Mato Grosso
Seciteci participa de encontro nacional do Programa Mulheres Mil
Mato Grosso
Um grupo de quatro servidores da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) participou do primeiro Encontro Nacional do Programa Mulheres Mil, que desenvolve ações de inclusão social e produtiva de mulheres em vulnerabilidade social. Iniciado na manhã de segunda-feira (28.7), em Pelotas, no Rio Grande do Sul, o evento foi encerrado nesta quarta-feira (30) e serviu para troca de experiências verificadas no país.
O Encontro visou socializar experiências vivenciadas pelos profissionais dos Institutos Federais, Universidades e secretarias estaduais que desenvolvem projetos dentro do Mulheres Mil, com foco no atendimento de mulheres cisgênero, transgênero e travestis em situação de vulnerabilidade social e econômica.
A programação contou com palestras, oficinas, rodas de conversa e relatos de experiências vivenciadas com a aplicação do programa em diferentes regiões do Brasil.
O grupo enviado pela Seciteci foi constituído pela equipe Técnica e Gestora do Mulheres Mil: Bruna Figueiredo (coordenadora do Programa) e Lairce Campos (supervisora do Programa), além da coordenadora de Educação Profissional da Seciteci, Girlayne Menezes, e o servidor Erivaldo Portela.
Segundo Bruna Figueiredo, já em sua primeira experiência a Seciteci apresentou resultados efetivos para o programa, como a caracterização dos territórios e a utilização de metodologias que criaram ambiente de sororidade entre as alunas e fortalecimento da identidade feminina. Houve também relatos de inserção produtiva e saída de ciclos de violência.
“O programa Mulheres Mil nasceu enquanto política pública para suprir lacunas de mulheres em exclusão educacional histórica das mulheres negras, indígenas e migrantes, acolhendo também trajetórias educacionais interrompidas por trabalho, maternidade ou violência”, explicou Bruna.
O evento possibilitou à equipe conhecer práticas de instrumentos utilizados na metodologia do programa, como o Mapa da Vida, e compreender as nuances do público e os desafios. Outra novidade foi que, a partir dos desafios enfrentados pelas redes na execução do programa, os grupos puderam indicar melhorias e demandas diretamente à equipe da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec/MEC).
O 1º Encontro Nacional do Programa Mulheres Mil foi promovido pelo Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul), em parceria com os Institutos Federais Sul de Minas (IFSULDEMINAS) e do Sertão Pernambucano (IFSertãoPE).
*Com supervisão de Téo Meneses.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Escravidão e memória histórica são tema de webinar do MPMT
Em diálogo com a agenda internacional de direitos humanos, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, nesta quarta-feira (22), um webinar dedicado à reflexão crítica sobre a escravidão e o tráfico transatlântico de pessoas escravizadas. A iniciativa destacou a centralidade da memória histórica como elemento fundamental na promoção da igualdade racial e na defesa dos direitos humanos.O webinar foi idealizado pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), Escola Institucional do MPMT. O objetivo foi fomentar o debate qualificado sobre os impactos históricos e contemporâneos da escravidão na sociedade brasileira.A palestra central foi ministrada pela escritora e imortal da Academia Brasileira de Letras Ana Maria Gonçalves, que apresentou uma abordagem acadêmica e reflexiva sobre os silêncios presentes nos registros oficiais da escravidão e seus desdobramentos na realidade social contemporânea.Segundo a autora, refletir sobre a escravidão exige compreendê-la como um processo cujos efeitos permanecem ativos no presente. “Quando a gente pensa na escravidão apenas como um episódio encerrado, perde a dimensão de como ela continua estruturando desigualdades e violências que atravessam o nosso tempo”, pontuou.Durante a exposição, Ana Maria Gonçalves apresentou conceitos desenvolvidos por pensadoras negras, como a fabulação crítica e a noção de rastro da escravidão. A partir dessas referências, destacou como a história oficial apagou trajetórias de pessoas negras e como a literatura e a pesquisa podem contribuir para a reconstrução dessas narrativas.Ao relatar o processo de criação do romance “Um defeito de cor”, a escritora explicou que a escassez de registros sobre mulheres negras escravizadas demanda um trabalho rigoroso de investigação e imaginação responsável. “Escrever essas histórias é uma forma de enfrentar a violência do arquivo e afirmar que essas vidas existiram, mesmo quando os documentos tentaram silenciá-las”, destacou.O procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira, titular Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, atuou como debatedor do evento e ressaltou a importância do debate no âmbito do Ministério Público e o papel das instituições públicas na construção de uma sociedade comprometida com o enfrentamento do racismo.“A obra da professora Ana Maria Gonçalves não me ensinou apenas a não ser racista, mas, sobretudo, a ser antirracista, a partir da força da sua escrita e da história que ela escolheu narrar”, afirmou o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira.Reconhecimento – Considerado a principal obra de Ana Maria Gonçalves, o romance “Um defeito de cor” venceu o Prêmio Casa de las Américas, em 2007, e foi eleito o melhor livro da literatura brasileira do século 21 por júri da Folha de S.Paulo. A obra narra a trajetória de Kehinde, mulher negra sequestrada ainda criança no Reino do Daomé e trazida ao Brasil para ser escravizada na Ilha de Itaparica, na Bahia.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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