Mato Grosso
TCE-MT lança nova versão do aplicativo com identificação funcional digital e serviços ampliados ao cidadão
Mato Grosso
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O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) disponibilizou, nesta semana, uma nova versão do aplicativo oficial, trazendo um conjunto de funcionalidades inéditas tanto para os servidores quanto para o público em geral. A atualização reforça o compromisso do órgão com a transformação digital, ampliando a eficiência interna e oferecendo novos mecanismos de transparência e interação com a sociedade.
A nova versão traz um conjunto de melhorias para o público em geral no módulo da Escola Superior de Contas, incluindo check-in por QR Code para cursos, palestras e capacitações, garantindo mais organização e controle acadêmico.
Outra evolução é a implementação do sistema de notificações automáticas para novas publicações do Diário Oficial de Contas, permitindo que cidadãos, gestores e profissionais recebam avisos em tempo real sobre nomeações, atos normativos e decisões da Corte.
A interface principal também foi totalmente redesenhada, com uma Home mais intuitiva, moderna e simplificada, facilitando a navegação entre módulos e serviços. A Ouvidoria ganhou destaque, com o módulo de Manifestações incorporado ao aplicativo, ampliando canais de participação social e controle cidadão.
Para o presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, a ampliação das funcionalidades reafirma o protagonismo do órgão em inovação no setor público. “Estamos avançando para um Tribunal cada vez mais moderno, móvel e conectado. A tecnologia não é apenas uma ferramenta de apoio, mas um eixo estruturante da nossa estratégia institucional. Essa nova versão do aplicativo aproxima o Tribunal da sociedade e dos servidores, permitindo que a informação circule com mais velocidade e transparência.”
Já o secretário-executivo de Tecnologia da Informação, Reginaldo Hugo Szezupior, ressaltou que a atualização consolida avanços importantes da arquitetura digital do Tribunal. “Estamos evoluindo de uma lógica de sistemas isolados para um ecossistema integrado e inteligente. Cada novo recurso do aplicativo conversa com a estratégia de transformação digital do TCE-MT, garantindo segurança, usabilidade e serviços de alta disponibilidade. É uma entrega que traduz em tecnologia o compromisso institucional com eficiência e transparência.”
Novidades exclusivas para servidores
Entre os destaques voltados ao público interno está o novo módulo de Diárias, que agora permite aprovação e autorização diretamente pelo aplicativo, encurtando fluxos, acelerando processos e reduzindo etapas administrativas. A atualização introduz também a Identidade Funcional Digital, com validação por QR Code, garantindo segurança, autenticidade e praticidade para identificação em eventos, inspeções e ambientes institucionais.
O app passa ainda a disponibilizar consultas de Ordens de Serviço, trazendo mais agilidade para equipes técnicas e unidades administrativas, além de um novo painel de informações bancárias, consolidando dados essenciais do servidor em um único ambiente seguro.
Responsável técnico pela evolução das plataformas corporativas, o subsecretário de Sistemas, Rodrigo Matos Medeiros, destacou o avanço operacional da nova versão. “Reconstruímos várias funcionalidades com base em padrões atuais de desenvolvimento, entregando um app mais leve, ágil e alinhado ao que o servidor e o cidadão esperam. A identificação funcional digital, o check-in por QR Code e os novos módulos refletem a maturidade da nossa arquitetura de sistemas. É uma entrega que coloca o TCE-MT em um novo patamar de mobilidade institucional”, declarou, acrescentando que as melhorias foram desenvolvidas preservando a política de código interno, que permite evolução contínua das plataformas pela própria equipe técnica do Tribunal.
O aplicativo pode ser baixado gratuitamente nas lojas digitais:
Google Play Store (Android) – Clique aqui
App Store (iOS) – Clique aqui
Secretaria de Comunicação/TCE-MT
E-mail: [email protected]
Telefone: 3613-7561
Fonte: TCE MT – MT
Mato Grosso
Escravidão e memória histórica são tema de webinar do MPMT
Em diálogo com a agenda internacional de direitos humanos, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, nesta quarta-feira (22), um webinar dedicado à reflexão crítica sobre a escravidão e o tráfico transatlântico de pessoas escravizadas. A iniciativa destacou a centralidade da memória histórica como elemento fundamental na promoção da igualdade racial e na defesa dos direitos humanos.O webinar foi idealizado pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), Escola Institucional do MPMT. O objetivo foi fomentar o debate qualificado sobre os impactos históricos e contemporâneos da escravidão na sociedade brasileira.A palestra central foi ministrada pela escritora e imortal da Academia Brasileira de Letras Ana Maria Gonçalves, que apresentou uma abordagem acadêmica e reflexiva sobre os silêncios presentes nos registros oficiais da escravidão e seus desdobramentos na realidade social contemporânea.Segundo a autora, refletir sobre a escravidão exige compreendê-la como um processo cujos efeitos permanecem ativos no presente. “Quando a gente pensa na escravidão apenas como um episódio encerrado, perde a dimensão de como ela continua estruturando desigualdades e violências que atravessam o nosso tempo”, pontuou.Durante a exposição, Ana Maria Gonçalves apresentou conceitos desenvolvidos por pensadoras negras, como a fabulação crítica e a noção de rastro da escravidão. A partir dessas referências, destacou como a história oficial apagou trajetórias de pessoas negras e como a literatura e a pesquisa podem contribuir para a reconstrução dessas narrativas.Ao relatar o processo de criação do romance “Um defeito de cor”, a escritora explicou que a escassez de registros sobre mulheres negras escravizadas demanda um trabalho rigoroso de investigação e imaginação responsável. “Escrever essas histórias é uma forma de enfrentar a violência do arquivo e afirmar que essas vidas existiram, mesmo quando os documentos tentaram silenciá-las”, destacou.O procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira, titular Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, atuou como debatedor do evento e ressaltou a importância do debate no âmbito do Ministério Público e o papel das instituições públicas na construção de uma sociedade comprometida com o enfrentamento do racismo.“A obra da professora Ana Maria Gonçalves não me ensinou apenas a não ser racista, mas, sobretudo, a ser antirracista, a partir da força da sua escrita e da história que ela escolheu narrar”, afirmou o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira.Reconhecimento – Considerado a principal obra de Ana Maria Gonçalves, o romance “Um defeito de cor” venceu o Prêmio Casa de las Américas, em 2007, e foi eleito o melhor livro da literatura brasileira do século 21 por júri da Folha de S.Paulo. A obra narra a trajetória de Kehinde, mulher negra sequestrada ainda criança no Reino do Daomé e trazida ao Brasil para ser escravizada na Ilha de Itaparica, na Bahia.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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