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PF combate crimes de moeda falsa e tráfico de drogas em Brasília de Minas/MG

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Montes Claros/MG. A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (10/2), uma operação com o objetivo de apurar a prática dos crimes de moeda falsa e tráfico de drogas. Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em endereços localizados no município de Brasília de Minas/MG, a cerca de 110 km de Montes Claros.

A ação contou com o apoio da Polícia Militar, por meio da 13ª Companhia Independente da PM / 2º Pelotão de Brasília de Minas. Uma pessoa foi presa em flagrante por porte ilegal de arma de fogo e por tráfico de drogas.

As diligências tiveram como alvos dois suspeitos, investigados por integrar um esquema de aquisição e de disseminação de cédulas falsas. Segundo as apurações, o grupo utilizava serviços postais para o recebimento do numerário ilícito, que posteriormente era repassado no comércio local.

Também foram constatados diversos registros criminais em desfavor dos investigados, envolvendo delitos como tráfico de drogas, receptação, roubo, apropriação indébita, direção perigosa, ameaça e roubo à agência dos Correios.

Durante a ação, foram apreendidos vários aparelhos celulares, drogas diversas, balanças de precisão, armas de fogo e dois veículos, sendo um carro e uma moto. Os itens arrecadados serão submetidos à análise pericial e deverão contribuir para o esclarecimento dos fatos, para a identificação de eventuais comparsas e para o aprofundamento das investigações.

Comunicação Social da Polícia Federal em Montes Claros/MG
(38) 2103-3237
@pfminasgerais

Fonte: Polícia Federal

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Pivetta admite possibilidade de boicote no DAE e diz que “já viu de tudo”

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) não descartou a possibilidade de ter ocorrido um boicote dentro do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG) em meio à crise de abastecimento enfrentada pelo município. Questionado sobre a hipótese, Pivetta afirmou que já presenciou diferentes situações na autarquia, mas evitou apontar possíveis responsáveis.

“A gente já viu de tudo lá, tá? Já vimos de tudo lá, mas nós vamos vencer. O importante é que o interesse da população vai prevalecer”, afirmou o governador.

A declaração ocorre em meio à tentativa do Governo do Estado e da Prefeitura de Várzea Grande de enfrentar os problemas históricos do sistema de abastecimento. A crise também ganhou contornos políticos após episódios envolvendo a administração do DAE e a troca de integrantes da direção da autarquia.

Entre os episódios que aumentaram a pressão sobre o departamento está a divulgação de um vídeo no qual o então diretor Rogerinho Dakar aparece com uma mala contendo dinheiro. O caso provocou questionamentos sobre a gestão do DAE e ampliou o desgaste em torno da estrutura responsável pelo abastecimento da cidade.

Apesar dos problemas, Pivetta afirmou que as medidas adotadas pelo Estado já começaram a apresentar resultados. Segundo o governador, 14 poços que estavam desativados foram recuperados, permitindo uma produção aproximada de 700 mil litros de água por hora. As ações teriam beneficiado cerca de 20% dos moradores que enfrentavam problemas de abastecimento.

O governador, no entanto, afirmou que ainda existem dificuldades para identificar a origem de todos os problemas no sistema.

“O grande problema lá é o mistério que existe debaixo das ruas que precisa ser conhecido. E nós estamos lá mapeando isso”, explicou.

Pivetta disse que equipamentos e materiais já foram adquiridos para ampliar as ações, mas parte dos itens ainda não chegou por se tratar de produtos importados. Por enquanto, segundo ele, o trabalho tem se concentrado na recuperação de estruturas existentes e na reativação de poços.

As ações fazem parte da “Aliança pela Água”, acordo firmado entre Governo do Estado, Prefeitura de Várzea Grande, Ministério Público e Tribunal de Contas de Mato Grosso. O objetivo é buscar uma solução para os problemas estruturais do DAE e evitar medidas mais drásticas para a gestão da autarquia. O TCE já havia apontado um cenário de endividamento superior a R$ 315 milhões e suspeitas de irregularidades administrativas.

Pivetta reconheceu que ainda há um longo caminho pela frente.

“Cerca de 20% da população que sofria com a falta de abastecimento de água já tem água. Temos 80% para vencer ainda”, afirmou.

Apesar de admitir a possibilidade de boicote, o governador não apresentou evidências de que a prática tenha ocorrido nem indicou quem poderia estar envolvido. A declaração, portanto, mantém a hipótese no campo da suspeita enquanto as autoridades avançam na apuração e nas medidas para tentar normalizar o abastecimento em Várzea Grande.

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