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Taça de Favelas MT 2025 será lançada nesta sexta-feira (29); jogos começam no sábado (30)

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A Taça de Favelas -edição Mato Grosso 2025 será lançada nesta sexta-feira (29.8), às 19h, no auditório da Escola Estadual Liceu Cuiabano, em Cuiabá. Com patrocínio da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (Secel), o evento visa promover o orgulho e a inclusão social das comunidades.

Durante a solenidade, será realizado o sorteio das chaves. Após a realização do congresso técnico e das peneiras nos dias 23 e 24 de agosto, foram definidas as 16 seleções masculinas e 8 femininas que entrarão em campo em busca do título.

O campeonato, que reúne jovens de 14 a 17 anos, é uma vitrine de talentos e uma poderosa ferramenta de transformação social através do esporte, oferecendo uma oportunidade para que atletas mostrem seu potencial e sonhem com um futuro no futebol.

As equipes femininas confirmadas na disputa são: Novo Colorado, Mapim, Dr. Fábio, Novo Terceiro, Dom Aquino, CPA 4, Araés e Três Barras. No masculino, a competição contará com as seleções de Jardim Florianópolis, Mapim, Canelas, Marajoara, Pedra 90, Novo Terceiro, Dom Aquino, Osmar Cabral, Morro, Pascoal Ramos, CPA 2, Distrito da Guia, Cohab Marechal Rondon, Cohab Celestino, Altos da Boa Vista e Novo Colorado.

A partir de sábado (30), a bola já começa a rolar nos gramados do estádio do Liceu Cuiabano, com uma agenda repleta de jogos que se estenderá até a grande disputa pelo terceiro lugar, no dia 05 de setembro.

A Taça das Favelas é uma realização da Central Única das Favelas, com promoção da TV Centro América e parcerias do Liceu Cuiabano, Em Cena Escola de Artes de Cuiabá e 9 Atos Cultura e Entretenimento.

Confira a programação completa dos jogos:

29/08 (Sexta-feira)

19:00 – Lançamento Oficial da Taça das Favelas 2025

30/08 (Sábado)

07:00 – 02 jogos

15:00 – 04 jogos

31/08 (Domingo)

07:00 – 02 jogos

15:00 – 04 jogos

01/09 (Segunda-feira)

19:00 – 02 jogos

02/09 (Terça-feira)

19:00 – 02 jogos

03/09 (Quarta-feira) – Semifinal

19:00 – 02 jogos

04/09 (Quinta-feira) – Semifinal

19:00 – 02 jogos

05/09 (Sexta-feira) – Disputa do 3º Lugar

19:00 – 02 jogos

Fonte: Governo MT – MT

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Escravidão e memória histórica são tema de webinar do MPMT

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Em diálogo com a agenda internacional de direitos humanos, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, nesta quarta-feira (22), um webinar dedicado à reflexão crítica sobre a escravidão e o tráfico transatlântico de pessoas escravizadas. A iniciativa destacou a centralidade da memória histórica como elemento fundamental na promoção da igualdade racial e na defesa dos direitos humanos.O webinar foi idealizado pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), Escola Institucional do MPMT. O objetivo foi fomentar o debate qualificado sobre os impactos históricos e contemporâneos da escravidão na sociedade brasileira.A palestra central foi ministrada pela escritora e imortal da Academia Brasileira de Letras Ana Maria Gonçalves, que apresentou uma abordagem acadêmica e reflexiva sobre os silêncios presentes nos registros oficiais da escravidão e seus desdobramentos na realidade social contemporânea.Segundo a autora, refletir sobre a escravidão exige compreendê-la como um processo cujos efeitos permanecem ativos no presente. “Quando a gente pensa na escravidão apenas como um episódio encerrado, perde a dimensão de como ela continua estruturando desigualdades e violências que atravessam o nosso tempo”, pontuou.Durante a exposição, Ana Maria Gonçalves apresentou conceitos desenvolvidos por pensadoras negras, como a fabulação crítica e a noção de rastro da escravidão. A partir dessas referências, destacou como a história oficial apagou trajetórias de pessoas negras e como a literatura e a pesquisa podem contribuir para a reconstrução dessas narrativas.Ao relatar o processo de criação do romance “Um defeito de cor”, a escritora explicou que a escassez de registros sobre mulheres negras escravizadas demanda um trabalho rigoroso de investigação e imaginação responsável. “Escrever essas histórias é uma forma de enfrentar a violência do arquivo e afirmar que essas vidas existiram, mesmo quando os documentos tentaram silenciá-las”, destacou.O procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira, titular Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, atuou como debatedor do evento e ressaltou a importância do debate no âmbito do Ministério Público e o papel das instituições públicas na construção de uma sociedade comprometida com o enfrentamento do racismo.“A obra da professora Ana Maria Gonçalves não me ensinou apenas a não ser racista, mas, sobretudo, a ser antirracista, a partir da força da sua escrita e da história que ela escolheu narrar”, afirmou o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira.Reconhecimento – Considerado a principal obra de Ana Maria Gonçalves, o romance “Um defeito de cor” venceu o Prêmio Casa de las Américas, em 2007, e foi eleito o melhor livro da literatura brasileira do século 21 por júri da Folha de S.Paulo. A obra narra a trajetória de Kehinde, mulher negra sequestrada ainda criança no Reino do Daomé e trazida ao Brasil para ser escravizada na Ilha de Itaparica, na Bahia.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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