Polícia Federal
FICCO/PE desarticula organização criminosa ligada ao tráfico de drogas e armas, homicídios e lavagem de dinheiro
Polícia Federal
Recife/PE. A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Pernambuco (FICCO/PE) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (3/9), a Operação Sintonia Fina, com a finalidade de desarticular um grupo criminoso responsável pelo tráfico de drogas, comércio ilegal de armas de fogo, homicídios e lavagem de dinheiro.
As investigações, iniciadas no ano de 2024, revelaram que o grupo investigado mantinha intensa atividade criminosa violenta na capital, região metropolitana e interior do Estado de Pernambuco, e também possibilitaram a identificação da estrutura de comando e das conexões da organização criminosa com diversas práticas ilícitas, inclusive, após a prisão do seu principal líder (2024), atualmente custodiado em um presídio federal.
A Operação Sintonia Fina é resultado da análise de elementos compartilhados a partir das Operações Manguezais (2022) e La Catedral (2024), igualmente deflagradas pela FICCO/PE, que já haviam identificado irregularidades no sistema prisional do Estado.
Estão sendo cumpridos 21 mandados de prisão preventiva, 31 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de valores e sequestro de bens dos investigados, nas cidades de Recife, Jaboatão dos Guararapes, Paulista, Igarassu, Abreu e Lima, Itaquitinga, Paudalho, Tacaimbó, Caruaru, Campo Grande/MS, Itanhaém/SP. As medidas foram determinadas pelo Juízo da 2ª Vara Criminal da Comarca de Jaboatão dos Guararapes/PE.
FICCO/PE
A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Pernambuco – FICCO/PE – é composta pela Polícia Civil de Pernambuco (PCPE), Polícia Federal (PF), Polícia Militar de Pernambuco (PMPE), Polícia Penal de Pernambuco (PPPE), Secretaria da Defesa Social de Pernambuco (SDS-PE) e Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN).
Comunicação Social da Polícia Federal em Pernambuco
Contato: (81) 2137-4076
E-mail: [email protected]
Fonte: Polícia Federal
Polícia Federal
Comissão aprova incentivos para provedores regionais de internet
A Comissão de Comunicação da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que cria medidas de estímulo para provedores regionais de internet, com foco na ampliação da conectividade em áreas remotas, rurais e de baixa atratividade econômica. O texto também institui o Programa Nacional de Incentivo aos Provedores Regionais.
O texto aprovado prevê prioridade de provedores regionais no acesso a crédito em bancos públicos e recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust); editais de apoio à implantação de redes em áreas remotas, rurais e de comunidades tradicionais; além de parcerias com o poder público para instalação de pontos gratuitos de internet em escolas, instituições públicas de saúde, bibliotecas e praças.
O colegiado aprovou o substitutivo do relator, deputado Julio Cesar Ribeiro (Republicanos-DF), ao Projeto de Lei 3211/25, do deputado Duda Ramos (MDB-RR). Em seu parecer, Ribeiro destacou que os provedores regionais já são responsáveis por mais de 63% das conexões de internet fixa nos lares brasileiros, mas a falta de apoio freia a expansão das redes.
“As políticas públicas em vigor ainda não conferem o devido reconhecimento ao trabalho desenvolvido pelos provedores regionais para a redução da exclusão digital e das desigualdades regionais no acesso à internet”, reforçou o relator.
Ajuste no texto
Julio Cesar Ribeiro optou por adotar parcialmente as alterações (emendas) feitas pela Comissão de Integração Nacional ao texto original. O novo texto define provedor regional como a prestadora cujo grupo econômico tenha participação nacional inferior a 5% em cada mercado de varejo em que atua, de acordo com os critérios adotados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
O texto aprovado também inclui a criação de grupo de monitoramento e de avaliação do programa. O comitê terá representantes do governo, da agência reguladora, de bancos e de provedores.
Por fim, o texto substituiu “universalização de serviços” pelo termo “massificação de acesso”. A justificativa foi que a universalização se aplica a serviços prestados em regime público, enquanto a internet funciona em um modelo de exploração por empresas de mercado.
Próximos passos
A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada agora pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Rachel Librelon
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