las”, destacou.O procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira, titular Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, atuou como debatedor do evento e ressaltou a importância do debate no âmbito do Ministério Público e o papel das instituições públicas na construção de uma sociedade comprometida com o enfrentamento do racismo.“A obra da professora Ana Maria Gonçalves não me ensinou apenas a não ser racista, mas, sobretudo, a ser antirracista, a partir da força da sua escrita e da história que ela escolheu narrar”, afirmou o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira.Reconhecimento – Considerado a principal obra de Ana Maria Gonçalves, o romance “Um defeito de cor” venceu o Prêmio Casa de las Américas, em 2007, e foi eleito o melhor livro da literatura brasileira do século 21 por júri da Folha de S.Paulo. A obra narra a trajetória de Kehinde, mulher negra sequestrada ainda criança no Reino do Daomé e trazida ao Brasil para ser escravizada na Ilha de Itaparica, na Bahia.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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