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E se não for burnout?

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Você não precisa esperar colapsar para mudar. A medicina da performance e da longevidade começa no lugar mais negligenciado do seu dia: sua ROTINA
Era uma terça-feira qualquer.Consultório cheio, rotina intensa, exames, pacientes.E ali estava ele, 43 anos, executivo de uma multinacional, dois filhos, carro importado, agenda lotada — e completamente esgotado.

A queixa parecia comum:

“Tô sem energia, doutor. O cérebro não acompanha mais. O corpo tá pesado. Acordo cansado. Meus exames estão normais… Será que é burnout?”
Mas à medida que eu fazia as perguntas certas, o que se revelava não era um esgotamento emocional.
Era um descompasso biológico completo.Um homem saudável, mas totalmente fora de ritmo com o que seu corpo precisava.

O problema pode não ser você. Pode ser o seu tempo.

Nosso corpo é regido por um relógio interno invisível, conhecido como ritmo circadiano. Ele determina o melhor horário pra comer, dormir, produzir, pensar e até metabolizar medicamentos.
Mas hoje, vivemos na contramão dele.

Acordamos tarde.
Dormimos tarde.
Treinamos sem energia.
Comemos com pressa.
Tomamos decisões importantes em horários de baixo rendimento mental.
E depois chamamos isso de falta de foco, preguiça ou “idade chegando”.
Não é. É o seu corpo implorando por uma rotina que o respeite.

Rotina estruturada não é prisão. É inteligência aplicada.
Talvez ninguém nunca tenha te dito, mas:
A forma como você organiza seu dia afeta diretamente:
• Sua pressão arterial e risco cardiovascular
• Sua capacidade cognitiva e produtividade
• Seu nível de estresse e qualidade do sono
• E até sua estética corporal e metabolismo de gordura
É por isso que, como médico, eu não entrego só exames e diagnósticos.Entrego ritmo.

Transformo rotina em prescrição.
Porque não adianta falar em saúde, se seu estilo de vida está sabotando silenciosamente o que você construiu até aqui.

Comece com perguntas simples:
• Você acorda no mesmo horário todos os dias?
• Você sabe qual é o melhor horário para o seu treino render mais?
• Seus picos de produtividade estão sincronizados com suas tarefas mais importantes?
• Você janta em paz… ou respondendo mensagens?
• Você sente que seu dia termina melhor do que começou?
Se todas as respostas forem “não”, tem algo errado. E ainda dá tempo de mudar.

Rotina é a nova medicina. E ela salva.
A saúde que você quer não depende de uma cápsula mágica.
Ela depende de um método.
De alguém que te veja por inteiro — corpo, mente, rotina, ritmo, genética.
E que alinhe tudo isso com ciência.
A boa notícia? Isso já existe.
E começa onde ninguém costuma olhar: no seu dia a dia.

Você não precisa esperar seu corpo gritar para escutá-lo.
Às vezes, o que você chama de cansaço… é só o seu coração tentando te avisar que algo precisa mudar.
E eu tô aqui pra te ajudar a ouvir.

Max Wagner de Lima – Cardiologista e Mentor em Saúde de Alta Performance, Especialista em Clínica Médica pelo Instituto dos servidores do Estado de São Paulo (HSPE-FMO ), Especialista em Cardiologia pelo Instituto Dante Pazzanese, Especialista em Terapia Intensiva pela AMIB, Fellow pela Sociedade Europeia de Cardiologia,  Ex Conselheiro Federal de Medicina (2019-2024), Presidente da SBC MT – biênio 2016-2017.

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O varejo não quebrou, mas a cabeça do cliente mudou

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Voltei da Omni Varejo 2026, em João Pessoa, com a cabeça fervendo. Não foi por causa do calor nordestino, mas de uma palestra do publicitário Walter Longo, que me fez repensar quase tudo o que fazemos no comércio cuiabano.

O varejo não está em crise. O que está acontecendo é uma mudança brutal na cabeça do consumidor. Como disse Longo: “Agora, assistimos a uma migração sem precedentes, mas ela é cognitiva, não geográfica.” Seu cliente não mudou de bairro — mudou dentro da própria cabeça. Ele quer respostas rápidas, soluções imediatas. E quem não perceber isso vai ficar para trás.

Nicholas Carr, jornalista, explica que estamos migrando a atividade neural do hipocampo (pensamento profundo) para o córtex pré-frontal (piloto automático). A revista The Economist estima que as distrações digitais custam US$ 650 bilhões por ano aos Estados Unidos. Aqui no Brasil, a conta também é pesada.

A saída? Um modelo de negócio mais leve. Longo foi direto: “O segredo do futuro não está em ter mais, e sim em ser mais leve.” Menos estoque, menos peso, mais flexibilidade. O cliente quer agilidade, e estoque enorme virou âncora.

No marketing, a virada é igualmente radical: “O futuro não está em atingir pessoas em massa, mas em compreender pessoas em frações.” Pessoas não são — pessoas estão. Tratar o cliente como ficha cadastral é coisa do passado.

E a cereja do bolo: “Gerir uma empresa daqui para frente significa entender como funcionam as pessoas, e não apenas o negócio.” A economista inglesa Dame Minouche Shafik resume bem: “No passado, empregos dependiam de músculos; agora, do cérebro; no futuro, vão depender do coração.”

Mas não dá para ignorar o presente: juros nas alturas, inadimplência que não dá trégua e um fenômeno que vem arrasando milhares de pessoas no país, apostas esportivas e jogos online passaram a disputar espaço no orçamento dos brasileiros, além do custo de capital corroendo margens. A realidade é dura e fingir que ela não existe é receita para o fracasso.

E é justamente aí que mora a oportunidade. Estoque enxuto não é só modernidade: é menos dinheiro parado pagando juros altos. Atendimento personalizado não é só marketing: é fidelizar quem já compra, mesmo com crédito restrito. Gestão com coração não é só empatia: é time engajado, que vende mais e gera indicações — o melhor remédio contra a queda de consumo.

E a inadimplência? A saída é usar tecnologia para analisar o perfil de crédito em tempo real, oferecer prazos que cabem no bolso e recuperar clientes com abordagem humana. Porque coração também se usa na hora de negociar.

Os lojistas que vão crescer não são os que ignoram os juros, são os que aprendem a dançar com eles. Margem apertada exige giro rápido. Capital caro exige criatividade. Cliente endividado exige oferta inteligente, não apenas desconto.

Como presidente da CDL Cuiabá, saio do evento convicto: nossos desafios são reais, mas nossas armas também. Temos tecnologia, conhecimento e, acima de tudo, um comércio que já provou que sabe renascer.

O varejo cuiabano vai ser mais leve, mais humano e mais esperto. Vai usar a crise como combustível para inovar.

Não tem mais volta: a cabeça do cliente já mudou. Os juros estão altos, a inadimplência existe, mas nossa capacidade de reinventar é maior. Agora é a nossa vez — e vamos sair dessa maiores do que entramos.

*Júnior Macagnam, empresário da moda e presidente da CDL Cuiabá

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