Mato Grosso
Semana da Inovação de MT oferece programação gratuita de palestras e workshops em Tangará da Serra
Mato Grosso
Estão abertas as inscrições para a 5ª edição da Semana da Inovação de Mato Grosso (SIMT). O evento, que tem apoio do Governo de Mato Grosso, é colaborativo com a coordenação da Rede de Inovação de Mato Grosso – Inova MT, uma associação que trabalha o fortalecimento e desenvolvimento do ecossistema de inovação no Estado.
O tema central da Semana da Inovação será os “caminhos que levam à inovação no agro”. O evento envolverá vários parceiros e apoiadores institucionais, como a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci).
A Semana da Inovação de Mato Grosso será realizada pela primeira vez no interior de Mato Grosso. A cidade de Tangará da Serra sediará o evento, que ocorrerá no Centro de Eventos de Tangará da Serra (situado na Av. Parque da Serra), entre os dias 11 e 13 de setembro de 2025.
A primeira edição da SIMT foi em 2021 e, desde 2024, os encontros foram realizados na Capital, sempre no mês de setembro. O evento é uma união de conteúdos especializados, conexões empreendedoras e inovadores, feiras de marcas e projetos de impacto através de processo inovador, sendo 100% gratuito e com mais de 200 voluntários em seu desenvolvimento.
Para Edcleide Nobre, presidente da comissão organizadora, a SIMT vem impactando o ecossistema de inovação do Estado devido à união e articulação entre as instituições.
Segundo ela, o evento busca compreender, debater e impulsionar as iniciativas inovadoras e tecnológicas que auxiliem no desenvolvimento de Mato Grosso e tem como público-alvo representantes do setor produtivo, governo, academia, investidores, empreendedores e a sociedade interessada em tecnologia e inovação.
No primeiro dia, o foco das discussões será processos inovadores para sustentabilidade, com especialistas da Singularity University e da Confederação Nacional da Agricultura (CNA). No dia 12, a atenção será voltada para cadeias produtivas sustentáveis, com o ex-ministro da Agricultura Antônio Cabrera e uma palestra magna da Empresas Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) sobre Bioinsumos.
O tema do último dia será “Olhando o futuro dos Ecossistemas Inovadores e suas Governanças”. A programação de encerramento inclui oficinas, apresentação de startups e um debate sobre a tokenização no agronegócio.
Os passaportes para os três dias de evento podem ser adquiridos gratuitamente pela plataforma Sympla, clicando aqui.
Para conferir mais informações, como a programação detalhada, confira os canais oficiais do evento no Instagram (Acesse Aqui) e LinkedIn (Acesse Aqui).
A 5ª edição da Semana da Inovação de Mato Grosso (SIMT) é uma iniciativa do Inova MT, com o Ecossistema Inovação de Tangará da Serra (ConectaTGA), Prefeitura de Tangará da Serra e Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequenas Empresas (Sebrae MT). O apoio institucional é realizado pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Ciência e Tecnologia e Inovação de Mato Grosso (Seciteci), e patrocínio de várias marcas que inovam em nosso Estado e geram impacto.
*Com supervisão de Téo Meneses.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Escravidão e memória histórica são tema de webinar do MPMT
Em diálogo com a agenda internacional de direitos humanos, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, nesta quarta-feira (22), um webinar dedicado à reflexão crítica sobre a escravidão e o tráfico transatlântico de pessoas escravizadas. A iniciativa destacou a centralidade da memória histórica como elemento fundamental na promoção da igualdade racial e na defesa dos direitos humanos.O webinar foi idealizado pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), Escola Institucional do MPMT. O objetivo foi fomentar o debate qualificado sobre os impactos históricos e contemporâneos da escravidão na sociedade brasileira.A palestra central foi ministrada pela escritora e imortal da Academia Brasileira de Letras Ana Maria Gonçalves, que apresentou uma abordagem acadêmica e reflexiva sobre os silêncios presentes nos registros oficiais da escravidão e seus desdobramentos na realidade social contemporânea.Segundo a autora, refletir sobre a escravidão exige compreendê-la como um processo cujos efeitos permanecem ativos no presente. “Quando a gente pensa na escravidão apenas como um episódio encerrado, perde a dimensão de como ela continua estruturando desigualdades e violências que atravessam o nosso tempo”, pontuou.Durante a exposição, Ana Maria Gonçalves apresentou conceitos desenvolvidos por pensadoras negras, como a fabulação crítica e a noção de rastro da escravidão. A partir dessas referências, destacou como a história oficial apagou trajetórias de pessoas negras e como a literatura e a pesquisa podem contribuir para a reconstrução dessas narrativas.Ao relatar o processo de criação do romance “Um defeito de cor”, a escritora explicou que a escassez de registros sobre mulheres negras escravizadas demanda um trabalho rigoroso de investigação e imaginação responsável. “Escrever essas histórias é uma forma de enfrentar a violência do arquivo e afirmar que essas vidas existiram, mesmo quando os documentos tentaram silenciá-las”, destacou.O procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira, titular Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, atuou como debatedor do evento e ressaltou a importância do debate no âmbito do Ministério Público e o papel das instituições públicas na construção de uma sociedade comprometida com o enfrentamento do racismo.“A obra da professora Ana Maria Gonçalves não me ensinou apenas a não ser racista, mas, sobretudo, a ser antirracista, a partir da força da sua escrita e da história que ela escolheu narrar”, afirmou o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira.Reconhecimento – Considerado a principal obra de Ana Maria Gonçalves, o romance “Um defeito de cor” venceu o Prêmio Casa de las Américas, em 2007, e foi eleito o melhor livro da literatura brasileira do século 21 por júri da Folha de S.Paulo. A obra narra a trajetória de Kehinde, mulher negra sequestrada ainda criança no Reino do Daomé e trazida ao Brasil para ser escravizada na Ilha de Itaparica, na Bahia.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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