Opinião

Corpus Christi: Fé, Amor e Esperança em Tempos de Incerteza

Publicado em

Opinião

Celebramos hoje, com fé e devoção, o Corpus Christi, a festa da presença real de Cristo na Eucaristia. Em um mundo onde tantos sofrem e vidas são perdidas em conflitos, esta data se reveste de um significado ainda mais profundo. Precisamos de paz, de muita fé, e que Deus acalme o coração daqueles que dominam as nações.

O mundo precisa de empatia e paz. É um convite à reflexão, à união e, acima de tudo, à prática do amor.

Em tempos de conflitos e incertezas, a fé se torna um farol, guiando-nos através da escuridão. A crença em um poder maior, em um Deus que nos ama incondicionalmente, nos fortalece para enfrentar os desafios e nos dá esperança em um futuro melhor.

A Eucaristia, o corpo e sangue de Cristo, é o alimento que nutre nossa alma e nos une em comunhão.

Mas a fé, por si só, não basta. É preciso que ela se traduza em ações, em gestos concretos de amor e solidariedade. O amor é a ferramenta fundamental para construir a paz e superar as divisões.

É através do amor que podemos construir pontes, derrubar muros e transformar a realidade que nos cerca.

Corpus Christi nos lembra que somos todos irmãos, membros de uma mesma família humana. Somos chamados a amar uns aos outros, a perdoar as ofensas e a trabalhar juntos por um mundo mais justo e fraterno.

A Eucaristia nos convida a compartilhar, a doar e a nos colocar a serviço do próximo.

Que a celebração de Corpus Christi nos inspire a renovar nossa fé, a fortalecer o amor em nossos corações e a semear a esperança em um mundo sedento por paz.

Que possamos ser instrumentos da graça divina, levando a luz de Cristo a todos aqueles que precisam.

Virginia Mendes é primeira-dama de Mato Grosso, fiel e devota de Nossa Senhora Aparecida, e reconhece em todas as santas um exemplo de maternidade e intercessão em nossas vidas.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Opinião

O varejo não quebrou, mas a cabeça do cliente mudou

Publicados

em

Voltei da Omni Varejo 2026, em João Pessoa, com a cabeça fervendo. Não foi por causa do calor nordestino, mas de uma palestra do publicitário Walter Longo, que me fez repensar quase tudo o que fazemos no comércio cuiabano.

O varejo não está em crise. O que está acontecendo é uma mudança brutal na cabeça do consumidor. Como disse Longo: “Agora, assistimos a uma migração sem precedentes, mas ela é cognitiva, não geográfica.” Seu cliente não mudou de bairro — mudou dentro da própria cabeça. Ele quer respostas rápidas, soluções imediatas. E quem não perceber isso vai ficar para trás.

Nicholas Carr, jornalista, explica que estamos migrando a atividade neural do hipocampo (pensamento profundo) para o córtex pré-frontal (piloto automático). A revista The Economist estima que as distrações digitais custam US$ 650 bilhões por ano aos Estados Unidos. Aqui no Brasil, a conta também é pesada.

A saída? Um modelo de negócio mais leve. Longo foi direto: “O segredo do futuro não está em ter mais, e sim em ser mais leve.” Menos estoque, menos peso, mais flexibilidade. O cliente quer agilidade, e estoque enorme virou âncora.

No marketing, a virada é igualmente radical: “O futuro não está em atingir pessoas em massa, mas em compreender pessoas em frações.” Pessoas não são — pessoas estão. Tratar o cliente como ficha cadastral é coisa do passado.

E a cereja do bolo: “Gerir uma empresa daqui para frente significa entender como funcionam as pessoas, e não apenas o negócio.” A economista inglesa Dame Minouche Shafik resume bem: “No passado, empregos dependiam de músculos; agora, do cérebro; no futuro, vão depender do coração.”

Mas não dá para ignorar o presente: juros nas alturas, inadimplência que não dá trégua e um fenômeno que vem arrasando milhares de pessoas no país, apostas esportivas e jogos online passaram a disputar espaço no orçamento dos brasileiros, além do custo de capital corroendo margens. A realidade é dura e fingir que ela não existe é receita para o fracasso.

E é justamente aí que mora a oportunidade. Estoque enxuto não é só modernidade: é menos dinheiro parado pagando juros altos. Atendimento personalizado não é só marketing: é fidelizar quem já compra, mesmo com crédito restrito. Gestão com coração não é só empatia: é time engajado, que vende mais e gera indicações — o melhor remédio contra a queda de consumo.

E a inadimplência? A saída é usar tecnologia para analisar o perfil de crédito em tempo real, oferecer prazos que cabem no bolso e recuperar clientes com abordagem humana. Porque coração também se usa na hora de negociar.

Os lojistas que vão crescer não são os que ignoram os juros, são os que aprendem a dançar com eles. Margem apertada exige giro rápido. Capital caro exige criatividade. Cliente endividado exige oferta inteligente, não apenas desconto.

Como presidente da CDL Cuiabá, saio do evento convicto: nossos desafios são reais, mas nossas armas também. Temos tecnologia, conhecimento e, acima de tudo, um comércio que já provou que sabe renascer.

O varejo cuiabano vai ser mais leve, mais humano e mais esperto. Vai usar a crise como combustível para inovar.

Não tem mais volta: a cabeça do cliente já mudou. Os juros estão altos, a inadimplência existe, mas nossa capacidade de reinventar é maior. Agora é a nossa vez — e vamos sair dessa maiores do que entramos.

*Júnior Macagnam, empresário da moda e presidente da CDL Cuiabá

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA