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Seciteci reúne diretores e coordenadores das 17 Etecs para o Encontro de Gestores 2025

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A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci-MT) realiza nesta quarta-feira (10.11), o Encontro de Gestores 2025, com a presença de diretores e coordenadores das 17 Escolas Técnicas Estaduais (Etecs). A reunião acontece na Etec Cuiabá, das 8h às 17h, com a presença de cerca de 100 profissionais.

O objetivo do encontro é que todos os representantes dos 17 municípios, que possuem sede de Etecs, possam expor o panorama da cada gestão durante o ano de 2025. O tema deste ano é a gestão e qualidade na educação profissional.

Para abrir o diálogo, o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Allan Kardec, conduziu pela manhã uma palestra sobre “Visão Estratégica da Ciência, Tecnologia e Inovação para a EPT”. Durante a apresentação, ressaltou o comprometimento dos profissionais que impulsionam o crescimento da Seciteci

“Todos que estão são responsáveis pelo nosso sucesso. Inauguramos escolas, ampliamos oferta de cursos e garantimos que diversos jovens tivessem a oportunidade de se profissionalizar. A Seciteci tem essa missão de qualificar, dar oportunidade, e isso só é possível de realizar com o empenho do trabalho de profissionais competentes e que acreditam nesse propósito”, salientou.


O secretário adjunto de Educação Profissional e Superior, Dimorvan Brescancim, abriu o debate sobre “Diretrizes para a EPT e Ensino Superior Metas e Desafios para 2026″.

“Precisamos parabenizar pela excelente trajetória de 2025. Nossos indicadores, em três anos, surpreendeu, a gente conseguiu virar a chave em relação ao que nós tínhamos em fevereiro de 2023. Mas temos desafios para 2026, precisamos ampliar ainda mais nosso nível de qualidade, nossas metas são expressivas e com alinhamento temos total capacidade de executá-las”, o secretário adjunto.

Ainda durante a programação serão abordados temas como Cuidando do Gestor, Estratégias de Saúde Mental e Prevenção ao Burnout. Ao final do encontro, os convidados participam de uma apresentação cultural.

Fonte: Governo MT – MT

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Escravidão e memória histórica são tema de webinar do MPMT

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Em diálogo com a agenda internacional de direitos humanos, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, nesta quarta-feira (22), um webinar dedicado à reflexão crítica sobre a escravidão e o tráfico transatlântico de pessoas escravizadas. A iniciativa destacou a centralidade da memória histórica como elemento fundamental na promoção da igualdade racial e na defesa dos direitos humanos.O webinar foi idealizado pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), Escola Institucional do MPMT. O objetivo foi fomentar o debate qualificado sobre os impactos históricos e contemporâneos da escravidão na sociedade brasileira.A palestra central foi ministrada pela escritora e imortal da Academia Brasileira de Letras Ana Maria Gonçalves, que apresentou uma abordagem acadêmica e reflexiva sobre os silêncios presentes nos registros oficiais da escravidão e seus desdobramentos na realidade social contemporânea.Segundo a autora, refletir sobre a escravidão exige compreendê-la como um processo cujos efeitos permanecem ativos no presente. “Quando a gente pensa na escravidão apenas como um episódio encerrado, perde a dimensão de como ela continua estruturando desigualdades e violências que atravessam o nosso tempo”, pontuou.Durante a exposição, Ana Maria Gonçalves apresentou conceitos desenvolvidos por pensadoras negras, como a fabulação crítica e a noção de rastro da escravidão. A partir dessas referências, destacou como a história oficial apagou trajetórias de pessoas negras e como a literatura e a pesquisa podem contribuir para a reconstrução dessas narrativas.Ao relatar o processo de criação do romance “Um defeito de cor”, a escritora explicou que a escassez de registros sobre mulheres negras escravizadas demanda um trabalho rigoroso de investigação e imaginação responsável. “Escrever essas histórias é uma forma de enfrentar a violência do arquivo e afirmar que essas vidas existiram, mesmo quando os documentos tentaram silenciá-las”, destacou.O procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira, titular Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, atuou como debatedor do evento e ressaltou a importância do debate no âmbito do Ministério Público e o papel das instituições públicas na construção de uma sociedade comprometida com o enfrentamento do racismo.“A obra da professora Ana Maria Gonçalves não me ensinou apenas a não ser racista, mas, sobretudo, a ser antirracista, a partir da força da sua escrita e da história que ela escolheu narrar”, afirmou o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira.Reconhecimento – Considerado a principal obra de Ana Maria Gonçalves, o romance “Um defeito de cor” venceu o Prêmio Casa de las Américas, em 2007, e foi eleito o melhor livro da literatura brasileira do século 21 por júri da Folha de S.Paulo. A obra narra a trajetória de Kehinde, mulher negra sequestrada ainda criança no Reino do Daomé e trazida ao Brasil para ser escravizada na Ilha de Itaparica, na Bahia.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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